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Ginástica artística
Brasil vai pleitear junto à Federação Internacional a sede de seis etapas da Copa do Mundo de Ginástica
O Brasil pretende receber, em 2022, 2023 e 2024, seis etapas da Copa do Mundo de Ginástica. O acordo de intenção para sediar as competições foi fechado nesta quarta-feira (16.12), em Brasília, entre o secretário Especial do Esporte do Ministério da Cidadania, Marcelo Magalhães, e a presidente da Confederação Brasileira de Ginástica (CBG), Luciene Resende.
O apoio da Secretaria é primordial para realizarmos esses eventos. Ficamos muito felizes por contar com esse suporte, que nos ajuda a promover o esporte brasileiro”
Luciene Resende, presidente da Confederação Brasileira de Ginástica
O encontro na capital contou com a participação da ginasta Flávia Saraiva, dona de 12 medalhas em etapas de Copas do Mundo – sete ouros, três pratas e dois bronzes -, além de pódios em Jogos Pan-Americanos, Campeonatos Pan-Americanos e Jogos da Juventude, entre outros. Além dela, participaram o secretário adjunto da Secretaria Especial do Esporte, André Alves; o secretário nacional de Esportes de Alto Rendimento, Bruno Souza; o coordenador-geral de eventos da CBG, Henrique Motta; e o assessor da presidência da CBG, Ricardo Resende.
“O apoio da Secretaria é primordial para realizarmos esses eventos. Ficamos muito felizes por contar com esse suporte, que nos ajuda a promover o esporte brasileiro”, ressaltou Luciene Resende. “Sempre que trazemos uma etapa da Copa do Mundo para o Brasil é algo marcante. Os atletas elogiam e enaltecem a organização da competição. Todos os eventos realizados em nosso país foram um grande sucesso. Eu diria que a importância de pleitear esse evento está em trazer para perto do público brasileiro os melhores atletas da ginástica internacional e em mostrar o Brasil para o mundo inteiro”, continuou Luciene.
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| Da esquerda para a direita: Bruno Souza, Luciene Resende, Flávia Saraiva e Marcelo Magalhães. Foto: Francisco Medeiros/Ministério da Cidadania |
Vai ser bom para todo mundo: para a economia, que será movimentada com a chegada de dezenas de delegações; para os atletas nacionais, que poderão competir em casa; para os amantes do esporte, que poderão ver competições de altíssimo nível com os melhores do planeta; para nossas crianças e jovens, que ganharão mais uma fonte de inspiração; e para o legado olímpico, que voltará a ficar em evidência”
Marcelo Magalhães, secretário Especial do Esporte
Segundo a dirigente, a organização desses eventos no Brasil foi sempre muito elogiada pela FIG (Federação Internacional de Ginástica), com recorde de público, participação apaixonada dos espectadores e transmissão pela TV. “É um case de sucesso e uma forma de atrairmos praticantes para a modalidade”, enfatizou a dirigente.
“Mas a importância maior da realização de um evento dessa magnitude é a de educar, de inserir o indivíduo em nossa sociedade. Por todos esses motivos, vamos fazer o possível para trazer etapas da Copa do Mundo de Ginástica para nosso país”, frisou a presidente da CBG.
A partir de agora, a intenção do Brasil deve seguir um rito burocrático até a confirmação como sede da Copa do Mundo. A CBG encaminha o pedido à FIG, que o analisa e envia a resposta.
Em julho, a Federação Internacional anunciou o adiamento de todas as etapas de 2020 da Copa do Mundo para 2021 devido à pandemia do novo coronavírus – Covid-19. Com isso, as etapas de Stuttgart, na Alemanha; Birmingham, na Inglaterra; Tóquio, no Japão; e Doha, no Catar; acabaram não sendo disputadas.
Seis vezes
Receber etapas da Copa do Mundo de Ginástica Artística não é novidade para o Brasil. Entre 1978 e 2016, o país já abriu suas portas seis vezes para a competição.
A primeira foi em São Paulo, em 1978, quando a capital paulista sediou a final da Copa do Mundo de Ginástica Artística no Ginásio do Ibirapuera. No mesmo local, foram realizadas etapas do evento em 2005, 2015 e 2016, e, em 2006, o Ibirapuera foi palco pela segunda vez da etapa final da Copa do Mundo. Além da capital paulista, o Rio de Janeiro, no Riocentro, foi sede de uma etapa, em 2004.
Para Marcelo Magalhães, é importante que o país siga recebendo grandes competições após o ciclo de megaeventos esportivos. “O Brasil viveu, nas últimas duas décadas, um ciclo muito especial de realização de megaeventos. Foi uma caminhada que teve início com o Pan do Rio em 2007, que passou pelos Jogos Mundiais Militares em 2011, e que culminou com a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016. É importante continuar trazendo grandes competições, como a Copa do Mundo de Ginástica, para o Brasil. O Parque Olímpico, na Barra, precisa estar sempre em operação e essas etapas são mais um passo no nosso processo de promoção do legado olímpico”, ressaltou. O secretário ainda enumerou os benefícios da realização das etapas da Copa do Mundo no Brasil.
“Tradicionalmente, os ginastas brasileiros sempre se apresentam bem em casa e tenho certeza de que não será diferente nessas etapas da Copa do Mundo. Vai ser bom para todo mundo: para a economia, que será movimentada com a chegada de dezenas de delegações; para os atletas nacionais, que poderão competir em casa; para os amantes do esporte, que poderão ver competições de altíssimo nível com os melhores do planeta; para nossas crianças e jovens, que ganharão mais uma fonte de inspiração; e para o legado olímpico, que voltará a ficar em evidência”, prosseguiu Marcelo Magalhães.
Estou ansiosa e feliz com a possibilidade de voltar a disputar a Copa do Mundo no Brasil. Quando ganhei o ouro foi muito diferente dos outros que ganhei. Ouvir o Hino Nacional com o público cantando junto foi emocionante demais”
Flávia Saraiva, ginasta
Bruno Souza ressaltou que o objetivo do Brasil vai além das seis etapas que pretende receber entre 2022 e 2024. “Como ex-atleta de alto rendimento eu sei da importância de recebermos competições do circuito internacional no Brasil. Toda vez que defendi a Seleção Brasileira em casa foi muito emocionante e sempre vamos apoiar a realização de eventos esportivos de grande porte no Brasil. A reunião hoje foi muito produtiva e estou confiante de que vamos conseguir trazer para cá essas etapas da Copa do Mundo de Ginástica. Para nós, é importante que a FIG perceba que nosso interesse vai além disso. O que queremos é que o Brasil faça parte do calendário internacional da Copa do Mundo de uma forma perene”, afirmou o secretário da SNEAR e atleta olímpico da Seleção Brasileira de Handebol.
Já Flávia Saraiva não escondeu a empolgação diante da possibilidade de voltar a competir em casa em uma etapa da Copa do Mundo. Em 2015, a ginasta faturou o ouro no solo e a prata na trave e hoje, cinco anos depois, não se esquece das emoções que viveu em São Paulo.
“Estou ansiosa e feliz com a possibilidade de voltar a disputar a Copa do Mundo no Brasil. Já competi em casa e foi um dos melhores eventos de que participei em todo o mundo. As etapas do Brasil foram as que tiveram o melhor público. Quando ganhei o ouro foi muito diferente dos outros ouros que ganhei. Ouvir o Hino Nacional com o público cantando junto foi emocionante demais. É uma sensação única poder competir em casa”, frisou a ginasta.
Quem também mostrou-se muito animado foi o campeão olímpico Arthur Zanetti, ouro nas argolas nos Jogos de Londres 2012 e prata no Rio 2016. “Queria agradecer ao secretário Marcelo Magalhães e a toda sua equipe por apoiar a realização dessas etapas da Copa do Mundo no Brasil. Isso será muito importante para a divulgação e para o fomento do esporte. Novas crianças vão estar de olho nessas competições e isso faz com que a quantidade de atletas aumente e que essas crianças tenham vontade de praticar a ginástica. Isso permite encontrar futuros campeões, não somente no esporte, mas para a vida”, afirmou Arthur Zanetti.
Medalha de bronze nos Jogos Rio 2016 no solo, Arthur Nory seguiu a mesma linha de Zanetti e Flavia Saraiva. “Estou muito feliz com essa notícia. É importante fomentar o nosso esporte e fazer com que as pessoas possam ver mais a nossa modalidade, que encanta e que trouxe bastante resultado para o nosso Brasil. Vou me preparar bastante para essas etapas. Espero que a realização desses eventos seja um sucesso”, disse o ginasta, confiante de que a proposta brasileira terá sucesso junto à FIG.
Arthur Nory, medalhista olímpico
Diretoria de Comunicação – Ministério da Cidadania