Notícias

Desporto Escolar

Com adesão de Arthur Zanetti ao "time", JEB's 2021 já soma oito embaixadores confirmados

Atleta tem um ouro e uma prata em Jogos Olímpicos na ginástica artística. Competição escolar vai reunir 7.500 atletas no Rio de Janeiro em outubro e novembro
Publicado em 13/01/2021 13h02 Atualizado em 20/01/2021 16h31
13012021_zanetti_1150.jpg

JEB's serão no mesmo palco em que Zanetti conquistou a prata na Rio 2016: o Parque Olímpico da Barra. Foto: Roberto Castro/rededoesporte.gov.br

O time de embaixadores da edição de 2021 dos Jogos Escolares Brasileiros ganhou mais um nome de enorme relevância no cenário esportivo internacional. Ginasta medalhista de ouro nos Jogos Olímpicos de Londres (2012) e prata nos Jogos Rio 2016, o paulista Arthur Zanetti aderiu ao grupo de esportistas de referência para o megaevento escolar, que será retomado após um hiato de 17 anos.

Para a gente ter sucesso no esporte é necessário ter equipe e espelhos. Acredito que os embaixadores são uma motivação diferente para essa nova geração, para os atletas que estão iniciando a caminhada. É uma forma de demonstrar para eles que tudo é possível"

Arthur Zanetti, campeão olímpico na ginástica artística

“Fiquei feliz mesmo por esse convite da Secretaria Especial do Esporte para ser embaixador. É um evento importante porque tem grande captação de novos atletas. Eu cheguei a participar dos JEB's quando me mudei para uma escola em São Caetano (SP), na sétima série. É uma lembrança boa. Claro que eram séries bem mais básicas do que as que treino hoje, mas era ótimo porque praticamente todos os colegas de treino competiam nos Jogos Escolares. Era mais uma chance de disputa entre a gente”, comentou o atleta de 30 anos, especialista na argola e integrante da categoria Pódio, a principal do programa Bolsa Atleta do Ministério da Cidadania. 

A edição de 2021 dos JEB's será realizada entre 29 de outubro e 5 de novembro e vai reunir cerca de 7.500 atletas da faixa etária entre 12 e 14 anos. As provas em 17 modalidades serão realizadas no Parque Olímpico da Barra, no Rio de Janeiro. Segundo Zanetti, um dos papéis dos embaixadores num megaevento desse porte é servir de referência para aqueles que porventura tenham interesse em seguir o caminho do alto rendimento.

“Para a gente ter sucesso no esporte é necessário ter equipe e espelhos. Acredito que os embaixadores são uma motivação diferente para essa nova geração, para os atletas que estão iniciando a caminhada. É uma forma de demonstrar para eles que tudo é possível. No início eu não tinha estrutura, mas acreditei no meu potencial e no meu trabalho. Deu certo e hoje tenho no currículo duas medalhas olímpicas”, registrou. 

Zanetti passa a integrar um time que conta com outros sete nomes de destaque: Maurren Maggi (única brasileira campeã olímpica no atletismo), Jackie Silva (campeã olímpica no vôlei de praia), Serginho e Giba (ambos campeões olímpicos no vôlei), André Domingos (medalhista olímpico no atletismo), Mayra Aguiar (bicampeã mundial no judô e duas vezes medalhista olímpica) e Flávia Saraiva (destaque da seleção brasileira na ginástica artística).

“Já temos um time de enorme expressividade e esperamos anunciar novos integrantes a essa lista nas próximas semanas. Quanto mais referências bem sucedidas do esporte tivermos para mostrar aos nossos jovens atletas nos JEB's, mais chances temos de fazer do evento algo tão transformador quanto imaginamos”, afirmou o secretário especial do Esporte do Ministério da Cidadania, Marcelo Magalhães. “O Zanetti ter aceitado o nosso convite nos enche de orgulho. A trajetória dele é repleta de exemplos de dedicação, persistência, foco, competitividade e patriotismo”, completou o secretário.  

Tóquio e Bolsa Atleta

O Zanetti ter aceitado o nosso convite nos enche de orgulho. A trajetória dele é repleta de exemplos de dedicação, persistência, foco, competitividade e patriotismo” 

Marcelo Magalhães, secretário especial do Esporte do Ministério da Cidadania

Assim como muitos dos atletas de elite, Zanetti passou por um período de treinos adaptados e restritos em 2020 durante a fase mais aguda da pandemia do novo coronavírus. Com isso, houve prejuízos de performance, mas, segundo ele, desde outubro o ritmo de treinos foi retomado e a perspectiva para Tóquio é de novamente estar competitivo. 

“A pandemia impactou bastante. Foi bastante tempo em casa, fazendo treinos virtuais. Não é a mesma coisa. Perdemos bastante na parte técnica e na força, o que no meu caso é primordial, mas já conseguimos retomar elementos, força, e a expectativa é boa para que possamos chegar aos Jogos Olímpicos e representar muito bem o nosso país”, disse.

Na opinião dele, a manutenção dos repasses do Bolsa Atleta num ano sem competições e com dificuldade de treinamentos foi primordial para que o cotidiano do alto rendimento fosse mantido. “Foi extremamente importante o Governo Federal ter mantido a Bolsa Atleta e a Bolsa Pódio. Quando se corta um benefício de um atleta, as contas continuam vindo. E, mesmo sem competições, há dietas rigorosas que a gente mantém, mesmo na pandemia. Com a Bolsa Pódio, consegui manter o treinamento e o cotidiano da melhor forma possível.”

Trajetória consistente

Arthur Zanetti iniciou a caminhada na ginástica cedo, aos cinco anos, e desde o início mostrou habilidade nas argolas. Conquistou campeonatos infantis e juvenis. Em 2009, começou a fazer história ao ser o primeiro brasileiro a disputar a final de um Mundial no aparelho, terminando em quarto lugar. Dois anos depois, já figurava como o segundo melhor do mundo e conquistou o inédito ouro durante a Universíade, na China.

O ano de sua maior conquista foi 2012, quando faturou a medalha de ouro nas argolas nos Jogos Olímpicos de Londres, ao somar 15.900 pontos e vencer o chinês Yibing Chen. Foi a primeira medalha brasileira na ginástica na história dos Jogos. Em 2013, Arthur foi bicampeão da Universíade, desta vez na Rússia, e ouro no Mundial da Antuérpia, na Bélgica. Em sua segunda Olimpíada, na Rio 2016, o ginasta só foi superado pelo grego Eleftherios Petrounias e conquistou a prata, sua segunda medalha olímpica.

Na opinião do ginasta, a realização dos JEB's no palco que sediou as Olimpíadas é outra característica especial da competição escolar. “Fazer o evento no Parque Olímpico ajuda muito. Dá a oportunidade para os atletas verem como é organizado o espaço de uma Olimpíada, como são os ginásios. Isso é bem legal. Toda vez que vou ao Rio fico feliz porque treino no ginásio em que fazíamos o aquecimento nos Jogos Olímpicos, e isso motiva um pouquinho mais”, disse.

JEB's

Os Jogos Escolares Brasileiros de 2021 terão disputas em atletismo, basquete, futsal, handebol, judô, vôlei, vôlei de praia, natação, tênis de mesa, xadrez, caratê, wrestling, ginástica artística, ginástica rítmica, badminton, ciclismo e taekwondo.

Do total de 17 modalidades, nove são seletivas para os Jogos Sul-Americanos Escolares, que serão disputados em Brasília, em dezembro deste ano: atletismo, basquete, futsal, handebol, judô, vôlei, natação, tênis de mesa e xadrez.

Destinada a atletas escolares nascidos em 2007, 2008 e 2009, os Jogos Escolares Brasileiros são organizados pela Confederação Brasileira de Desporto Escolar (CBDE), em parceria com a Secretaria Especial do Esporte do Ministério da Cidadania, e contam com o apoio da Federação de Esportes Estudantis do Rio de Janeiro (FEERJ).

Diretoria de Comunicação – Ministério da Cidadania