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Comitê de Segurança Alimentar Mundial
Brasil destaca papel da filantropia e da governança pública no combate à fome durante evento na FAO
Fotos: MDS
O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) participou, por meio da secretária extraordinária de Combate à Pobreza e à Fome, Valéria Burity, de importantes debates realizados durante a 53ª Sessão Plenária do Comitê de Segurança Alimentar Mundial (CSA), sediada na Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em Roma.
Valéria representou o Brasil em um painel, nesta terça-feira (21.10), que discutiu como a filantropia pode contribuir para acelerar a implementação de políticas públicas eficazes de combate à fome e à pobreza.
“Os Estados têm um papel central em garantir o direito humano à alimentação”, afirmou Valéria. “Mas outros atores também são fundamentais para unir esforços em direção a esse objetivo. A filantropia é bem-vinda, especialmente se atuar de forma articulada às políticas públicas.”
A secretária ressaltou que a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, lançada sob a liderança do Brasil durante a presidência do G20, constitui uma plataforma para conectar políticas públicas comprovadas, recursos financeiros e conhecimento técnico, com base em cooperação.
“Quando o Brasil propôs a Aliança Global, quisemos romper com promessas abstratas. Nossa proposta é prática: reunir políticas que funcionam, conectá-las a financiamento estável e permitir que cada país adapte as soluções ao seu próprio contexto”, explicou.
Segundo Valéria, a filantropia tem papel importante no pilar financeiro da Aliança. “Precisamos de recursos, mas precisamos sobretudo de coerência. O apoio filantrópico deve fortalecer os Estados, e não os substituir. O combate à fome exige escala, continuidade e institucionalidade”, defendeu.
Valéria apresentou ainda resultados concretos já alcançados pela Aliança: mais de 200 membros (entre países, organizações internacionais, instituições financeiras e fundações), nove projetos-piloto prontos e um mecanismo de apoio com sede e financiamento garantidos até 2030.
“A fome não é natural. A pobreza não é inevitável. São resultado de escolhas – e podem ser superadas com outras escolhas, baseadas em direitos, políticas públicas e solidariedade”, concluiu a secretária.
Assessoria de Comunicação - MDS