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TÓQUIO 2021
Delegação brasileira conquista mais quatro ouros, uma prata e um bronze nos Jogos Paralímpicos
Foto: Rogério Capela/CPB
O Brasil está muito perto de igualar a melhor campanha da história nos Jogos Paralímpicos em número de ouros. Nesta quinta-feira (02.09), o país faturou mais quatro medalhas douradas no Japão, além de uma prata e um bronze. Já são 19 ouros em Tóquio, apenas dois a menos que o recorde de 21 alcançado na edição de Londres 2012. No momento, o Brasil ocupa a sexta posição no quadro geral de medalhas, com 54 no total.
Uma das conquistas veio logo na estreia do parataekwondo no programa dos Jogos Paralímpicos. O brasileiro Nathan Torquato garantiu ao país o topo do pódio da modalidade ao derrotar o egípcio Mohamed Elzayat na final da classe K44 até 61kg. A luta decisiva nem deveria ter acontecido, já que o egípcio sofreu uma lesão no rosto durante a semifinal e, por segurança, não voltaria para a final. No entanto, os atletas chegaram a subir na área de combate e, após um golpe de Nathan, os médicos interromperam o duelo e confirmaram a vitória brasileira.
Outros dois ouros vieram da piscina do Centro Aquático de Tóquio. O catarinense Talisson Glock venceu os 400m livre classe S6 com o tempo de 4min54s42, superando o italiano Antonio Fantin (4min55s70) e Viacheslav Lenskii, do Comitê Paralímpico Russo (5min04s84). Já o mineiro Gabriel Geraldo, de 19 anos, foi o campeão dos 50m costas classe S2 com o tempo de 53s96. O atleta já havia sido ouro nos 200m livre e prata nos 100m costas. A natação brasileira soma agora 22 medalhas em Tóquio, sendo oito de ouro, cinco de prata e nove de bronze.
O atletismo também encerrou o dia com mais pódios. No lançamento de disco da classe F11 (para atletas com deficiência visual), Alessandro Rodrigo superou no Japão a própria campanha dos Jogos Rio 2016. No Estádio Olímpico de Tóquio, o paulistano estabeleceu novo recorde paralímpico, com 43m16, e conquistou o bicampeonato. O iraniano Mahdi Olad foi prata, ao lançar a 40m60, e o italiano Oney Tapia completou o pódio com 39m11.
Já no arremesso de peso F35, Marivana Nóbrega conseguiu a marca de 9m15 para ficar com a prata, a segunda dela em Jogos Paralímpicos. A campeã da prova foi a ucraniana Marilia Pomazan (12m24) e Anna Luxova, da República Tcheca, ficou com o bronze (8m60). Outro brasileiro a subir no pódio do atletismo foi Mateus Evangelista, com o bronze no salto em distância T37. O atleta marcou 6m05, atrás apenas do ucraniano Vladyslav Zahrebelnyi (6m59) e do argentino Leonel Brian (6m44).
No goalball, a equipe masculina conquistou uma vaga na final dos Jogos Paralímpicos após vencer a Lituânia por 9 x 5 nesta quinta-feira. O desafio para a conquista do ouro inédito é contra a China já nesta sexta-feira (3), a partir das 7h30 (de Brasília). A equipe brasileira, bicampeã mundial, chega com a moral de ter derrotado a Lituânia, atual campeã paralímpica, duas vezes. Na estreia, o time nacional já havia vencido por 11 x 2. No feminino, a seleção perdeu nos pênaltis para os Estados Unidos e vai disputar o bronze, também inédito, contra o Japão.
Quem também está na final é a seleção brasileira de futebol de 5. A conquista da vaga veio após a vitória em cima do Marrocos, com um gol contra do marroquino Imad Berka. O Brasil segue invicto na competição, sem sofrer nenhum gol, e vai jogar contra a Argentina no sábado (4), a partir das 5h30 (de Brasília). Os dois países voltam a se enfrentar em uma final da modalidade após 17 anos. O primeiro confronto foi na estreia do futebol de 5 no programa dos Jogos, em Atenas 2004, quando Brasil foi o campeão, ao superar, nos pênaltis, os argentinos por 3 x 2.
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