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Participação social e Pacto Federativo são fundamentais para avançar na agenda da Segurança Alimentar, diz Rahal
Foto: André Oliveira / MDS
Trabalhar pela realização do Direito Humano à Alimentação Adequada é um dos desafios que movem o Governo do Brasil, no âmbito do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). Por meio da Secretaria Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sesan), um conjunto de ações, programas e políticas públicas é estruturado e executado sob o Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan), tendo como estratégia fundante o Pacto Federativo e a participação social.
Nesta terça-feira (10.03), a secretária nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do MDS, Lilian Rahal, trouxe um panorama das ações da Sesan que integram, atualmente, o Plano Nacional de Abastecimento (Planab). As explanações foram feitas em Brasília, durante a a Primeira Plenária de 2026 do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (CONSEA), do Conselho Nacional de Produção Agroecológica (CNAPO) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável (CONDRAF).
Entre as iniciativas destacadas estão os Quintais Produtivos, cuja implementação conta com engajamento e comprometimento da Sesan. Outros pontos abordados foram o Programa Cozinha Solidária, com apoio do Programa de Aquisição de Alimentos para que essas tecnologias consigam ofertar mais alimentos e de qualidade; e o fortalecimento dos Bancos de Alimentos, cujo edital para modernização dessas estruturas estratégicas para o combate ao desperdício e para o fortalecimento da segurança alimentar nos centros urbanos.
O avanço no Programa Cisternas, com a perspectiva de chegar a 200 mil tecnologias de acesso à água entregues até o final deste ano, com destaque para implementação das cisternas integradas à agrobiodiversidade e ao armazenamento de sementes crioulas, também foi abordado.
Além dessas ações, a secretária defendeu a Estratégia Alimenta Cidades como ação estratégica para avançar na promoção do Direito Humano à Alimentação Adequada nos territórios urbanos que ainda se encontram em situação de vulnerabilidade. Iniciada com 60 cidades aderidas, a estratégia avançou para 102 cidades participantes, distribuídas em todas as regiões do país e que, juntas, correspondem a mais de 76 milhões de habitantes.
“Quando falamos de segurança alimentar e nutricional no Brasil hoje, precisamos olhar cada vez mais para as cidades, onde se concentra a maior parte da população brasileira e os desafios importantes relacionados ao abastecimento de alimentos adequados e saudáveis, às desigualdades territoriais e aos impactos das mudanças do clima na segurança alimentar e nutricional, principalmente nas periferias”, avalia Rahal.
De acordo com a secretária, a Estratégia Alimenta Cidades tem sido fundamental para organizar o olhar dos governos para a agenda alimentar urbana. “Pela primeira vez, estamos organizando o olhar para essa agenda alimentar urbana dentro do pacto federativo e da agenda de abastecimento”, comentou.
No evento, Rahal acrescentou ainda a importância de ter esse olhar para o conjunto de ações, programas e políticas públicas de segurança alimentar disponibilizados pelo Governo do Brasil em cada município, ao mesmo tempo em que propicia conhecer ações locais, compondo assim uma rota de implementação, construída sob o guarda-chuva do Sisan.
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Assessoria de Comunicação - MDS