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Bolsa Atleta
A uma semana do fim das inscrições, Bolsa Atleta supera a marca de 6,2 mil inscritos
O período de inscrições no edital do Bolsa Atleta 2021 entra em sua reta final. A partir desta terça-feira (09.02), resta uma semana para que aqueles que preencham os requisitos do edital efetuem as inscrições. O prazo termina na próxima segunda-feira (15.02). Este ano, o Bolsa Atleta implementou uma inovação tecnológica e todo procedimento de envio de documentação passou a ser online. Isso garante mais agilidade a todo o processo de adesão ao programa. As inscrições tiveram início em 26 de janeiro e até a meia-noite desta segunda-feira (08.02), 6.255 atletas de todo o país já haviam efetuado as inscrições.
Até aqui, o ano de 2019 foi o que registrou o recorde de beneficiários do Bolsa Atleta em modalidades olímpicas e paralímpicas. Naquele ano, 6.357 atletas receberam o benefício. Para 2021, a expectativa é de quebrar esse recorde"
Marcelo Magalhães, secretário especial do Esporte do Ministério da Cidadania
O programa conta com cinco categorias de benefícios: atleta de base, com valor mensal de R$ 370, Estudantil (R$ 370), Nacional (R$ 925), Internacional (R$ 1.850) e atleta olímpico/parailímpico (R$3.100). Cada uma tem seus próprios pré-requisitos, como ter no mínimo 14 anos de idade, estar vinculado a um clube e filiado a uma federação e a uma confederação, além de ter participado de competição elegível e obtido até a terceira colocação (modalidades individuais) ou sido eleito entre os melhores atletas (modalidades coletivas). Os pré-requisitos de cada categoria de bolsa estão listados no site do Ministério da Cidadania .
Até aqui, foram 360 inscritos na categoria estudantil, 240 na categoria de base, 4.270 na Nacional, 1.057 na internacional e 328 na categoria olímpico/paralímpico. Atletas das 27 unidades da Federação já se inscreveram e São Paulo foi quem mais realizou inscrições, com 2.157 atletas, seguido de Rio de Janeiro (758), Paraná (541) e Santa Catarina (420). Dos 6.225 inscritos, 3.544 são homens e 2.711, mulheres.
Ao todo, atletas de 94 modalidades, entre olímpicas e paralímpicas, já efetuaram as inscrições. O atletismo lidera, com 436 inscritos, seguido pelo atletismo paralímpico (411), natação (274), handebol (270), judô (249), rugby de 7 (230) e natação paralímpica (199).
Com tudo isso, a expectativa é de que 2021 seja um ano histórico. “Até aqui, o ano de 2019 foi o que registrou o recorde de beneficiários do Bolsa Atleta em modalidades olímpicas e paralímpicas. Naquele ano, 6.357 atletas receberam o benefício. Para 2021, a expectativa é de quebrar esse recorde. Já temos mais de 6,2 mil inscritos e como ainda temos uma semana pela frente até o fim do prazo de inscrições, acredito que podemos superar o recorde de atletas beneficiados”, afirma o secretário Especial do Esporte, Marcelo Magalhães.
“Estamos muito felizes com os resultados do edital deste ano”, diz Bruno Souza, secretário nacional de Alto Rendimento (SNEAR). “O novo sistema funcionou e foi bem aceito por todos os atletas. A partir deste ano, com essa inovação tecnológica, o Bolsa Atleta entra em uma nova fase e fica mais eficiente. Isso dará mais agilidade ao programa e quem ganha lá na ponta são os atletas”, prossegue.
O programa
O Bolsa Atleta é um dos maiores programas de patrocínio direto ao atleta do mundo e apresenta resultados fundamentais para o esporte brasileiro. Desde a criação, em 2005, já foram concedidas mais de 69,5 mil bolsas para 27 mil atletas de todo o país. O valor destinado pelo programa desde sua implantação supera a marca de R$ 1,2 bilhão.
A previsão orçamentária para o Bolsa Atleta em 2021 é de R$ 145 milhões, a maior desde 2014 e superior, inclusive, ao investimento no programa em 2016, ano dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio, que foi de R$ 143 milhões.
A força do Bolsa Atleta
A importância do Bolsa Atleta pode ser medida nos Jogos Rio 2016. Na edição olímpica, 77% dos 465 atletas convocados para defender o Brasil eram bolsistas. Das 19 medalhas conquistadas pelos brasileiros – a maior campanha da história –, apenas o ouro do futebol masculino não contou com bolsistas.
Já nos Jogos Paralímpicos Rio 2016, o Brasil teve a maior delegação da história, com 286 atletas, sendo 90,9% bolsistas. Foram 72 medalhas conquistadas, em 13 esportes diferentes: 14 ouros, 29 pratas e 29 bronzes, além de 99 finais disputadas. Todas as medalhas foram conquistadas por atletas que recebiam o apoio da Secretaria Especial do Esporte do Ministério da Cidadania.
No ciclo para os Jogos de Tóquio 2020, a força do Bolsa Atleta ficou clara mais uma vez nos Jogos Pan-Americanos e Parapan-Americanos de Lima 2019, no Peru, o maior evento multiesportivo antes dos Jogos no Japão para os atletas brasileiros.
No Pan, o Brasil protagonizou sua melhor campanha da história. Foram 171 medalhas, sendo 55 de ouro. Com isso, o país voltou a terminar em segundo lugar no quadro de medalhas, o que não acontecia desde 1963, na edição dos Jogos realizada em São Paulo. Dos 485 atletas originalmente inscritos pelo Comitê Olímpico do Brasil para o Pan de Lima, 333 eram bolsistas. Do total de pódios conquistados, 141 vieram com atletas beneficiados pelo programa.
No Parapan, o Brasil protagonizou um resultado histórico e chegou ao topo do quadro de medalhas com 308 pódios. Foram 124 medalhas de ouro, 99 de prata e 85 de bronze. Do total de medalhas, 287 (93,18%) foram conquistadas por atletas contemplados pelo Bolsa Atleta.
Diretoria de Comunicação – Ministério da Cidadania