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SEGURANÇA HÍDRICA
MIDR leva experiência brasileira em governança da água à Climate Week 2026
MIDR debateu governança participativa da água durante a Climate Week 2026 (Foto: Divulgação/MIDR)
Brasília (DF) - O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) participou da Climate Week 2026, realizada em Yeosu, na Coreia do Sul, com foco na implementação de soluções para sistemas de água resilientes ao clima. O evento integrou a agenda oficial da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) e reuniu representantes de governos, organismos internacionais e instituições técnicas.
Durante o painel “Unlocking Implementation: Climate-Resilient Water Systems & Participatory Governance”, a assessora da Secretaria Executiva do MIDR, Gabriela Antunes, apresentou a experiência brasileira em gestão hídrica e destacou o papel do país na construção de soluções globais baseadas na governança participativa. “Quando falamos de água e clima, o verdadeiro desafio hoje não é apenas definir políticas — é como implementá-las de forma inclusiva, eficaz e escalável”, afirmou.
Segundo a especialista, o Brasil tem colocado a água no centro da estratégia de enfrentamento às mudanças climáticas, uma vez que é nesse campo que os impactos se manifestam de forma mais concreta, como secas, enchentes e variabilidade hídrica. “Melhorar a governança da água é, na prática, melhorar a resiliência”, observou Gabriela.
A apresentação destacou o Plano de Aceleração em água, alinhado aos compromissos internacionais, com foco em transformar diretrizes globais em ações efetivas no território. Entre as prioridades estão o fortalecimento dos marcos institucionais, o avanço da gestão por bacias hidrográficas, o uso de dados na tomada de decisão e a ampliação da cooperação entre países.
Gabriela Antunes também ressaltou que o modelo brasileiro, baseado na descentralização e na participação social, é uma das principais fortalezas do país, mas ainda enfrenta desafios relacionados a financiamento, coordenação e inclusão de populações mais vulneráveis. “Os Planos de Aceleração não são concebidos como instrumentos internos de política pública. Eles são plataformas de cooperação internacional”, ressaltou.
O evento fez parte dos chamados Implementation Labs, espaços voltados à identificação de gargalos e à construção de soluções práticas para ampliar a implementação de políticas climáticas. Inserido no eixo de resiliência para cidades, infraestrutura e água, o encontro reforçou a importância de sistemas hídricos resilientes diante da intensificação de eventos extremos.
Como parte dessa estratégia, o MIDR tem estruturado o Caminho das Águas rumo à Conferência da Água da ONU 2026, iniciativa que organiza uma agenda de ações e articulações sobre o tema. A proposta conecta esforços nacionais a processos globais e busca ampliar o engajamento de diferentes atores na construção de soluções para a segurança hídrica.