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JOGOS PARALÍMPICOS
Com apoio do Governo Federal, do CPB e da prefeitura de Hamamatsu, atletas brasileiros são liberados para treinar em esquema de bolha
Prefeito de Hamamatsu, Yasutomo Suzuki. Foto: Leandro Martins/CPB/MPIX
Desde a chegada ao Aeroporto Internacional de Narita, no Japão, na noite de sexta-feira (06.08), 52 membros da delegação brasileira nos Jogos Paralímpicos, sendo 27 atletas, cumprem um isolamento total em quartos de hotéis na cidade de Hamamatsu, a 250 quilômetros de Tóquio. A medida foi aplicada após um dos integrantes da comitiva testar positivo para o novo coronavírus, mesmo com os testes negativos do restante da delegação. Impedidos de treinar, os atletas só foram liberados nesta quarta-feira (11.08), após atuação do Governo Federal, do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e da prefeitura de Hamamatsu.
"Estou muito feliz que esse assunto tenha sido resolvido", comemorou o embaixador do Brasil no Japão, Eduardo Saboia. "Os nossos atletas querem seguir os protocolos, querem que os Jogos sejam seguros e estão comprometidos com isso, mas também querem poder treinar, como preveem os protocolos para esse tipo de situação", acrescentou. Hamamatsu foi a cidade escolhida para o período de aclimatação da delegação brasileira antes da ida para Tóquio.
Com a liberação do prefeito Yasutomo Suzuki, os 27 atletas brasileiros, de quatro modalidades (natação, goalball, tênis de mesa e halterofilismo), poderão treinar em esquema de bolha, em horários diferentes dos demais. O transporte até as arenas será realizado em veículos separados, e as refeições serão servidas dentro dos quartos. Todo o grupo é testado diariamente e tem tido resultado negativo para o novo coronavírus.
"Por essa razão, o CPB solicitou incansavelmente às autoridades locais para que fosse liberado o treinamento desses atletas, como o previsto para os casos de ‘Contatos Próximos’ no protocolo sanitário, playbook, dos Jogos de Tóquio", afirma a nota emitida pela entidade. De acordo com o protocolo do Comitê Organizador, todas as pessoas que se sentaram num raio de duas fileiras de assentos ao redor do indivíduo infectado devem ser isoladas, mas os atletas que mantiveram "contato próximo" podem treinar, igualmente em isolamento, e até mesmo competir nos Jogos.
O caso foi exposto pelo nadador e multimedalhista Daniel Dias nas redes sociais, na última terça-feira (10.08). Com a liberação para os treinos, o atleta também comemorou. "Vim agradecer a todos que escutaram a nossa mensagem e pedido de ajuda. Finalmente, conseguimos autorização para treinar aqui em Hamamatsu", disse. "Nosso grande objetivo é treinar. Muito obrigado por todo o empenho de todos vocês. Fez uma grande diferença", completou.
Diretoria de Comunicação - Ministério da Cidadania, com informações da Agência Brasil e do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB)