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Fala MDS: Plano Brasil Sem Fome tem novo protocolo para erradicar a insegurança alimentar
O episódio do Fala MDS desta sexta-feira (20.02) detalhou o lançamento do Protocolo Brasil Sem Fome, uma nova estratégia do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome para localizar e atender brasileiros que ainda não tem acesso garantido a pelo menos três refeições diárias. A convidada deste episódio é a secretária extraordinária de Combate à Pobreza e à Fome, Valéria Burity.
A secretária definiu o Protocolo Brasil Sem Fome como um guia operacional para integrar políticas públicas. “É como se fosse um caminho, que mostra as ferramentas que a gente vai usar para encontrar pessoas em situação de insegurança alimentar, porque o ministro Wellington Dias diz que tiramos o Brasil do Mapa da Fome e agora vamos tirar a fome do mapa do Brasil", contou.
O Brasil saiu do Mapa da Fome da ONU em 2025. No entanto, Valéria Burity ressaltou que a redução dos índices não significa o fim do problema e que a nova missão é a busca ativa por quem ainda precisa de ajuda. Para isso, o Governo do Brasil conta com o apoio dos governos locais. "Todos os municípios podem conhecer o protocolo, a gente vai ter cursos que vão ficar disponíveis no nosso site para os gestores conhecerem, aplicarem esse protocolo. A gente consegue conversar com esses municípios, orientar como é que eles podem usar essa estratégia", explicou.
Inicialmente, para tornar o atendimento mais eficiente, o governo priorizará, com apoio técnico, 500 municípios que concentram os maiores riscos de insegurança alimentar. A secretária esclareceu que a estratégia de foco é fundamental para atingir os casos mais complexos e históricos do país. "Quando a gente reduz muito o número de pessoas em situação de insegurança alimentar, a gente de fato precisa ter estratégia de focalização", disse.
Rede integrada
O diferencial do protocolo é a integração prática entre o Sistema Único de Saúde (SUS), o Sistema Único de Assistência Social (SUAS) e o Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan). Isso deve permitir que um diagnóstico de desnutrição em um posto de saúde, por exemplo, se torne automaticamente uma porta de entrada para programas de renda. “O SUS é um parceiro vital devido à sua presença em quase todo o território nacional. No postinho, na unidade de saúde, na casa da pessoa, eles vão identificar e, a partir dessa identificação, a gente cruza com o Cadastro Único e prioriza essa família no ingresso às políticas públicas, como o Bolsa Família, o acesso a Cozinha Solidária, a um Restaurante Popular", detalhou.
Para que municípios e estados recebam apoio técnico da União na implementação dessa rede, é necessário cumprir requisitos formais, como a adesão ao Sisan. A secretária de combate à pobreza e à fome reforçou que o suporte federal depende da mobilização das esferas locais. "É muito importante que os municípios entendam que eles vão ter apoio se o seu estado tiver aderido ao Protocolo Brasil Sem Fome", completou.
O Fala MDS abordou, ainda, o impacto de programas como o Bolsa Família, que servem como "passaporte social" para tirar famílias da subalimentação. Estudo recente do MDS mostrou que famílias que contam com o benefício têm aumentada em 11,2% as chances de sair da situação de insegurança alimentar logo no ingresso no Programa. “A gente viu que, quanto mais tempo a família fica nesse programa, aumenta também a situação de segurança. Então, a gente tem evidências concretas que o Bolsa Família ajuda as famílias a comprarem comida e a superar a situação de fome”, afirmou.
Valéria Burity também falou sobre os próximos passos do Protocolo Brasil Sem Fome, que incluem a formação de agentes estaduais a partir de fevereiro de 2026.
Onde Ouvir
O Fala MDS tem episódios semanais, publicados às sextas-feiras, e está disponível nas plataformas Spotify, Amazon, Deezer, Apple Podcasts e SoundCloud. O podcast também é distribuído às rádios de todo o país que queiram veiculá-lo.
Assessoria de Comunicação – MDS