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TEMPORAL EM BELÉM
MIDR reconhece emergência para começar liberação de recursos
Belém registrou alagamentos em diferentes bairros, foram mais de 150 milímetros de chuva em menos de 24 horas. (Foto: Bruno Cecim/Agência Pará)
Brasília (DF) - A cidade de Belém, no Pará, obteve o reconhecimento federal de situação de emergência na noite desta terça-feira (21). A portaria foi assinada pelo secretário Nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff, foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) nesta quarta-feira (22). O documento também reconhece a situação de emergência em Ananindeua, afetada por alagamentos.
Com o reconhecimento federal, a capital paraense e o município de Ananindeua podem solicitar ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) recursos para ações de defesa civil, como assistência humanitária e restabelecimento. A solicitação deve ser feita por meio do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD).
Atingida por chuvas intensas no domingo (19), Belém registrou alagamentos em diferentes bairros e transbordamento de rios. Foram mais de 150 milímetros (mm) de chuva em menos de 24 horas, volume classificado como extremo. Diante do cenário, a prefeitura decretou estado de emergência.
Apoio imediato
Para dar apoio à população de Belém e de outras cidades atingidas pela chuva, o MIDR enviou uma equipe técnica da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec) para o estado. Os técnicos ajudam as prefeituras e as defesas civis locais nos processos necessários no pós-desastre, como a elaboração de planos de trabalho.
“A Defesa Civil Nacional já estava em contato com as prefeituras de Belém e Ananindeua e com as defesas civis municipais e estadual. Neste primeiro momento, os técnicos ajudam com orientações gerais aos municípios que também foram atingidos pela chuva e ainda não conseguiram decretar situação de emergência. No caso de Belém, nosso apoio principal é na elaboração dos planos de trabalho, especialmente os que priorizam a assistência humanitária. As pessoas que foram diretamente afetadas precisam da ajuda dos governos federal, estadual e municipal”, afirma o secretário Wolnei.
Ele também destaca a fase de elaboração dos planos para restabelecimento. “Quando a água começar a baixar, será possível iniciar o levantamento dos danos causados pelas inundações e o quanto das infraestruturas públicas foram destruídas. Nessa fase, começamos a trabalhar no restabelecimento das cidades", acrescenta.
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