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BATE-PAPO COM A DEFESA CIVIL
Departamento do MIDR prioriza prevenção de desastres para mitigar danos
Bate-Papo com a Defesa Civil destacou atuação preventiva do Departamento de Prevenção e Mitigação de Desastres (Imagem: Reprodução)
Brasília (DF) – Criado para intensificar a gestão de riscos, o Departamento de Prevenção e Mitigação de Desastres (DPM), da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec), foi tema do Bate-Papo com a Defesa Civil, nesta quinta-feira (25). A estrutura organizacional do departamento, suas coordenações e seu planejamento estratégico, além de projetos e parcerias nacionais e internacionais com foco na atuação preventiva, nortearam o encontro.
De acordo com o mediador do bate-papo e diretor do DPM, Saulo Aires, o departamento nasceu com a missão de proteger a vida, o patrimônio e o meio ambiente por meio da governança proativa do risco, integrando ciência de ponta, resiliência climática e equidade social. “A grande mudança que o nosso departamento representa é a saída de uma lógica predominantemente reativa para uma lógica de gestão de riscos. Com isso, passamos a conhecer melhor as ameaças e identificamos as populações e os territórios vulneráveis, priorizando investimentos em ações preventivas”, afirmou.
O departamento está dividido em três coordenações-gerais: de Prevenção e Mitigação de Desastres Naturais, com foco em riscos hidrogeológicos, meteorológicos e climatológicos; de Prevenção e Mitigação de Desastres Tecnológicos, com foco em riscos químicos, biológicos e nucleares e de Ações Gerais para Redução de Riscos de Desastres, responsável pela análise, acompanhamento e gestão da execução física de obras.
O coordenador-geral de Prevenção e Mitigação de Desastres Naturais do DPM, Cássio Rampinelli, detalhou a atuação da coordenação de acordo com os riscos. “No caso de riscos hidrogeológicos, atuamos no desenvolvimento de pesquisas, estudos, projetos e infraestruturas voltados para as ocorrências de movimentos de massa, como queda de blocos, tombamentos, deslizamentos de encostas e fluxo de detritos. Quanto aos riscos meteorológicos e climatológicos, trabalhamos com estudos e pesquisas com foco na modelagem hidroclimática e soluções voltadas para a resiliência climática, especialmente para enfrentar inundações, secas e estiagens”, explicou Rampinelli.
Também participaram do encontro o coordenador-geral de Ações para Redução de Riscos de Desastres, Érico Borges, e o conselheiro especial em Gestão de Riscos de Desastres de Movimento de Massa do Governo do Japão, Naoki Fujimura, que destacou o Projeto Sabo, impulsionando a construção de barreiras capazes de conter o fluxo de detritos no Brasil.
Brasil e Japão cooperam há mais de uma década na área de prevenção de desastres. Um marco dessa parceria é o Projeto Sabo — Projeto de Aprimoramento da Capacidade Técnica em Medidas Estruturais contra Movimentos Gravitacionais de Massa com Foco na Construção de Cidades Resilientes.
A barreira Sabo é uma estrutura projetada para reter o fluxo de detritos, um tipo de movimento gravitacional de massa, chamado de fluxo de detritos. As barreiras permeáveis possuem estruturas metálicas embutidas para reter o material mais grosseiro, como grandes blocos e fragmentos rochosos. Elas também permitem o fluxo natural do escoamento do leito dos rios, o que reduz o impacto ambiental. Já as impermeáveis conseguem conter os sedimentos com granulometria mais fina, como areia e argila, por exemplo.
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