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CAPACITAÇÃO
FormaDH qualifica trabalhadores e trabalhadoras do Disque 100 e do MDHC para o enfrentamento ao idadismo e à discriminação geracional
O enfrentamento às violações de direitos humanos também passa pela formação permanente dos profissionais responsáveis por acolher, orientar e encaminhar denúncias. Com esse propósito, a Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos (ONDH), do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), promoveu, nos dias 29 e 30 de junho, mais uma edição do Programa FormaDH – Ciclo Formativo em Direitos Humanos. A quarta formação teve como tema "Idadismo e Discriminação Geracional" e reuniu trabalhadoras e trabalhadores do Disque Direitos Humanos – Disque 100 e do próprio Ministério para aprofundar o debate sobre os impactos da discriminação por idade e sua relação com a garantia dos direitos da pessoa idosa.
O FormaDH integra a política de educação permanente da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos e tem como objetivo fortalecer a atuação das equipes que estão na linha de frente da política nacional de direitos humanos. Ao longo do ano, o programa promove encontros com especialistas, sociedade civil e gestores públicos sobre temas que dialogam diretamente com os desafios enfrentados no atendimento à população, contribuindo para uma escuta mais qualificada, decisões mais assertivas e respostas mais efetivas às denúncias recebidas pelo Disque 100.
Para a ouvidora nacional de Direitos Humanos, Denise Antônia de Paulo, a formação continuada é um instrumento estratégico para consolidar uma política pública comprometida com a proteção de direitos. Segundo ela, compreender as múltiplas formas de discriminação amplia a capacidade técnica das equipes e qualifica o atendimento oferecido à sociedade.
"Cuidar dos direitos humanos também exige aprendizado constante. O ciclo fortalece o olhar, amplia repertórios e prepara as equipes para responder aos desafios do trabalho com mais sensibilidade e qualidade", afirma.
Denise acrescenta que o investimento na qualificação das equipes produz resultados concretos para a população: "Quando quem atua na ponta está mais preparado, o atendimento melhora, as políticas públicas se fortalecem e os direitos humanos chegam de forma mais efetiva à vida das pessoas”.
A atividade foi conduzida pelo coordenador-geral de Políticas de Envelhecimento Ativo e Saudável da Secretaria Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa, Carlos Eduardo Santos. Durante a formação, o especialista discutiu como o idadismo se manifesta nas relações sociais, institucionais e familiares, além de seus impactos na formulação de políticas públicas e na garantia de direitos.
Segundo Carlos Eduardo Santos, enfrentar esse tipo de discriminação exige reconhecer que o envelhecimento da população brasileira demanda novas formas de atuação do Estado.
"Não há como pensar uma sociedade cada dia mais envelhecida sem entendermos, a fundo, como o idadismo se manifesta na vida das pessoas idosas. Somado ao Junho Violeta, temos a possibilidade de criar um espaço de diálogo em que conseguimos perceber como o idadismo nos atravessou e como podemos nos reconhecer enquanto sujeitos anti-idadistas”.
O tema possui relação direta com a atuação do Disque Direitos Humanos – Disque 100, serviço de utilidade pública coordenado pelo MDHC que recebe, analisa e encaminha denúncias de violações de direitos humanos em todo o país.
Entre as demandas registradas pelo canal estão denúncias envolvendo violência, negligência, abandono, violência patrimonial e outras violações contra pessoas idosas. Nesse contexto, a formação permanente das equipes fortalece a capacidade institucional do Estado para oferecer um atendimento humanizado, livre de estigmas e orientado pela promoção dos direitos humanos.
O Programa FormaDH terá continuidade ao longo do segundo semestre com debates sobre temas estruturantes para a política de direitos humanos. As próximas formações abordarão "Violência Policial: Quem são os Matáveis?" e "População em Situação de Rua, Adensamento Urbano e Falta de Habitação", ampliando a reflexão sobre desigualdades, seletividade penal, racismo estrutural, violência institucional e exclusão social.
O ciclo educativo FormaDH reforça o compromisso da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos com a qualificação permanente das trabalhadoras e dos trabalhadores do Disque 100 e do MDHC.
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Texto: R.M.
Edição: G.O.
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