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TÓQUIO 2021
Brasil vive mais um dia dourado nas Paralimpíadas, com sete pódios: quatro ouros e três bronzes
Da esquerda para a direita: (acima) Alana Maldonado e Mariana D´Andrea (embaixo) Carol Santiago, Gabriel Araújo e Renê Campos: pódios dourados do Brasil neste domingo (29.08). Fotos: Fotos: Pedro Ramos/ rededoesporte.gov.br, Helano Stuckert/rededoesporte.gov.br, Takuma Matsushita/CPB
O Brasil viveu mais um dia de alegrias neste domingo (29.08) nos Jogos Paralímpicos de Tóquio, o quinto dia de competição na capital japonesa. Com um ótimo desempenho no halterofismo, no judô e natação, o país conquistou sete medalhas, sendo quatro de ouro e três de bronze.
Com o resultado, o Brasil soma, agora, 30 pódios no mevaevento esportivo. São 10 medalhas de ouro, cinco de prata e 15 e bronze. O desempenho deste domingo garantiu a 6ª posição no quadro de medalhas, atrás apenas da China, Grã-Bretanha, Estados Unidos, do Comitê Olímpico Russo e da Ucrânia. O Brasil agora está a apenas três triunfos de chegar ao emblemático número de 100 medalhas de ouro em Jogos Paralímpicos.
Confira o resumo das medalhas do Brasil neste domingo:
Mariana D´Andrea: ouro histórico no halterofilismo
A halterofilista Mariana D´Andrea entrou para a história ao conquistar o primeiro título paralímpico do Brasil na modalidade. A paulista, que pesa apenas 69kg e compete na categoria -73kg, ergueu 137 quilos e faturou a medalha de ouro. O resultado também marcou o primeiro pódio feminino do Brasil no halterofilismo em toda a história. A chinesa Lili Xu ficou com a prata (134 quilos) e a francesa Souhad Ghazouani garantiu o bronze (132kg). Mariana, de apenas 23 anos, é beneficiada pelo Bolsa Atleta na categoria Pódio, a mais alta do programa de patrocínio direto aos atletas do Governo Federal.
Alana Maldonado: Primeiro ouro no judô feminino
A paulista Alana Maldonado, 26 anos, também fez história e conquistou o primeiro ouro ddo judô feminino em todos os tempos em Jogos Paralímpicos. Na final, ela enfrentou a georgiana Ina Kaldani. Após aplicar um waza-ari ainda nos primeiros minutos da luta, Alana soube administrar o resultado até o final do confronto para faturar o ouro na categoria até 70kg. O resultado marcou a segunda medalha da paulista em Jogos Paralímpicos, já que ela havia sido prata no Rio 2016. Alana é beneficiada pelo Programa Bolsa Atleta na categoria Pódio.
Carol Santiago: ouro e recorde na natação
A pernambucana Carol Santiago, 36 anos, foi campeã nos 50m livre da classe S13 (para atletas com deficiência visual). Atual recordista mundial da prova (26s72), a nadadora chegou ao ouro com o tempo de 26s82 e estabeleceu um novo recorde paralímpico para a prova, superando sua própria marca anterior, que era de 26s87. A prata ficou com Anna Krivshina, do Comitê Paralímpico Russo (27s06), e o bronze foi para a italiana Carlotta Gilli (27s07). Carol é beneficiada pelo Programa Bolsa Atleta na categoria Pódio.
Gabriel Araújo: segundo ouro nas piscinas
A segunda medalha de ouro do Brasil na natação neste domingo veio com o mineiro Gabriel Araújo, de apenas 19 anos. Ele venceu os 200m livre da classe S2 (deficiência física severa) com o tempo de 4min06s52. A prata ficou com o chileno Alberto Abarza (4min14s17) e o bronze com o representante do Comitê Paralímpico Russo Vladimir Danilenko (4min15s95). Gabriel é beneficiado pelo Programa Bolsa Atleta na categoria Pódio.
Renê Pereira: Fim do jejum no remo
O baiano Renê Pereira conquistou a medalha de bronze no remo na prova do single skiff masculino PR1. Com o resultado, o remador encerrou um jejum brasileiro na modalidade que já durava 13 anos. A primeira medalha no remo paralímpico nos Jogos havia sido conquistada em Pequim 2008, quando a dupla Elton Santana e Josiane Lima levaram o bronze no double skiff misto PR2. O ucraniano Roman Poliansky faturou o ouro e o australiano Erik Horrie garantiu a prata. Renê é beneficiado pelo Programa Bolsa Atleta na categoria Pódio.
Meg Emmerich: bronze nos tatames
A paulistana Meg Emmerich (categoria +70kg) também levou o Brasil ao pódio do judô ao conquistar a medalha de bronze. A judoca enfrentou Altantsetseg Nyamaa, da Mongólia, e logo no primeiro minuto encaixou um ippon que garantiu o bronze. O resultado marcou a terceira medalha brasileira no judô nos Jogos Paralímpicos de Tóquio. Meg é beneficiada pelo Programa Bolsa Atleta na categoria Pódio.
Beatriz Carneiro: disputa entre irmãs gêmeas pelo bronze
A paranaense Beatriz Carneiro garantiu a medalha de bronze nos 100 m peito da classe SB14. Na disputa pelo pódio ela superou a irmã gêmea Débora por apenas dois centésimos de diferença para garantir o terceiro lugar. Ela fechou a prova com o tempo de 1min17s61. A espanhola Michelle Moraes conquistou o ouro e quebrou o recorde mundial da prova (1min12s02). A britânica Louise Fiddes ficou com a prata (1min15s93). Beatriz é beneficiada pelo Programa Bolsa Atleta na categoria Pódio.
Diretoria de Comunicação – Ministério da Cidadania