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Mês da Mulher
Mulheres chefiam maioria das famílias atendidas pelos programas sociais em regiões rurais
Foto: Yako Guerra/MDS
Nas comunidades rurais, as mulheres são as principais responsáveis pelas famílias atendidas pelos programas sociais do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). Dados da Secretaria de Avaliação, Gestão da Informação e Cadastro Único (Sagicad/MDS) apontam crescimento na participação feminina em iniciativas como o Fomento Rural, o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Cisternas.
No Programa Fomento Rural, a proporção de famílias chefiadas por mulheres passou de 80,85% para 85,66% no período entre dezembro de 2023 e dezembro de 2025. A iniciativa apoia famílias rurais de baixa renda com acompanhamento social e produtivo e transferência direta de recursos financeiros não reembolsáveis, no valor de R$ 4,6 mil, para que as famílias rurais mais pobres desenvolvam os próprios projetos produtivos.
Os dados do MDS também mostram avanços da presença de mulheres em outros programas voltados a áreas rurais. No PAA, a participação de agricultoras familiares fornecedoras cresceu de 51,82% para 63,74% no mesmo período, superando a meta do Plano Plurianual (PPA) de alcançar 60% até 2027. Por meio do PAA, o Governo do Brasil compra alimentos produzidos pela Agricultura Familiar e doa esses alimentos para organizações das redes socioassistencial, públicas e filantrópicas de ensino e saúde e justiça e para equipamentos de segurança alimentar e nutricional.
No Programa Cisternas, que amplia o acesso à água para consumo e produção de alimentos em áreas rurais de baixa renda inscritas no Cadastro Único, a proporção de famílias com responsável familiar do sexo feminino também aumentou, passando de 64,77% para 67,98% no período.
O avanço da participação feminina nos programas produtivos do meio rural está de acordo com o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 5 (ODS 5), que busca garantir igualdade de gênero e ampliar o acesso das mulheres a recursos econômicos, terra e outras formas de propriedade
Autonomia no campo

- Eloísa e família com a diversidade de produtos obtidos após o investimento dos recursos do Fomento Rural (Foto: MDS / Divulgação)
Como muitas famílias da região, já enfrentou dificuldades para permanecer no território devido às limitações para o uso da terra e chegou a migrar temporariamente para Curitiba em busca de trabalho.
A situação começou a mudar quando teve acesso ao Programa Fomento Rural por meio da Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER Mulheres Rurais), realizada pela Sempreviva Organização Feminista (SOF), iniciativa da sociedade civil que atua como empresa executora do Fomento Rural.
Segundo Eloísa, o programa trouxe mais autonomia e melhores condições para a permanência da família e trabalho no próprio território. Os recursos foram investidos na criação de aves, no cultivo de hortaliças e na apicultura.
“Eu aprendi a ser mais independente e a valorizar meu trabalho. Ter autonomia, poder cuidar da casa e ter meu dinheiro, da minha própria produção.”
Ela estruturou um projeto produtivo para ampliar a produção de alimentos para o consumo da família e para gerar renda com a comercialização. Segundo Eloísa, parte da produção também é vendida pela associação quilombola local para o PAA.
“A união de mulheres agricultoras faz a diferença aqui. Temos nosso mutirão de mulher que traz e faz a diferença”, destacou Eloísa.
Assessoria de Comunicação - MDS