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TÊNIS DE MESA PARALÍMPICO
Em Live, Guilherme Costa relembra o bronze na Rio 2016 e reforça papel do Bolsa Atleta na quarentena
Uma medalha de bronze na bagagem, conquistada nos Jogos Paralímpicos Rio 2016. Bicampeão parapan-americano, além do bronze no individual, em Lima 2019. Guilherme Costa vivia um bom momento no tênis de mesa quando, assim como o resto do mundo, foi surpreendido pela pandemia do Covid-19 e com o adiamento dos Jogos Paralímpicos de Tóquio. Nesta sexta-feira (08.05), as dificuldades para se manter em treinamento, a torcida pela realização do megaevento no ano que vem e a lembrança da medalha de quatro anos atrás foram temas abordados em uma Live da Secretaria Especial do Esporte.

- Foto: Roberto Castro/ rededoesporte.gov.br
“Eu brinco que mesatenista, no fim da pandemia, não sei se vou ser, mas maratonista e halterofilista talvez”, contou Guilherme, que explicou como tem cuidado da alimentação e da rotina de exercícios durante o período de isolamento social, enfrentado na casa dos pais em Brasília (DF). O encontro virtual foi conduzido pelo coordenador-geral do programa Bolsa Atleta, Mosiah Rodrigues, representante do Brasil na ginástica artística nos Jogos Olímpicos de Atenas 2004.
Guilherme Costa tem hoje 28 anos. Aos 14, foi atropelado no Parque da Cidade, em Brasília, o que o deixou tetraplégico. Ali foi interrompido o sonho da criança de ser um jogador de futebol. O tênis de mesa, apresentado no hospital como forma de reabilitação, não foi bem recebido em um primeiro momento. “Meu primeiro contato foi horroroso, chorei, falei que não queria. Eu queria o futebol de volta, o jiu jitsu, as atividades que tinha antes da lesão”.
Somente um ano depois a modalidade entraria para sua vida de forma mais intensa e permitiria novos rumos ao atleta. Integrante da seleção brasileira desde 2009, Guilherme segue agora na briga por uma vaga para Tóquio. “Estou na luta. Estava programado para ir a dois campeonatos na Europa em março, um na Espanha e outro na Itália, dois focos da pandemia”, contou, destacando que ainda há chances de classificação.
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O sonho por uma nova edição dos Jogos Paralímpicos também é possível porque Guilherme recebe hoje a Bolsa Pódio, categoria mais alta do programa federal. “Consegui entrar para a categoria pódio depois da medalha nos Jogos Rio 2016. Nunca imaginei que subiria ao pódio. Não éramos favoritos. Lógico que treinava, era o sonho, mas olhava a medalha como algo distante. A gente foi realmente muito feliz em conseguir”, comentou na Live. “Sem dúvida a bolsa vem sendo fundamental, por exemplo, para me mudar para São Paulo com a seleção permanente e conseguir me sustentar. Tenho meus custos por ser cadeirante, por ser atleta paralímpico. É para comprar material, pagar viagem, mas também para pagar conta de luz, aluguel”, reforçou.
Mosiah Rodrigues aproveitou o bate-papo para lembrar que o governo federal segue apoiando o esporte mesmo nesses tempos conturbados. “O Bolsa Atleta tem esse papel de auxiliar na preparação esportiva, de manter o atleta ativo, de olhar para o futuro”, destacou. “No ano passado, quando o Bolsa Atleta foi presenteado com o dobro do orçamento, isso proporcionou que a gente conseguisse atender 100% da nossa demanda, inclusive a base do esporte brasileiro, que é o nosso futuro”, lembrou.
Atualmente, há 6.248 atletas no Bolsa Atleta. São 4.914 de modalidades olímpicos, 1.334 de modalidades paralímpicas e um investimento federal de R$ 84,2 milhões ao ano. A Bolsa Pódio, categoria principal do Bolsa Atleta, reúne 293 atletas, com 171 paralímpicos e 122 olímpicos. São R$ 40 milhões em investimentos por ano.
Ascom – Ministério da Cidadania