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Plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional visa fome zero no Brasil
O combate à fome no Brasil agora conta com um importante instrumento: o III Plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional. O documento traça 18 estratégias intersetoriais e 219 iniciativas voltadas à segurança alimentar e nutricional em todo o território nacional. O Plansan foi aprovado pela Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional (Caisan) em 20 de fevereiro e vai nortear todas as ações e programas do Governo Federal, de qualquer ministério que trabalhe para a garantia humana de acesso à alimentação.
O Fala MDS desta sexta-feira (28.02) explica a importância do Plansan, suas diretrizes e focos. A convidada é a secretária extraordinária de Combate à Pobreza e à Fome, Valéria Burity.
“Nesse plano a gente mapeia as ações que o governo federal já tem em relação à segurança alimentar e nutricional e visa estratégias para integrar essas ações, tornando-as mais efetivas. O Plano tem uma função de direcionar, mobilizar o governo para alcançar públicos e territórios que têm ou sofrem com alguma situação de insegurança alimentar de uma maneira mais grave do que outros públicos, outros territórios”, detalha a secretária.
Valéria Burity falou sobre os desafios do Plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional. “O primeiro deles é como garantir que de fato a gente continue enviando esforços para superar a fome no nosso país. A gente não pode admitir nem que um percentual pequeno passe fome. Acho que uma pessoa passando fome já nos causa indignação”, reforça.
A secretária também esclarece por que o Governo Federal não adotou um plano de segurança alimentar ainda em 2023. “Para ter o plano, a lei nos exige antes a realização da Conferência de Segurança Alimentar e Nutricional. Em 2019, o Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional foi extinto. Com essa extinção, a gente não conseguiu organizar a conferência, onde a gente reúne pessoas do país inteiro para dizer como que o governo deve garantir o direito humano à alimentação”.
Para Burity, a participação popular na construção do Plansan foi de extrema relevância. “Se alguém vai na sua casa resolver um problema, é você que tem que dizer qual o problema, é você que vai entender qual é o profissional que tem que estar lá resolvendo. Então a participação popular, além de ser um direito das pessoas e uma obrigação do Estado, também ajuda a tornar as políticas mais efetivas”, defende.
Segundo Valéria Burity, o Plansan interage com outras ações como o Plano Brasil Sem fome, o Plano Nacional de Abastecimento e o Plano Safra. Como essa interação funciona e outros detalhes sobre o III Plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional podem ser conferidos no episódio inédito do Fala MDS.
Podcast
O Fala MDS tem episódios semanais, publicados às sextas-feiras, e está disponível nas plataformas Spotify, Amazon, Deezer, Apple Podcasts e SoundCloud. O podcast também é distribuído às rádios de todo o país que queiram veiculá-lo.
Assessoria de Comunicação – MDS