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Presidente Lula e ministro Leonardo Barchini acompanham monitoramento do Enem
Foto: Bruna Araújo/MEC
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o ministro da Educação, Leonardo Barchini, acompanharam, neste domingo, 8 de novembro, o monitoramento do primeiro dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026. A ação ocorreu na sala de monitoramento do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), em Brasília (DF), onde equipes técnicas acompanham a distribuição das provas e os processos relacionados à aplicação do exame em todo o país. A visita também contou com a participação do presidente do Inep, Manuel Palacios.
Durante a visita, o ministro apresentou ao presidente a dimensão da operação logística do Enem. Nesta edição, são mais de 5 milhões de inscrições confirmadas, com provas distribuídas em 14.868 locais de aplicação, em 1.901 municípios. Ao todo, aproximadamente 600 mil pessoas estão envolvidas na realização do exame, entre coordenadores, aplicadores, fiscais e profissionais de apoio.
Ao comentar a dimensão da operação do Enem, o presidente Lula agradeceu aos profissionais envolvidos na organização e destacou a importância de garantir a segurança e a lisura do exame. Lula também aproveitou a ocasião para incentivar os participantes a ingressarem na educação superior e reforçar o valor da formação universitária.
“Estamos fazendo uma guerra pela educação, uma guerra que significa paz, envolvendo 600 mil pessoas para garantir total lisura, para que as pessoas possam saber que estão participando de um exame 100% cuidado. Não é verdade que não vale a pena ter diploma universitário. Vale a pena! Vale a pena por você, vale a pena pelo seu futuro e vale a pena porque você deve saber o orgulho que o seu pai e que a sua mãe estão tendo agora pelo fato de você estar fazendo uma prova para entrar na universidade”, afirmou o presidente.
Acesso à educação superior – O ministro Leonardo Barchini também falou sobre a importância do Enem para ampliar o acesso à educação superior e incentivar os estudantes a prosseguirem os estudos. O ministro lembrou que o exame permite concorrer a vagas em universidades e institutos federais, além de possibilitar o acesso a programas, como o Programa Universidade para Todos (Prouni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
“Essa prova mudou o país. Antigamente, somente um terço dos estudantes das universidades federais vinha de escola pública. Agora, quase 70% dos estudantes vêm da escola pública. A universidade é muito mais inclusiva, ela retrata o Brasil muito por conta dessa oportunidade que vocês estão tendo com esse exame”, afirmou.
O ministro também chamou a atenção para os impactos da formação superior na trajetória profissional dos brasileiros. Segundo os dados apresentados por ele durante a visita, trabalhadores com ensino superior recebem, em média, salários duas vezes e meia maiores do que aqueles que não possuem essa formação. Barchini também relacionou a ampliação do acesso à educação superior às políticas públicas implementadas nas últimas décadas.
“Com as políticas feitas, nós saímos, no início do século XXI, de 5 milhões de pessoas com nível superior, com diploma no mundo do trabalho, para 25 milhões de pessoas. O estudante que tem ensino superior no Brasil tem um salário duas vezes e meia maior do que quem não tem”, declarou.
Aplicação – O primeiro dia do Enem 2026 ocorre neste domingo (8), com provas de Redação, Linguagens, Códigos e suas Tecnologias e Ciências Humanas e suas Tecnologias. Já no segundo dia (15), os candidatos respondem às questões de Matemática e Ciências da Natureza.
Mais de 5 milhões de participantes estão inscritos, número que representa o maior total desde 2021 e um crescimento de 5% em relação à edição de 2025. Uma das novidades desta edição é a integração do Enem ao Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), contribuindo também para o diagnóstico da qualidade do ensino médio brasileiro.
Enem – O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foi instituído em 1998 com o objetivo de avaliar o desempenho escolar dos estudantes ao término da educação básica. Em 2009, o exame passou a ser utilizado também como forma de acesso à educação superior. Em 2026, além de continuar sendo uma das principais portas de acesso à educação superior e um instrumento de certificação, o Enem passa a integrar o Saeb, consolidando-se também como referência para a avaliação da qualidade do ensino médio em todo o país.
As notas do Enem podem ser utilizadas para acesso ao Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e ao Programa Universidade para Todos (ProUni). Além disso, os participantes podem utilizar a nota para participar de processos relacionados ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), conforme as regras vigentes.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do Palácio do Planalto