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INCLUSÃO SOCIOECONÔMICA
MDS promove diálogo com artesãos Yanomami sobre inclusão socioeconômica em Roraima
Aprimorar capacidades produtivas, valorização comercial do artesanato e expansão dos canais de comercialização. Essas são algumas iniciativas do projeto de inclusão socioeconômica para artesãos indígenas de Roraima. O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) organizou uma assembleia, em Surucucu (RR), para ouvir as demandas e apresentar a proposta do Governo do Brasil para os Yanomami.
Realizada na Terra Indígena Yanomami, na Comunidade Surucucu, a assembleia contou com a participação de 89 artesãos Yanomami e foi mediada pelo líder indígena Hekurare Waihiri, responsável pela tradução simultânea do português para a língua local, garantindo a plena compreensão das informações apresentadas.
Durante a atividade, os participantes demonstraram interesse na proposta e destacaram a importância do projeto para dar visibilidade ao trabalho desenvolvido. “As comunidades ficaram muito felizes com o projeto, para a gente mostrar esse trabalho das mulheres, dos jovens. Então, nós todos estamos felizes”, afirmou Hekurare Waihiri.
Os artesãos exibiram suas produções, que foram organizadas em quatro modalidades: cestaria, biojoias, acessórios femininos de lã e artefatos de madeira. A partir desse mapeamento, a equipe do MDS dialogou com os participantes para identificar as principais ferramentas e insumos necessários para apoiar e qualificar a produção artesanal local.
Os trabalhadores também manifestaram interesse em participar de oficinas voltadas à comercialização dos produtos, tratando de temas como precificação, etiquetagem, agregação de valor e diferentes formas de acesso a mercados. O líder Hekurare Waihiri acenou para a intenção de estruturar, na região, um espaço permanente de comercialização que associe a venda do artesanato ao resgate da memória e da cultura Yanomami.
O evento foi organizado pela Secretaria de Inclusão Socioeconômica do MDS, em parceria com a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai). A equipe da Secretaria de Avaliação, Gestão da Informação e Cadastro Único (Sagicad), também do MDS, prestou esclarecimentos sobre o cadastramento diferenciado de povos indígenas e mapeando os desafios relacionados à documentação e à inclusão cadastral dos artesãos Yanomami da comunidade.
A ação de inclusão socioeconômica, por meio do Acredita, ainda será desenvolvida com artesãos indígenas de Cantá (RR) e do Alto Rio Negro (AM). O objetivo com o projeto é garantir mais opções de renda para as famílias, a fim de que conquistem a autonomia financeira por meio das próprias produções.
Coordenado pelo MDS, o Programa Acredita no Primeiro Passo visa ajudar famílias inscritas no Cadastro Único a melhorarem de vida, a partir do investimento em capacitação profissional e para o empreendedorismo. Com isso, o programa oferece apoio para quem busca emprego e oportunidades para quem quer abrir seu próprio negócio, incluindo acesso a microcrédito com juros baixos e orientação especializada.
Assessoria de Comunicação – MDS