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TÓQUIO 2021
Em dia emblemático, Brasil chega à 100º medalha de ouro e iguala os triunfos do Rio 2016 nas Paralimpíadas de Tóquio
Foto: Helano Stuckert/ rededoesporte.gov.br
O Brasil viveu um dia marcante nos Jogos Paralímpicos de Tóquio nesta terça-feira (31.08), com as medalhas de ouro de Yeltsin Jacques, no atletismo, e de Carol Santiago, na natação.
Com o triunfo de Yeltsin, o Brasil atingiu a emblemática marca de 100 medalhas de ouro conquistadas na história dos Jogos Paralímpicos. Já a conquista de Carol Santiago significou que o país igualou em Tóquio o número de medalhas douradas conquistadas em casa, no Rio 2016. O Brasil soma 14 ouros no Japão e, agora, busca superar na capital japonesa o recorde de 21 ouros em uma mesma edição, obtido em Londres 2012.
Além das duas medalhas de ouro, o Brasil conquistou nesta terça-feira outros cinco pódios, com duas pratas e um bronze na natação e uma prata e um bronze no atletismo. Com isso, o país segue na sexta colocação no quadro de medalhas, com 42 medalhas no total: 14 ouros, 11 pratas e 17 bronzes.
Representante oficial do Governo Federal para os Jogos Paralímpicos de Tóquio, Bruno Souza, secretário Especial de Esporte de Alto Rendimento da Secretaria Especial do Esporte do Ministério da Cidadania, acompanhará o megaevento até seu encerramento, no domingo (05.09). Nesta terça-feira, ele esteve nas provas da natação e atletismo e não escondeu a felicidade pelos ótimos resultados dos atletas brasileiros.
“Todo o sucesso que o Brasil vem tendo em Tóquio e nas últimas edições dos Jogos Paralímpicos é fruto de um trabalho que tem vários atores, entre eles o Governo Federal, que investe bastante e que acredita e reconhece o talento de cada um de nossos atletas”, declarou Bruno.
“O esporte paralímpico passou por uma forte estruturação desde 2001, com a Lei das Loterias, e de lá para cá avançou muito nesta atual gestão da Secretaria Especial do Esporte com instrumentos como o Programa Bolsa Atleta e a Lei de Incentivo ao Esporte, que foram aprimorados. Além disso, os Jogos Rio 2016 deixaram um legado muito importante que foi o Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, reconhecidamente um dos melhores do mundo”, lembrou Bruno.
“Aqui em Tóquio, 95% dos atletas titulares da delegação do Brasil, ou seja, 226 atletas, recebem a Bolsa Pódio. Então, o que podemos dizer é que temos trabalhado para que esses programas sejam cada vez mais eficientes para que esse desenvolvimento do esporte paralímpico brasileiro prossiga nos próximos ciclos”, continuou o secretário.
Outro ponto destacado por Bruno, que tem chamado a atenção inclusive de dirigentes de outros países, foi a diversidade de atletas talentosos da nova geração e a variedade de modalidades em que o Brasil se destaca atualmente.
“Eu conversei hoje com o chefe da delegação da Holanda e ele me disse que os Jogos Rio 2016 deixaram um legado muito importante para o esporte paralímpico de nosso país. Eu fiquei muito feliz com essa percepção entre a comunidade internacional, porque isso é uma realidade”, destacou. “Ele também me disse estar impressionado com a nova geração de atletas do Brasil e com o sucesso que eles têm tido em várias modalidades. E esse foi outro ponto que me encheu de orgulho, porque é a confirmação de que a renovação, com essa nova geração, está sendo bem trabalhada”.
Confira o resumo dos pódios conquistados pelo Brasil nesta terça-feira nas Paralimpíadas de Tóquio:
Yeltsin Jacques: 100º ouro e recorde mundial
A prova dos 1.500m da classe T11 (para atletas cegos) foi duplamente emblemática para o Brasil. Nascido em Campo Grande (MS), Yeltsin Jacques , que já havia conquistado o ouro nos 5.000m em Tóquio, voltou a brilhar, desta vez nos 1.500m. Ao lado de seu guia, Carlos Antonio dos Santos, ele cruzou a linha de chegada com o tempo de 3min57s60 e faturou sua segunda medalha dourada na Japão com direito a um novo recorde mundial da prova. O resultado marcou a 100º ouro do Brasil na história das Paralimpíadas. A prata ficou com o japonês Shinya Wada (4min05s27) e o bronze com Fedor Rudakov, do Comitê Olímpico Russo (4min05s55). Yeltsin é apoiado pelo Programa Bolsa Atleta do Governo Federal e recebe o benefício da categoria Pódio, a mais alta do programa.
Carol Santiago: número de ouros do Rio 2016 igualado
A segunda medalha dourada do Brasil nesta terça-feira veio na natação, com a pernambucana Maria Carolina Santiago . Ela conquistou o ouro nos 100m livre da classe S12 (atletas com deficiência visual) com o tempo de 59s01. Com o resultado, o Brasil chegou à 14ª medalha de ouro em Tóquio e igualou o número de ouros conquistados no Rio 2016. A prata ficou com Daria Pikalova, do Comitê Paralímpico Russo (59s13), e o bronze com a britânica Hannah Russel (1min00s25). Carol Santiago, beneficiada com o Bolsa Atleta na categoria Pódio, já havia conquistado o bronze nos 100m costas e o ouro nos 50m livre no Japão. Ela ainda faturou a prata no 4 x 100m misto da classe 49 pontos (deficiência visual). Carol se tornou a primeira brasileira da natação a faturar dois ouros em uma única edição das Paralimpíadas.
Gabriel Bandeira: quarta medalha na natação
O paulista Gabriel Bandeira faturou a prata nos 200m medley da classe S14 (para atletas com deficiência intelectual) com o tempo de 2min09s56 e quebrou o recorde das Américas na prova. Com o resultado, o nadador, de 21 anos, chegou à quarta medalha no Japão. Ele já havia conquistado o ouro 100m borboleta S14, a prata nos 200m livre S14 e o bronze no revezamento 4 x 100m livre misto S14.
Raissa Machado: prata no lançamento de dardo
A baiana Raissa Machado conquistou a medalha de prata no lançamento de dardo da classe F56 (para atletas que competem em cadeira de rodas). A brasileira quebrou o recorde das Américas ao arremessar o dardo a 24m39. A iraniana Moavi Motaghian conquistou o ouro (24m50) e o bronze foi para Diana Dadzite, da Letônia (24m22). Raissa é beneficiada com o Bolsa Atleta na categoria Pódio.
4 x 100m misto: prata com Wendel, Douglas, Lucilene e Carol
A natação brasileira conquistou a prata no revezamento misto 4 x 100m livre da classe 49 pontos (deficiência visual). O time formado por Wendel Belarmino (S11), Douglas Matera (S13), Lucilene da Silva Sousa (S12) e Carol Santiago (S12) fechou a prova com o tempo de 3min54s95. Do quarteto, Wendel, Carol e Douglas são beneficiados pelo Programa Bolsa Atleta.
Mariana Ribeiro: a 40ª medalha
A pernambucana Mariana Ribeiro conquistou o bronze nos 100m livre da classe S9 (para deficientes funcionais). Ela completou a prova com o tempo de 1min03s39. Sophie Pascoe, da Nova Zelândia, ficou com o ouro (1min02s37) e a espanhola Sarai Gascon levou a prata (1min02s77). O resultado marcou a 40ª medalha do Brasil nas Paralimpíadas de Tóquio. Mariana é beneficiada pelo Bolsa Atleta na categoria Pódio.
Jardênia Barbosa: bronze para a mais nova da delegação
A potiguar Jardênia Barbosa, de 17 anos, atleta mais nova da delegação do Brasil nas Paralimpíadas de Tóquio, conquistou a medalha de bronze no atletismo, na prova dos 400m da classe T20 (deficiências intelectuais). Ela terminou a prova com o tempo de 57s43, atrás da norte-americana Breanna Clark (55s18), que levou o ouro, e da ucraniana Yuliiia Shuliar (56s18), que faturou a prata. Jardênia é beneficiada com a Bolsa Atleta na categoria Internacional.
Diretoria de Comunicação – Ministério da Cidadania