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Edital 2021 do Bolsa Atleta já supera 3.800 inscrições. Conheça canais para tirar suas dúvidas
Um total de 3.813 atletas já realizou as inscrições
no edital 2021 do Bolsa Atleta
do Governo Federal por meio do
sistema 100% online inaugurado este ano
pela Secretaria Especial do Esporte do Ministério da Cidadania. A grande maioria foi de inscritos (2.665) na categoria Nacional. Há outros 720 na Internacional, 205 na categoria Olímpica e Paralímpica, 124 na Estudantil e 99 na Base. O prazo para participar do programa segue até 15 de fevereiro.
Entre as modalidades, a maior procura segue sendo no atletismo, com 500 inscrições, seguida pelos desportos aquáticos (natação, maratonas aquáticas, saltos ornamentais e polo aquático), com 459 e pelo tênis de mesa (203). Entre as modalidades coletivas, destaque para basquete (180), handebol (176) e vôlei (153).
O ambiente digital da Secretaria Especial do Esporte permite não só a inscrição, mas o envio de documentos obrigatórios, como declarações de clubes e de patrocinadores. É pelo sistema, também, que o atleta preenche o plano esportivo, acompanha o andamento da análise da inscrição e verifica periodicamente a existência de pendências. Quando for publicada a lista de contemplados no Diário Oficial da União, o atleta poderá, também, enviar os dados bancários e assinar o termo de adesão.
Requisitos e dúvidas
Para ter acesso ao novo sistema, os candidatos precisam ter resultados esportivos alcançados em competições indicadas pelas confederações olímpicas e paralímpicas que representam suas modalidades. A partir disso, eles se cadastram no Portal Único do Governo Federal. Com a senha criada, o atleta tem acesso ao sistema na área de Inscrições do Bolsa Atleta . Já na área restrita, o atleta efetua a inscrição e envia a documentação necessária.
Nos primeiros dias disponíveis para a adesão, algumas dúvidas comuns a muitos atletas surgiram e a Secretaria Especial do Esporte reuniu esses questionamentos em perguntas e respostas num serviço acessível aqui . Se as dúvidas persistirem, há também a opção de consultar a área técnica da Secretaria Especial do Esporte pelo email atendimento.bolsa@cidadania.gov.br .
Como a Secretaria Especial do Esporte já havia anunciado em agosto do ano passado, o edital contempla, pela primeira vez, resultados esportivos de dois anos (2019 e/ou 2020), uma estratégia para que os atletas não sejam prejudicados pelos efeitos da pandemia de Covid-19.
A previsão orçamentária para o Bolsa Atleta em 2021 é de R$ 145 milhões, a maior desde 2014 e superior, inclusive, ao investimento no programa em 2016, ano dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio, que foi de R$ 143 milhões. O Bolsa Atleta conta com cinco categorias de benefícios: Atleta de Base, com valor mensal de R$ 370, Estudantil (R$ 370), Nacional (R$ 925), Internacional (R$ 1.850) e Atleta Olímpico/Paralímpico (R$ 3.100).
Força do programa
O Bolsa Atleta é um dos maiores programas de patrocínio direto ao atleta do mundo e apresenta resultados fundamentais para o esporte brasileiro. Desde a criação, em 2005, já foram concedidas mais de 69,5 mil bolsas para 27 mil atletas de todo o país. O valor destinado pelo programa desde sua implantação supera a marca de R$ 1,2 bilhão.
A importância do Bolsa Atleta pode ser medida nos Jogos Rio 2016. Na edição olímpica, 77% dos 465 atletas convocados para defender o Brasil eram bolsistas. Das 19 medalhas conquistadas pelos brasileiros – a maior campanha da história –, apenas o ouro do futebol masculino não contou com bolsistas.
Já nos Jogos Paralímpicos Rio 2016, o Brasil teve a maior delegação da história, com 286 atletas, sendo 90,9% bolsistas. Foram 72 medalhas conquistadas, em 13 esportes diferentes: 14 ouros, 29 pratas e 29 bronzes, além de 99 finais disputadas. Todas as medalhas foram conquistadas por atletas que recebiam o apoio da Secretaria Especial do Esporte do Ministério da Cidadania.
No ciclo para os Jogos de Tóquio 2020, a força do Bolsa Atleta ficou clara mais uma vez nos Jogos Pan-Americanos e Parapan-Americanos de Lima 2019, no Peru, o maior evento multiesportivo antes dos Jogos no Japão para os atletas brasileiros.
No Pan, o Brasil protagonizou sua melhor campanha da história. Foram 171 medalhas, sendo 55 de ouro. Com isso, o país voltou a terminar em segundo lugar no quadro de medalhas, o que não acontecia desde 1963, na edição dos Jogos realizada em São Paulo. Dos 485 atletas originalmente inscritos pelo Comitê Olímpico do Brasil para o Pan de Lima, 333 eram bolsistas. Do total de pódios conquistados, 141 vieram com atletas beneficiados pelo programa.
No Parapan, o Brasil protagonizou um resultado histórico e chegou ao topo do quadro de medalhas com 308 pódios. Foram 124 medalhas de ouro, 99 de prata e 85 de bronze. Do total de medalhas, 287 (93,18%) foram conquistadas por atletas contemplados pelo Bolsa Atleta.
Diretoria de Comunicação – Ministério da Cidadania