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SECRETARIA DE FUNDOS
Microcrédito produtivo na Amazônia dá salto histórico e cresce mais de 1.100% em dois anos
Mudança nas regras do FNO amplia acesso ao crédito na Amazônia (Foto: Pixabay)
Brasília (DF) — O investimento no pequeno empreendedor e no agricultor familiar da Amazônia vive um momento sem precedentes. Entre 2023 e 2025, a destinação de recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO) para operações de Microcrédito Produtivo Orientado (MPO) registrou um crescimento expressivo de 1.133%, saltando de R$ 19 milhões para R$ 360 milhões este ano.
Esse avanço histórico é reflexo direto de uma decisão tomada ainda em 2023, quando a atual gestão da Sudam alterou as regras do FNO. Naquela ocasião, o limite de recursos que o Banco da Amazônia (Basa) poderia destinar ao microcrédito subiu de 1,5% para até 40% do fundo, abrindo as portas para quem antes não conseguia financiamento.
O superintendente da Sudam, Paulo Rocha, explicou que essa mudança foi fundamental para reduzir as barreiras que impediam o pequeno produtor de acessar o crédito. Segundo Rocha, o governo anterior tentou extinguir os Fundos Constitucionais de Financiamento, mas agora o foco é em um modelo de "verticalização" e sintonia entre os diferentes perfis de produtores. "Para incluir o menor ou o pequeno, é preciso ter um processo de verticalização e sintonia entre o grande, o médio e o pequeno. Só assim alcançaremos esse desenvolvimento onde cabe todo mundo", destacou.
Rocha ressaltou ainda que as mudanças nas regras de acesso são resultado de um esforço de simplificação compartilhado pela presidência do Banco da Amazônia, que tem direcionado investimentos para dar oportunidade a quem antes era invisível para o sistema bancário.
Os resultados dessa democratização aparecem nos indicadores de 2025. Por meio do FNO, o Microcrédito BASA Acredita já superou a marca de R$ 1,4 bilhão em contratações, com 361 mil pessoas atendidas pela iniciativa até o terceiro trimestre desse ano. Além disso, o programa "Acredita no Primeiro Passo" já alcançou 65 mil empreendedores, sendo que 70% desse público é formado por pessoas inscritas no Cadastro Único.
Para o próximo ano, a Sudam seguirá trabalhando para destravar novos investimentos em tecnologia e inovação. A meta é ousada: até 2030, a Sudam e o Basa querem atender meio milhão de pessoas por ano com microcrédito em toda a Amazônia.
Balanço de 2023 a 2025
Durante a 32ª reunião do Conselho Deliberativo (Condel) da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), realizada no dia 15 de dezembro, a diretora de Planejamento da Sudam, Jorgiene Oliveira, destacou a importância de ouvir quem vive na floresta. A Sudam tem realizado escutas territoriais em locais como Marajó (PA), Bailique (AP) e Vale do Juruá (AC) para planejar o desenvolvimento de acordo com a vocação local. Um exemplo de sucesso é a bioeconomia, que viu o PRONAF Floresta crescer de R$ 25 milhões para R$ 45 milhões anuais entre 2023 e 2025.
"Pela primeira vez, tivemos uma relação ativa com a sociedade, através de escutas com os territórios, para construir as diretrizes do FNO e do FDA. A superintendência define o rumo onde o recurso deve ser aplicado e, sob o comando do superintendente Paulo Rocha, falamos com mais de 280 instituições", afirmou a diretora.
O número de projetos aprovados através do Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA) em 2025 foi 3,5 vezes maior do que em 2023, passando de quatro consultas prévias aprovadas para 14 aprovações.
Nos últimos três anos, a Sudam destinou R$ 3,9 bilhões para obras de infraestrutura com grande impacto e interesse social, como melhorias em aeroportos, ferrovias, energia e portos.
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