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Medalhista olímpico Felipe Kitadai anuncia aposentadoria do judô
Foto: Roberto Castro / rededoesporte.gov.br
O judoca brasileiro Felipe Kitadai decidiu encerrar a vitoriosa carreira e anunciar a aposentadoria dos tatames nesta quarta-feira, 30.03. Medalhista olímpico de bronze em Londres 2012, Kitadai pendura o judogi de atleta aos 32 anos para assumir uma nova função. Ele foi convidado pela Federação Austríaca de Judô para assumir o posto de treinador da seleção júnior (Sub-21) do país europeu.
Chegou a hora de seguir em frente. Estou diante de novos desafios. Encerro a carreira de atleta e assumo uma nova empreitada. De coração, serei eternamente grato ao judô”
Felipe Kitadai
“Chegou a hora de seguir em frente. Estou diante de novos desafios. Encerro a carreira de atleta e assumo uma nova empreitada. De coração, serei eternamente grato ao judô”, escreveu em carta de despedida. “Conquistei muito mais que medalhas e títulos. Fiz amigos, construí uma família e criei laços que nunca vão se desfazer. Fui feliz, me diverti com o judô e espero ter, com meu trabalho e dedicação, contribuído na história desse esporte fantástico.”
Na seleção brasileira, Kitadai fez parte de uma das gerações mais vitoriosas do judô brasileiro, defendendo as cores do Brasil ao lado de outros grandes atletas, como Luciano Corrêa, Tiago Camilo, Leandro Guilheiro, Rafael Silva e Charles Chibana.
“O Kitadai deixa um legado de perseverança, excelência e de dedicação ao judô e ao esporte nacional. Certamente terá muito sucesso também na sequência da carreira, agora como treinador”, afirmou o secretário especial do Esporte do Ministério da Cidadania, Marcelo Magalhães.
Investimento Federal direto: R$ 2,6 milhões
Ao longo de sua carreira como judoca, Felipe Kitadai teve o nome aprovado em 11 editais do Bolsa Atleta, programa da Secretaria Especial do Esporte do Ministério da Cidadania. O investimento direto do Governo Federal no atleta foi de R$ 2,6 milhões.
Kitadai recebeu durante dois anos a categoria Internacional do Bolsa Atleta. Em quatro oportunidades, a categoria Olímpica. E em cinco edições do edital, a categoria Pódio, a principal do programa.
A Bolsa Pódio é voltada para atletas que se posicionam entre os 20 melhores do mundo e que têm condições reais de conquista de medalha nas principais competições do circuito internacional de modalidades dos programas olímpico e paralímpico.
Carreira vitoriosa
Seu estilo de luta agressivo, técnico e incansável o fez conquistar, além da medalha olímpica, sete títulos continentais e mais de uma dezena de medalhas em etapas do Circuito Mundial IJF. Em 2010, ainda iniciando a caminhada com a seleção, ele chocou o mundo do judô ao vencer uma das lendas da modalidade, o japonês Tadahiro Nomura, único tricampeão olímpico de judô, na Copa do Mundo de Roma.
Em 2011, ganhou o ouro nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara e, em 2012, veio a consagração nos Jogos de Londres com a medalha conquistada no dia de seu aniversário.
Kitadai ainda representou o Brasil nos Jogos Rio 2016 e ficou em sétimo lugar após cair na repescagem. Especialista em superação, ele acreditou até o último hajime que poderia classificar-se também para os Jogos de Tóquio. Em 2019, venceu o Grand Slam de Baku e conseguiu o único resultado que o classificaria para o Mundial de Tóquio. Mas, com o adiamento dos Jogos, o caminho ficou mais difícil e ele não conseguiu chegar à terceira participação olímpica.
Em homenagem à história e contribuição de Kitadai ao judô nacional, a Confederação Brasileira de Judô outorgou-lhe a faixa vermelha e branca de 6º Dan, uma das graduações mais altas e prestigiosas do judô.
Seu clube, Sogipa, também preparou uma homenagem relembrando toda sua trajetória e trazendo depoimentos emocionados de grandes companheiros, como o técnico Kiko Pereira, João Derly, Charles Chibana, Daniel Cargnin, Rafael Silva e Mayra Aguiar.
Fontes: Confederação Brasileira de Judô e rededoesporte.gov.br