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Hóquei sobre a grama
Com recursos do Governo Federal, seleção masculina sub-21 de hóquei sobre a grama segue em preparação para o Pan Júnior
Imagens do camping de treinamento em Deodoro, em estrutura que é um dos legados dos Jogos Rio 2016. Fotos: Confederação Brasileira de Hóquei sobre a grama
A seleção brasileira masculina sub-21 de hóquei sobre a grama vai disputar, entre 16 e 29 de agosto deste ano, o Campeonato Pan-Americano Júnior. Antes de embarcar para Santiago, no Chile, a equipe está passando por períodos de concentração no Complexo Esportivo de Deodoro, legado e palco das disputas olímpicas dos Jogos Rio 2016. Para isso, conta com o repasse de mais de R$ 395 mil da Secretaria Especial do Esporte do Ministério da Cidadania.
Foi a primeira vez que conseguimos dar um treinamento periódico para uma equipe sub-21. O primeiro passo é o Pan-Americano Júnior, mas não fica só aí. O objetivo é que essa equipe faça parte de uma renovação da equipe adulta e que grande parte desses atletas participem da Copa Pan-Americana, que vai ser em janeiro de 2022 e que visa à classificação para os Jogos Pan-Americanos de 2023"
Claudio Rocha, treinador da equipe
O Termo de Fomento da Secretaria Nacional de Esporte de Alto Rendimento (SNEAR) com a Confederação Brasileira de Hóquei sobre a Grama e Indoor (CBHG) prevê três etapas de treinamento no Rio de Janeiro. A primeira foi em fevereiro do ano passado, ainda antes da interrupção dos calendários esportivos pela pandemia de Covid-19. Depois de um longo período de distanciamento e encontros virtuais, a seleção teve a oportunidade de retomar a prática em campo na última semana, com o camping finalizado no sábado (15.05).
"Se observarmos o nosso jogo de setembro de 2019 e o de agora, vemos como é marcante a diferença, tanto na parte física quanto na parte tática e técnica", analisa o atleta Arthur Giro. "Durante esse período da pandemia, tivemos várias reuniões on-line que contribuíram bastante para o aspecto tático, e nesses 12 dias em Deodoro colocamos tudo em prática", ressalta. "Acho que esses campings servem para a gente evoluir o nosso sub-21. Estamos em uma ascendente boa, acho que a nossa evolução é notável", completa o jogador Vinícius Vaz.
De acordo com o planejamento apresentado pela equipe, o programa tem o objetivo de oferecer aos atletas condições para o treinamento em alto rendimento, em busca da melhora do desempenho físico e técnico, além da evolução de jogo com foco no Pan-Americano. A meta do país é terminar o torneio entre os três primeiros. "O grupo está unido e estamos esperançosos para essa competição. É continuar trabalhando e não deixar cair o ritmo que a gente tem tudo para conseguir uma ótima colocação", acredita o atleta Alysson Félix.
"Foi a primeira vez que conseguimos dar um treinamento periódico para uma equipe sub-21", destaca o treinador Claudio Rocha. Para ele, contudo, o objetivo com o elenco vai além da competição de agosto. "O primeiro passo é o Pan-Americano Júnior, mas não fica só aí. O objetivo é que essa equipe faça parte de uma renovação da equipe adulta e que grande parte desses atletas participem da Copa Pan-Americana, que vai ser em janeiro de 2022 e que visa à classificação para os Jogos Pan-Americanos de 2023", projeta.
"Acredito que vamos conseguir buscar uma medalha pan-americana e, provavelmente, esses atletas vão fazer parte do ciclo seguinte. Aí sim podemos ter grandes chances de uma classificação olímpica", pondera. A única participação do hóquei sobre a grama do Brasil em edições dos Jogos Olímpicos foi no Rio 2016.
Preparação global
De acordo com o coordenador de seleções da CBHG, Leonardo Saraiva, o repasse de recursos federais permitiu uma preparação diferenciada. "Conseguimos proporcionar para a comissão técnica e os atletas uma preparação global. Isso inclui fornecer o melhor de logistica e de locomoção para aproveitar o maior tempo possível com os atletas", comenta. Foram dois turnos de treinos por dia, além de sessões de fisioterapia.
Os recursos obtidos por meio do termo de fomento com a SNEAR viabilizaram a compra de passagens aéreas nacionais, a remuneração da equipe multidisciplinar, os gastos com hospedagem, alimentação e transporte, além de exames de Covid-19.
"Nesse camping, devido à pandemia, adotamos o isolamento da concentração. Integrantes de comissão técnica e atletas ficaram em regime de bolha, dentro do hotel. De lá, iam direto para os treinamentos. Todos foram testados contra Covid antes de sair de suas cidades e também a cada três dias no hotel", acrescenta.
A seleção sub-21 tem mais um encontro em Deodoro, entre 21 de julho e 12 de agosto, sempre aproveitando o legado deixado ao país pelos Jogos Rio 2016. "É a oportunidade que temos graças aos Jogos Olímpicos, de ter um ambiente esportivo adequado e oficial para a prática da modalidade", reforça o coordenador. "Os campings lá são de suma importância para o desenvolvimento da modalidade e desempenho coletivo", define.
Diretoria de Comunicação - Ministério da Cidadania