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Tóquio 2020

Bolsista Ane Marcelle vence Pré-Olímpico das Américas de tiro com arco e carimba vaga em Tóquio

Time Brasil soma 199 vagas, em 23 modalidades. Dessas, 43 têm nome e sobrenome confirmados, e 39 (90,6%) são integrantes do Bolsa Atleta
Publicado em 29/03/2021 09h52 Atualizado em 29/03/2021 10h03
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Ane Marcelle garantiu a vaga em Tóquio no arco recurvo. Foto: Comitê Olímpico do Brasil

Estou muito feliz e orgulhosa. Foram anos de treino para conquistar essa vaga. Vim para cá buscar o lugar olímpico para o Brasil. Treinei e me sacrifiquei para estar aqui"

Ane Marcelle, integrante da categoria Olímpica do Bolsa Atleta

A carioca Ane Marcelle está garantida nos Jogos Olímpicos de Tóquio, no Japão. A atleta natural de Maricá venceu, no último sábado (27.03), o Pré-Olímpico das Américas no arco recurvo. Com o resultado, o Time Brasil soma 199 vagas garantidas no megaevento da capital japonesa, em 23 modalidades.

Dessas 199 vagas, 43 têm nome e sobrenome definido (as demais dependem de convocações ou confirmações das confederações) e 39 (90,6%) são integrantes do Bolsa Atleta, da Secretaria Especial do Esporte do Ministério da Cidadania. Ane Marcelle faz parte da categoria Olímpica do programa do Governo Federal.

Para confirmar a vaga em Tóquio, Ane Marcelle superou no Pré-Olímpico a argentina Florencia Leithold, nas quartas de final, venceu a equatoriana Adriana Espinosa na semifinal e foi melhor que a canadense Stephanie Barrett na decisão.

"Estou muito feliz e orgulhosa. Foram anos de treino para conquistar essa vaga. Vim para cá buscar o lugar olímpico para o Brasil. Treinei e me sacrifiquei para estar aqui", afirmou Ane Marcelle, em depoimento à World Archery, a federação internacional de tiro com arco.

Confira como foi a conquista da vaga (Twitter da Federação Internacional de Tiro com Arco)

No Campeonato Pan-Americano, o Brasil terminou a competição com o vice-campeonato de Marcos D'Almeida no arco recurvo masculino. Já previamente garantido nas Olimpíadas de Tóquio (Japão) pela prata nos Jogos Pan-Americanos de Lima (Peru) em 2019, o carioca venceu o chileno Ricardo Pedraza na semifinal, mas perdeu para o colombiano Santiago Arcilla na decisão.

O Brasil também subiu ao pódio no arco recurvo masculino com Bernardo Oliveira, que derrotou Pedraza na disputa pelo terceiro lugar. A delegação conquistou, ao todo, cinco medalhas no Pan do México: dois ouros, uma prata e dois bronzes. Na quarta-feira (24.03), Marcus e Ane Marcelle foram campeões nas duplas mistas. Na quinta-feira (25.03), o país venceu a disputa por equipes entre os homens (Marcus, Bernardo e Marcelo Costa) e foi bronze por seleções femininas (Ane Marcelle, Ana Machado e Marina Canetta).

Paralímpicos

O fim de semana também foi de conquistas no tiro com arco paralímpico. Na primeira competição de  da temporada, o Parapan de Monterrey, no México, o Brasil obteve excelentes resultados e encerrou a participação com nove medalhas (duas de ouro, seis de prata e uma de bronze) e garantiu mais quatro vagas para o país nos Jogos Paralímpicos de Tóquio. Ao todo, 10 vagas estavam em disputa no México. Os postos estavam reservados aos dois primeiros no arco recurvo e composto, feminino e masculino, e aos vencedores dos eventos W1. Cada país poderia ganhar no máximo uma vaga por prova. O Brasil foi o país com o maior número de vagas conquistadas.

O Brasil faturou o ouro e a vaga paralímpica no arco recurvo feminino com Fabiola Dergovics, que derrotou a norte-americana Emma Ravish por 6 x 2. No arco recurvo masculino, Heriberto Roca perdeu a disputa pelo ouro por 6 x 2. Com a medalha prateada e pela distribuição de vagas para os Jogos, o brasileiro também garantiu mais uma vaga para o Brasil.

Fabiola Dergovics conquistou o ouro e a vaga para o Brasil em Tóquio no arco recurvo feminino. Foto: CPB/Divulgação
Fabiola Dergovics conquistou o ouro e a vaga para o Brasil em Tóquio no arco recurvo feminino. Foto: CPB/Divulgação

No período da manhã da sexta, o Brasil já havia conquistado cinco medalhas e duas vagas para o maior evento paradesportivo do mundo na capital japonesa. Na prova masculina W1, a final foi verde e amarela, com Helcio Luiz Gomes e Esdras Rocha. Com 126 pontos contra 124 do compatriota, Esdras conquistou o ouro. O resultado rendeu ao Brasil uma vaga nos Jogos Paralímpicos. Na versão feminina, Rejane da Silva ficou com a prata ao ser derrotada pela americana Lisa Coryell por 119 a 89.

Andrey de Castro faturou a medalha de prata no arco composto e também garantiu a vaga brasileira na capital japonesa. Na final contra o mexicano Omar Echeverria, Andrey marcou 138 pontos contra 145 do adversário. Na disputa do bronze do arco composto feminino, Anne Pacheco venceu a norte-americana Teresa Wallace por 128 x 119 e garantiu mais uma medalha para o Brasil.

As primeiras medalhas foram conquistadas na quarta-feira, 24.03, nas disputas por equipe mista do arco recurvo e do arco composto. Em ambas as provas, o Brasil ficou com a prata.

Somada à vaga anteriormente conquistada por Jane Karla no Mundial da modalidade na Holanda em 2019, o Brasil soma, ao todo, cinco vagas para os Jogos Paralímpicos de Tóquio no tiro com arco.

Diretoria de Comunicação - Ministério da Cidadania, com informações da Agência Brasil e do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB)