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Desenvolvimento Social
Bolsa Família é fundamental para o Brasil alcançar melhor desenvolvimento humano de sua história
Foto: Lyon Santos/ MDS
O Brasil atingiu o seu melhor Índice de Desenvolvimento Humano (IDHM) da história. Em 2024, o país alcançou 0,805, em uma escala que varia de zero a 1. A melhoria na educação foi destaque, saltando de 0,679 para 0,798 desde 2012. O Programa das Nações Unidas para Desenvolvimento (PNUD) da ONU divulgou o resultado nesta terça-feira (26.05), em Brasília.
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva celebrou o resultado. “Pela primeira vez na história, o Brasil alcança o patamar mais elevado do Índice de Desenvolvimento Humano (IDHM)”, afirmou.
“Um resultado que não é coincidência, mas reflexo de escolhas políticas consistentes e coordenadas, com impacto direto nos indicadores de educação, longevidade e renda mapeados pelo IDHM”, completou o presidente Lula.
O índice avalia o bem-estar de uma população. Um país é classificado no patamar de Muito Alto Desenvolvimento Humano quando seu índice atinge ou supera 0,800. Os dados estão no relatório “Radar IDHM: Evolução do IDHM e de Seus Componentes, Período de 2012 a 2024”.
“Hoje, é mais um dia para comemorarmos os avanços do nosso país. O IDHM mostra que crescemos no nível econômico e reduzimos as desigualdades sociais. O Brasil é um grande país com experiência em tirar as pessoas da fome e da pobreza”, destacou o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, durante o lançamento do relatório.
Renda e Educação
“O programa Bolsa Família retira uma quantidade enorme de crianças do mundo do trabalho e dá a elas a condição da escola”
Betina Barbosa, coordenadora da Unidade de Desenvolvimento Humano do PNUD
O Bolsa Família teve papel fundamental nesta conquista, segundo avaliação do PNUD. Além da transferência de renda, o programa exige que as crianças e adolescentes de famílias beneficiárias estejam matriculadas e tenham uma frequência escolar mínima.
“O programa Bolsa Família retira uma quantidade enorme de crianças do mundo do trabalho e dá a elas a condição da escola, e a obrigatoriedade, também de estar na escola, porque senão o programa é interrompido”, pontuou a economista Betina Barbosa, coordenadora da Unidade de Desenvolvimento Humano do escritório do PNUD no Brasil.
Na educação, o acompanhamento pelo Bolsa Família verifica se estudantes de quatro a 17 anos estão matriculados e frequentando regularmente a escola, com base nos dados informados pelas redes de ensino no Sistema Presença.
A frequência mínima exigida varia de acordo com a idade: 60% de frequência para crianças de quatro a seis anos incompletos; 75% de frequência para crianças e adolescentes de seis a 18 anos incompletos que ainda não concluíram a educação básica.
O programa também conta com as condicionalidades na área da saúde. Crianças menores de sete anos devem manter o calendário de vacinação em dia e realizar o acompanhamento nutricional. Gestantes precisam cumprir o pré-natal regularmente.
A importância do Bolsa Família para a redução da pobreza, das desigualdades sociais, da fome e para o desenvolvimento da primeira infância é documentada em diversas pesquisas científicas:
Bolsa Família: 70% dos adolescentes deixaram o programa em 10 anos. Aumento da escolaridade, do acompanhamento em saúde e inserção no mercado formal de trabalho foram fundamentais para a melhoria de vida dos jovens, aponta FGV
Bolsa Família não reduz participação de mulheres no mercado de trabalho, afirma FMI
Em dois anos, 17,4 milhões de pessoas saíram da pobreza e ascenderam de classe social: Estudo da FGV registrou, em 2024, maior nível histórico de ascensão social para as classes A, B e C, registrando um crescimento de 78,18% desde 1976
Número de famílias em risco de insegurança alimentar grave seria o dobro sem o Bolsa Família
Bolsa Família tem impacto positivo na nutrição de crianças de 0 a 6 anos: Pesquisa mostra avanços em diferentes indicadores, como no Índice de Massa Corporal (IMC), com redução nos casos de magreza acentuada
Bolsa Família reduz em 91,7% pobreza na primeira infância: Estudo com base em dados do Cadastro Único mostra que sem o programa social, 8,1 milhões de crianças de zero a seis anos estariam em situação de vulnerabilidade
Bolsa Família impacta positivamente escolaridade e rendimento do trabalho: Estudo destaca aumento global de 0,8 anos de escolaridade e de US$ 250 de rendimento do trabalho entre os beneficiários
Bolsa Família tira cinco milhões de crianças da pobreza, diz Unicef: Brasil reduziu o número de crianças e adolescentes de 0 a 17 anos vivendo na pobreza, em suas múltiplas dimensões
Pela primeira vez na história, o Brasil alcança o patamar mais elevado do Índice de Desenvolvimento Humano (IDHM). O IDHM avalia o bem-estar de uma população numa escala que varia de 0 a 1. Um país é classificado no patamar de Muito Alto Desenvolvimento Humano quando seu índice… pic.twitter.com/ZtudC3sWdp
— Lula (@LulaOficial) May 26, 2026
Assessoria de Comunicação - MDS