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DESPORTO ESCOLAR
As potenciais herdeiras de Rebeca Andrade nos JEB’s
Sofia (acima, à esquerda), de Mato Grosso do Sul. Isabel (segurando a perna), do Maranhão, e Júlia, da Paraíba: juntas nos JEB's. Fotos: Luiz Roberto Magalhães/Min. Cidadania
Separadas por milhares de quilômetros entre seus estados, estudantes de todo o país que disputam a ginástica artística nos Jogos Escolares Brasileiros têm um fator em comum além da modalidade que praticam e do fato de estarem no Rio de Janeiro para a retomada dos JEB’s após 17 anos: a reverência à campeã olímpica e mundial Rebeca Andrade.
Sonho com mais competições como essa para que possa competir mais e um dia, quem sabe, chegar às Olimpíadas”
Isabel Freitas, atleta da ginástica artística do Maranhão
Nesta quinta-feira (28.10), dia reservado aos treinos da ginástica artística na Jeunesse Arena, a casa da modalidade nos JEB’s, os meninos e meninas conheceram o local e se familiarizaram com os aparelhos nos quais vão competir nesta sexta (29.10) e sábado (30.10).
Entre as ginastas, ao serem indagadas sobre qual era sua principal referência no esporte, a resposta vinha de bate-pronto: Rebeca! “Ela faz todos os movimentos com perfeita execução, passou por várias cirurgias e ainda conseguiu trazer um ouro e uma prata para o Brasil nas Olimpíadas”, enumera Julia Dalla, de 11 anos, atleta de João Pessoa, na Paraíba.
Rebeca Andrade é uma das 30 embaixadoras dos JEB’s. Atleta da delegação do Maranhão, Isabel Freitas já sabe o que dirá à campeã olímpica caso tenha a possibilidade de encontrar com a ginasta no megaevento escolar.
“Eu vou dizer que ela me inspira bastante e que eu a adoro”, contou. Como todos os que disputam os JEB’s, Isabel sabe o que espera do futuro. “Sonho com mais competições como essa para que possa competir mais e um dia, quem sabe, chegar às Olimpíadas”, revela.
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Raphael Kentaro: fã do campeão olímpico Arthur Zanetti e do campeão mundial Arthur Nory.
Foto: Luiz Roberto Magalhães/ Min. Cidadania |
Primeiras vezes
Outra fã declarada de Rebeca é Sofia Baccioti, de 12 anos, uma das três integrantes da modalidade na equipe de Mato Grosso do Sul. E, assim como Rebeca protagonizou uma série de ineditismos para o país com suas conquistas em Tóquio e no Mundial, ela e muitos dos atletas dos JEB’s vivem uma série de primeiras vezes na capital fluminense. Experiências que o torneio proporciona e que extrapolam os limites do esporte.
“É a primeira vez que viajo sozinha para competir sem meus pais”, explica a estudante do sexto ano do Colégio Salesiano Dom Bosco, em Campo Grande. “Esse é apenas meu segundo campeonato. Essa foi a primeira vez que viajei com minhas amigas e que pude conviver mais com elas. Quero aproveitar tudo o que os JEB’s estão me proporcionando”, diz a atleta, que treina desde os seis anos de idade.
Para Raphael Kentaro Narazaki, ginasta de 12 anos de Curitiba, os JEB’s permitiram que ele vivesse uma série de situações que não pensava experimentar tão cedo. “Eu nunca tinha participado de uma competição tão grande”, diz Raphael. “É a minha primeira viagem para fora do estado. Nunca tinha andado de avião. Nunca tinha ficado em um hotel e nunca tinha ficado sozinho, longe dos meus pais”, relata.
Segundo ele, quando o avião decolou veio junto um certo receio. “Mas depois, quando estávamos em cima do Rio de Janeiro, o medo passou de vez. Fiquei surpreso com o tamanho da cidade. Nunca tinha visto tantas pessoas fazendo ginástica artística juntas”, prossegue Raphael, que tem como ídolos Arthur Zanetti, campeão olímpico nas argolas, e Arthur Nory, campeão mundial na barra.
Ele conta que, a partir de agora, tem motivos adicionais para se dedicar ao esporte. “Vi pessoas aqui fazendo coisas incríveis, que nunca tinha visto uma criança fazer. Isso me motiva a treinar ainda mais”, diz.
Raphael conta que voltará para casa com um objetivo na cabeça: “Meu sonho agora é chegar ao Pan-Americano e ir sonhando cada vez mais alto”, revela o ginasta, que nunca tinha competido em aparelhos oficiais da ginástica artística. “É bem melhor para treinar e executar os movimentos”, elogia.
JEB’s
Os Jogos Escolares Brasileiros, que retornam ao calendário após um hiato de 17 anos, são organizados pela Confederação Brasileira de Desporto Escolar (CBDE), em parceria com a Secretaria Especial do Esporte do Ministério da Cidadania.
Os estudantes vão competir em 17 modalidades, das quais 15 serão disputadas no Parque Olímpico da Barra: futsal, handebol, judô, vôlei, vôlei de praia, natação, tênis de mesa, xadrez, caratê, wrestling, ginástica artística, ginástica rítmica, badminton, ciclismo e taekwondo. Além disso, haverá disputas de skate, escalada, dança, curling e polo aquático como modalidades demonstrativas.
As provas de atletismo serão no Cefan, instituição da Marinha do Brasil reformada para os Jogos Rio 2016, e o basquete será jogado na Arena da Juventude, construída no Complexo Olímpico de Deodoro para os Jogos Rio 2016 e sob gestão do Exército Brasileiro.
Um Termo de Fomento entre o Ministério da Cidadania e a CBDE determinou um repasse de R$ 17,9 milhões para o evento. Os recursos serão utilizados para transporte, hospedagem e alimentação de todas as delegações, além da aquisição de materiais esportivos, contratação de árbitros, delegados e responsáveis pela área médica, além de setores responsáveis por medidas sanitárias, logística de transporte e de tecnologia e pela face cerimonial, entre outros quesitos.
Diretoria de Comunicação – Ministério da Cidadania