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TÓQUIO 2021
Carol Santiago fatura mais um ouro e Brasil leva seis medalhas no oitavo dia dos Jogos Paralímpicos
O Brasil já faturou 48 medalhas nos Jogos Paralímpicos de Tóquio. São 15 de ouro, 12 de prata e 21 de bronze, pódios que colocam o país, no momento, em sétimo lugar no quadro geral. Dessas, seis vieram na madrugada desta quarta-feira (01.09), oitavo dia de disputas no Japão. Na natação, ouro para Carol Santiago, prata para Cecília Araújo e bronze para Talisson Glock. Os atletas brasileiros ainda levaram dois bronzes na bocha e um no tênis de mesa.
Ao conquistar o seu terceiro ouro em Tóquio, desta vez nos 100m peito da classe 12, Maria Carolina Santiago encerrou sua participação nos Jogos com o melhor resultado já conquistado por uma nadadora brasileira na história . Foram cinco pódios em seis provas, a performance mais expressiva de toda a delegação nacional que compete no Japão. A atleta ainda foi ouro nos 50m e 100m livre, prata no revezamento misto 4 x 100m livre e bronze nos 100m costas.
Também nesta quarta, Cecília Araújo levou a prata nos 50m livre (classe S8), ao fechar a prova em 30s83, atrás de Viktoriia Ishchiulova (29s91), do Comitê Paralímpico Russo. A italiana Francesca Palazzo completou o pódio (31s17). Nos 100m livre da classe S6, bronze para o catarinense Talisson Glock. Com o tempo de 1min05s45, o brasileiro ficou atrás do italiano Antonio Fantin (1min03s71) e do colombiano Nelson Crispin (1min04s82).
A natação teve ainda a despedida do ídolo e multimedalhista Daniel Dias . Com o quarto lugar nos 50m livre S5, o atleta deu adeus às piscinas com um legado de 27 medalhas em quatro edições dos Jogos Paralímpicos, sendo 14 de ouro. Os três últimos pódios, conquistados em Tóquio, foram de bronze: nos 100m, 200m e no revezamento 4x50m livre misto.
Daniel tem ainda no currículo 40 pódios em campeonatos mundiais (31 ouros) e 33 medalhas em Jogos Parapan-Americanos, todas de ouro, além de ser o único brasileiro a levar três vezes o Troféu Laureus, considerado o “Oscar do Esporte”. Ao longo de quatro ciclos paralímpicos, o Governo Federal, por meio do Bolsa Atleta, investiu mais de R$ 1,19 milhão na carreira de Daniel Dias. Ele integra o programa desde 2010, e está na categoria mais alta, a Pódio, desde 2014.
Na bocha, modalidade exclusiva do programa paralímpico e destinada a atletas com deficiências severas, o Brasil levou dois bronzes . Maciel Santos (classe BC2) venceu o tailandês Worawut Saengampa por 4 x 3, e dedicou a medalha ao amigo Dirceu Pinto, cinco vezes medalhista paralímpico e que faleceu em 2020. Na outra disputa pelo terceiro lugar, José Carlos Chagas (classe BC1) bateu André Ramos, de Portugal, por 8 x 2.
Com as conquistas até o momento em Tóquio, a bocha brasileira acumula 11 medalhas em Paralimpíadas, sendo seis de ouro, uma de prata e quatro de bronze. Ainda serão realizadas no Japão as disputas por equipe nas classes BC1/BC2, BC3 e BC4.
Mais uma medalha de bronze veio com a disputa por equipes do tênis de mesa feminino . A equipe brasileira tentou uma escalação ousada para enfrentar a Polônia na semifinal, mas a derrota de Bruna Alexandre e Danielle Rauen no primeiro jogo comprometeu a estratégia. As brasileiras foram superadas por Natalia Partyka e Karolina Pek por 3 sets a 1 (7/11, 14/12, 9/11 e 7/11), em 38 minutos. Na sequência, Jennyfer Parinos teve de enfrentar a tetracampeã paralímpica e acabou derrotada por 3 x 0 (11/0, 11/4 e 11/2), em apenas 14 minutos.
Com o resultado, a equipe repete o desempenho dos Jogos Rio 2016, quando o mesmo trio ficou com o bronze. A medalha representa ainda o terceiro e último pódio do Brasil na modalidade em Tóquio. Os outros dois também foram conquistados no feminino: Bruna Alexandre foi vice-campeã da classe 10 e Cátia Oliveira foi a terceira colocada nas classes unificadas 1 e 2.
A seleção feminina de vôlei sentado chegou à terceira vitória em três jogos na última partida pela fase classificatória. O Brasil derrotou a Itália por 3 sets a 1 (23/25, 25/17, 25/16 e 25/21) e se garantiu nas semifinais como líder do Grupo A. O duelo pela vaga na decisão será na sexta-feira (03.08), a partir das 6h30 (de Brasília). A equipe brasileira é a atual medalhista de bronze e veio à capital japonesa com a pretensão de brigar pela vaga na decisão.
No tiro esportivo, o paulista Alexandre Galgani terminou a fase classificatória da carabina de ar deitado 10m da classe SH2 com 633.9 pontos e na 10ª posição, ficando fora da final. Foi o melhor resultado do atleta em Jogos Paralímpicos, já que no Rio 2016 ele havia ficado em 24º lugar na prova. No sábado (04.08), ele ainda disputa a prova da carabina deitado 50m.
Já no goalball feminino, depois de uma primeira fase irregular, o time brasileiro conseguiu superar a China nas quartas de final . Foi uma partida dura, definida somente na segunda etapa da prorrogação após o placar em 0 x 0 no tempo normal. Em uma conversão de penalidade, a ala Ana Carolina Custódio marcou o ‘gol de ouro’. O próximo confronto das brasileiras será contra os Estados Unidos, nesta quinta (02.08), a partir das 7h30 (horário de Brasília).
Diretoria de Comunicação - Ministério da Cidadania