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Desporto Escolar
Pioneiros do surfe destacam característica educacional da modalidade durante os JEB's
"A sociedade com o tempo vai aprender que o surfe vai muito além de um esporte. É uma filosofia de vida que ajuda muita gente". A frase é do bicampeão mundial da WQS Flávio Padaratz, mais conhecido como Teco, ex-surfista profissional e uma das grandes referências do surfe nacional. Junto com Andrea Lopes, a primeira brasileira a ingressar no circuito mundial de surfe (em 1991), eles compartilharam experiências com os jovens que participam dos Jogos Escolares Brasileiros 2022 (JEB’s) no Rio de Janeiro.
O surfe estreou no calendário dos Jogos Olímpicos na edição disputada em Tóquio, no Japão, em 2021. A primeira medalha de ouro da história da modalidade foi conquistada por um brasileiro, Ítalo Ferreira. Pela popularidade, admiração e adesão dos jovens, o esporte está sendo cotado para entrar também para o calendário de competições dos Jogos Escolares.
No espaço montado na Área de Convivência no Parque Olímpico da Barra, Teco e Andrea mostraram equipamentos básicos para quem deseja aprender e conhecer a modalidade. Os estudantes tiveram contato com pranchas softs (pranchas de espuma, que não machucam), simulador fora d'água para testar equilíbrio e plataforma com uma bola embaixo.
"O fato de o surfe ter se tornado olímpico é uma maneira de a gente poder mostrar e comprovar os benefícios da modalidade para a sociedade. As pessoas com o tempo vão aprender que o surfe vai além de um esporte. Ele gera emprego, quebra tabus e traumas individuais de várias pessoas", explicou Teco, atualmente o presidente da Confederação Brasileira de Surf (CBSurf).
"Eu sou a primeira brasileira a representar o nosso país no circuito mundial. Eu amo o esporte. Amo o surfe. Estou nessa história há 35 anos e é um prazer estar aqui nos JEB’s, representando o esporte que mais amo", disse Andrea Lopes, que atualmente conta com uma escola de surfe que ensina a modalidade para novos praticantes e estimula a qualidade de vida e o bem-estar.
Durante as partilhas com os jovens alunos, Teco recordou da fase escolar, quando representou a escola que estudava em Blumenau (SC) nos Jogos Escolares. "Eu acho os JEB’s muito importantes. Participei quando era garotinho. Jogamos basquete, representando a minha cidade, o meu estado. Foi uma aventura que nunca esqueci. É um momento muito ímpar na vida desses jovens, como foi na minha", recordou.
Segundo Teco, compartilhar a experiência e a trajetória do esporte é ainda mais especial no momento em que o surfe vive período de grande aceitação. "O fato de estar representando o surfe aqui, como uma possível modalidade nos JEB’s no ano que vem, é uma honra. É um sonho a se realizar. Acredito que o surfe tem que, definitivamente, entrar no currículo escolar, porque pode trazer benefícios para a sociedade de várias formas diferentes", revelou.
Guilherme Simões, oficial da delegação do Amazonas, estava passando pelo estande e foi conferir sobre a modalidade. Mesmo morando em uma região que não tem praia, ele acredita no potencial de um esporte novo na competição escolar. "Os esportes de aventura são bons para os alunos, porque são diferentes. O surfe pode se tornar uma grande ferramenta escolar", disse.
Assessoria de Comunicação – Ministério da Cidadania