Notícias
Alto rendimento
Bolsa Atleta recebe 1.050 inscrições no primeiro dia do novo sistema online
Ingrid Oliveira foi uma das primeiras a se inscrever. Foto: Abelardo Mendes Jr/ rededoesporte.gov.br
O Bolsa Atleta 2021, que neste ano instituiu uma inovação tecnológica e agora conta com um sistema totalmente online para envio de documentações, registrou 1.050 inscrições nesta terça-feira (26.01), primeiro dia que os atletas tiveram para se inscrever no programa. O prazo de inscrição segue até 15 de fevereiro e a expectativa da Secretaria Especial do Esporte do Ministério da Cidadania é de que o número de beneficiários supere o registrado no edital do ano passado, quando o Governo Federal pagou o benefício a 6.357 atletas de modalidades olímpicas e paralímpicas.
“Eu mesma fiz a inscrição. Vi uma matéria com o tutorial mostrando como era o procedimento e informando que agora era tudo online e achei bem melhor. Não precisa ficar indo aos Correios. Antes, muitos atletas enviavam documentos por Sedex para chegar rápido, tinham gastos, e agora não precisa mais. Isso é maravilhoso”
Ingrid Oliveira, saltos ornamentais
Do total de inscritos no primeiro dia, 768 foram da categoria Nacional, 221 da categoria Internacional e 61 da categoria olímpico/paralímpico. Entre os 1.050 primeiros inscritos estavam atletas de 37 modalidades, entre olímpicas e paralímpicas. O maior número de inscrições veio dos desportos aquáticos, com 126 inscritos, seguido de atletismo (97), handebol (68) e tênis de mesa (58).
Uma das integrantes desse grupo dos desportos aquáticos é Ingrid Oliveira. Medalhista de prata nos Jogos Pan-Americanos de Toronto 2015 e integrante da seleção de saltos ornamentais nos Jogos Rio 2016, ela não perdeu tempo. “Eu mesma fiz a inscrição. Vi uma matéria com o tutorial mostrando como era o procedimento e informando que agora era tudo online e achei bem melhor. Não precisa ficar indo aos Correios. Antes, muitos atletas enviavam documentos por Sedex para chegar rápido, tinham gastos, e agora não precisa mais. Isso é maravilhoso para a gente”, relatou Ingrid.
Além de Ingrid Oliveira, o novo sistema de inscrição do Bolsa Atleta recebeu elogios de representantes de confederações esportivas. Na tarde desta quarta-feira (27.01), o secretário nacional de Esporte de Alto Rendimento, Bruno Souza, e o coordenador geral do Bolsa Atleta, Mosiah Rodrigues, estiveram reunidos virtualmente com representantes de diversas de confederações para dar detalhes do novo sistema.
Segundo Bruno, é preciso que todos colaborem para que o processo tenha ainda mais sucesso, já que as confederações são responsáveis por definir as competições e os resultados elegíveis ao Bolsa Atleta. "Estamos num processo de transição. Inclusive falamos sobre isso nessa reunião. Ressaltamos o quão importante é a participação das confederações, porque em última instância somos compiladores dos dados de resultados enviados por essas entidades. É importante que elas atuem com a gente nesse processo de facilitar a vida dos atletas"
Para Mosiah Rodrigues, o número de inscrições retrata uma adaptação rápida ao sistema. “O importante é que o sistema rodou bem, com questões mínimas que tivemos de ajustar”, afirmou. “Trata-se de um sistema que aproxima o atleta da equipe da SNEAR que cuida do Bolsa Atleta e que torna todo o processo mais fácil. Sem falar que acabamos com o envio de documentação pelos Correios. Isso representa um custo a menos. Entramos em uma nova fase e todo o processo vai ser mais célere de agora em diante”, completou.
A previsão orçamentária para o Bolsa Atleta em 2021 é de R$ 145 milhões, a maior desde 2014 e superior, inclusive, ao investimento no programa em 2016, ano dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio, que foi de R$ 143 milhões. O Bolsa Atleta conta com cinco categorias de benefícios: Atleta de Base, com valor mensal de R$ 370, Estudantil (R$ 370), Nacional (R$ 925), Internacional (R$ 1.850) e Atleta Olímpico/Paraolímpico (R$3.100).
Força do programa
O Bolsa Atleta é um dos maiores programas de patrocínio direto ao atleta do mundo e apresenta resultados fundamentais para o esporte brasileiro. Desde a criação, em 2005, já foram concedidas mais de 69,5 mil bolsas para 27 mil atletas de todo o país. O valor destinado pelo programa desde sua implantação supera a marca de R$ 1,2 bilhão.
A importância do Bolsa Atleta pode ser medida nos Jogos Rio 2016. Na edição olímpica, 77% dos 465 atletas convocados para defender o Brasil eram bolsistas. Das 19 medalhas conquistadas pelos brasileiros – a maior campanha da história –, apenas o ouro do futebol masculino não contou com bolsistas.
Já nos Jogos Paralímpicos Rio 2016, o Brasil teve a maior delegação da história, com 286 atletas, sendo 90,9% bolsistas. Foram 72 medalhas conquistadas, em 13 esportes diferentes: 14 ouros, 29 pratas e 29 bronzes, além de 99 finais disputadas. Todas as medalhas foram conquistadas por atletas que recebiam o apoio da Secretaria Especial do Esporte do Ministério da Cidadania.
No ciclo para os Jogos de Tóquio 2020, a força do Bolsa Atleta ficou clara mais uma vez nos Jogos Pan-Americanos e Parapan-Americanos de Lima 2019, no Peru, o maior evento multiesportivo antes dos Jogos no Japão para os atletas brasileiros.
No Pan, o Brasil protagonizou sua melhor campanha da história. Foram 171 medalhas, sendo 55 de ouro. Com isso, o país voltou a terminar em segundo lugar no quadro de medalhas, o que não acontecia desde 1963, na edição dos Jogos realizada em São Paulo. Dos 485 atletas originalmente inscritos pelo Comitê Olímpico do Brasil para o Pan de Lima, 333 eram bolsistas. Do total de pódios conquistados, 141 vieram com atletas beneficiados pelo programa.
No Parapan, o Brasil protagonizou um resultado histórico e chegou ao topo do quadro de medalhas com 308 pódios. Foram 124 medalhas de ouro, 99 de prata e 85 de bronze. Do total de medalhas, 287 (93,18%) foram conquistadas por atletas contemplados pelo Bolsa Atleta.
Diretoria de Comunicação – Ministério da Cidadania