História

1935 - Criada a Bibliografia Brasileira de Educação  

O Ministro Gustavo Capanema recomenda à Diretoria Nacional de Educação (DNE) a criação da Bibliografia Brasileira de Educação (BBE), um indexador de informações educacionais de qualidade produzidas no Brasil e no exterior sobre a educação brasileira. A BBE teve origem no levantamento da Bibliografia Pedagógica Nacional, que seria publicada nos primeiros cinco números da Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos (RBEP), editada pelo Inep a partir de 1944.

 

1937 - Inep é criado para orientar políticas públicas em educação

  

O processo de industrialização do país demandava trabalhadores mais preparados. Com o objetivo de realizar estudos para identificar os problemas do ensino nacional e propor políticas públicas, o Instituto Nacional de Pedagogia (Inep) foi criado por lei. A fundação do Inep ocorre no contexto de  renovação do Estado brasileiro, quando é criado o Ministério da Educação e Saúde, e, no plano mais  amplo, do movimento de reformas educacionais realizadas por educadores e da mobilização deles, ao lado de outros atores sociais, em favor da educação pública.

 

1938 - Lourenço Filho é o primeiro diretor-geral

 

O pedagogo Lourenço Filho organizou a estrutura do Inep e deu início às atividades a partir das atribuições descritas no Decreto-Lei n.º 580, de 30 de julho de 1938: organizar documentação histórica; manter intercâmbios; promover inquéritos e censos; prestar assistência técnica aos estados, municípios e particulares; divulgar as teorias e práticas pedagógicas; promover a seleção de funcionários públicos (apenas esse último item o Inep atual não realiza). Fica alterada a denominação para Instituto Nacional de  estudos Pedagógicos (Inep). As seções técnicas eram, além do Serviço de Expediente, o Serviço de Biometria Médica, o Museu Pedagógico e a Biblioteca Pedagógica. Esta se mostra indispensável instrumento aos trabalhos do Inep, iniciando seu acervo com doações de 440 volumes, feitas pela viúva do professor Parga Nina e pelos professores Murilo Braga e Lourenço Filho; depois, por compra.

 

1939 - Início da publicação de estudos educacionais

 

Com uma estrutura austera de apenas quatro funcionários, incluindo o diretor-geral, o Inep realiza seu primeiro concurso para contratar técnicos. Neste mesmo ano, o instituto publica o Boletim n.º 1, com o registro da situação do ensino primário de 1932 a 1936 no Brasil. 70% da população do país era analfabeta.

 

1940 - Biblioteca Pedagógica é instalada definitivamente

Com a transferência, em maio, das instalações do Inep para o décimo pavimento do novo edifício do Ministério da Educação, providencia-se a instalação definitiva da Biblioteca Pedagógica que, em dezembro de 1944, já contava com 8.318 volumes.

 

1941 - Inep orienta a formação de professores

 

O instituto foi encarregado de elaborar políticas públicas para a educação e organizar cursos para capacitação de professores em várias unidades da Federação. Durante a formação, o Inep iniciou a coleta de informações sobre a educação brasileira.

 

1944 - Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos

 

O Inep lança, em 11 de julho, a primeira publicação periódica sobre educação na América Latina. A Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos (RBEP) registra a história da evolução das ideias e estudos educacionais. É o mais antigo periódico de educação no Brasil em circulação. O levantamento bibliográfico é interrompido com a reforma da DNE e retomado pelo Inep, que o publicou nos cinco primeiros números da RBEP, referentes aos períodos de 1812/1900, 1901/1930, 1931/1940, 1941/ 1942 e 1943, sob o título de Bibliografia Pedagógica Brasileira. O número 11 da RBEP publicou o levantamento relativo ao ano de 1944, já com o título Bibliografia Brasileira de Educação (BBE).

 

1946 - Murilo Braga assume o Inep

 

No processo de redemocratização, Murilo Braga de Carvalho substitui Lourenço Filho na direção-geral do Inep. Aprovado em concurso público para técnico de educação, torna-se chefe do Serviço de Seleção e Orientação Profissional do Inep, em 1939. Quando a Era Vargas termina, Braga assume a direção-geral e torna-se o primeiro servidor de carreira no cargo.

 

1948 - Publicado panorama da educação primária

 

O Boletim Novos Prédios Escolares para o Brasil aponta os principais deficits da educação brasileira e apresenta as iniciativas para atender às necessidades de escolarização. O diretor Murilo Braga elaborou o Plano de Construção Escolar, com o objetivo de promover a qualificação da mão de obra no campo e conter o êxodo rural. Sob o seu comando, foram construídas 6 mil escolas urbanas, rurais e de fronteira. Ele foi mantido à frente do Inep por cinco ministros e dois presidentes da República.

 

1952 - Anísio Teixeira impulsiona a pesquisa

 

O educador baiano Anísio Teixeira é chamado para assumir o Inep após a morte prematura de Murilo Braga em acidente aéreo. Teixeira deixa a Campanha de Aperfeiçoamento de Nível Superior (Capes), que organizou para o Ministério da Educação, além de idealizar e engajar os estados em duas ações nacionais: a Campanha de Inquéritos e Levantamentos de Ensino Médio e Elementar (Cileme) e a Campanha do Livro de Didático e Material de Ensino (Caldeme). Na posse, Anísio Teixeira sintetizou a ideia que guiaria a trajetória do Inep: “fundar, em bases científicas, a reconstrução educacional do Brasil”.

 

1953 - Criado Centro de Documentação Pedagógica

Com o objetivo de sistematizar os trabalhos desenvolvidos pelos diversos setores do Inep, foi criado o Centro de Documentação Pedagógica (Portaria n.º 32, de 11 de novembro de 1953), dividido nas seguintes seções: Documentação e Intercâmbio (SDI), Inquéritos e Pesquisas (SIP), Organização Escolar (SOE), Orientação Educacional e Profissional (Soep) e a Biblioteca Pedagógica Murilo Braga (BP).

 

1955 - Inaugurados centros regionais de pesquisas

 

Anísio Teixeira implanta o Centro Brasileiro de Pesquisas Educacionais (CBPE), no Rio de Janeiro, e centros regionais em Recife, Salvador, Belo Horizonte, São Paulo e Porto Alegre, todos liderados por intelectuais de várias vertentes. Pelo Decreto n.º 38.460, de 28 de dezembro de 1955, foram instituídos o CBPE e os centros regionais, todos subordinados ao Instituto Nacional de Estudos Pedagógicos. Pelo artigo 3º do decreto, os centros regionais compreendiam sempre uma biblioteca de educação, um serviço de documentação e informação pedagógica, um museu pedagógico e os serviços de pesquisa e inquérito, como o serviço de educação audiovisual, de distribuição de livros e material didático e outros que se fizessem necessários ao cumprimento de suas finalidades. São realizados cursos para o treinamento de docentes.

 

1956 - Biblioteca Murilo Braga é expandida

Empenhada em aumentar o acervo e em ampliar as possibilidades de sua utilização por parte dos estudiosos e interessados, a Biblioteca Murilo Braga é expandida. O movimento no ano foi: 4.150 livros adquiridos, 149 doados; 3.041 periódicos nacionais adquiridos e 555 doados.

 

1957 - Atividades do Centro de Documentação Pedagógica são ampliadas

O Centro de Documentação Pedagógica, agora a cargo da Divisão de Documentação e Informação Pedagógica do CBPE, amplia os trabalhos da biblioteca, do serviço de recortes de jornais, da Bibliografia Brasileira de Educação, das publicações, do serviço de audiovisuais e da elaboração de respostas a solicitações sobre os mais diferentes assuntos. A biblioteca contava com 22.582 livros, obras de referência, obras estrangeiras e brasileiras em geral, livros didáticos e guias de ensino, literatura infantil e periódicos nacionais e estrangeiros.

 

1958 - Biblioteca tem novas instalações

O CBPE reforma a Biblioteca Murilo Braga, que passa a ter novas instalações materiais e técnicas modernas de documentação, bem como amplia intensivamente o acervo, que recebeu obras produzidas não só no domínio da educação, mas também em sociologia, psicologia, antropologia, história, economia e ciência política

 

1959 - JK encomenda o plano educacional para Brasília

 

Anísio Teixeira inicia sua contribuição à nova capital como membro da Comissão de Administração do Sistema Educacional de Brasília (Caseb), sendo o autor do Plano de Construções Escolares, no qual concebe a rede de jardins de infância, escolas classe e escolas parque. O plano veio a público em 1961, publicado na RBEP (v.35, n.81, jan./mar. 1961. p.195-199). O plano previa os Centros de Educação Elementar, compostos por jardim da infância, quatro escolas classes e uma escola parque. Os alunos do ensino primário tinham jornada de oito horas-aula diárias. Cada Centro de Educação Média era constituído por escola secundária compreensiva e um parque de educação média – que contava com quadras esportivas, piscina, auditório, biblioteca e outras instalações; além da universidade. O plano educacional deveria ser aplicado em todo o Distrito Federal, com exceção da universidade.

 

1960 - Biblioteca diversifica e amplia várias coleções


 A Biblioteca Pedagógica atualizou os serviços de registros, classificação e catalogação, e compôs um índice analítico, por assunto e por autor, dos artigos educacionais publicados em revistas estrangeiras. Completou a coleção do Education Index e obteve grande parte das coleções do Whataker’s Cumulative Book List e Comulative Book Index. O setor de periódicos contava com 597 títulos nacionais e 396 estrangeiros.

 

1962 - Inep na fundação da Universidade de Brasília

 

O antropólogo Darcy Ribeiro, então coordenador da Divisão de Estudos e Pesquisas Sociais do Inep, passa a empunhar a bandeira da nova universidade na capital do Brasil. Darcy relata que, após a lei de criação da Fundação Universidade de Brasília, a UnB contou com o empréstimo de quantia do orçamento do Inep para iniciar suas atividades: "não se tratava de nada ilegal, mas um gesto (...) que dá a medida da grandeza e do caráter do Mestre Anísio".

Na biblioteca, os artigos da RBEP eram traduzidos para consulta de pesquisadores estrangeiros, havia colaboração em respostas a questionários provenientes do Bureau International d’Education e revisão dos resumos de artigos indexados no Boletim Bibliografia Brasileira de Educação.

 

1963 - Acervo ultrapassa 40 mil títulos e Inep faz plano para assessorar estados

A Biblioteca Pedagógica conta com 41.691 livros registrados, aproximadamente 7 mil folhetos, 784 títulos de periódicos nacionais e 585 de estrangeiros. Adquiriu, por compra, 458 livros e folhetos e, por doação, 1.869; 168 periódicos nacionais, por compra, e 534 por doação; 1.241 periódicos estrangeiros por compra e 856 por doação. No total, foram registrados e catalogados 2.327 livros; 5.874 fichas para os diversos catálogos e 852 livros preparados para empréstimo.

Inep implanta o plano para dar apoio às secretarias de educação dos estados

 

1964 - O primeiro Censo Escolar

 

 O ano marca o início do Regime Militar e o afastamento de Anísio Teixeira do Inep. O médico e educador paulista Carlos Pasquale é nomeado diretor. Em sua gestão, é realizado o primeiro Censo Escolar e lançado o Anuário Brasileiro de Educação. Este era uma fonte de recomendações e iniciativas para a reconstrução educacional do país, de acordo com os princípios da primeira Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), aprovada em 1961.

 

1967 - Realizada a III Conferência Nacional de Educação

À frente do Inep desde o ano anterior, Carlos Mascaro, um colaborador de longa data de Anísio Teixeira e do instituto, mantém as políticas de expansão da rede pública de ensino. Ele promove a realização da 3ª Conferência Nacional de Educação e inclui nos anais três artigos de Teixeira.

O acervo da biblioteca do CBPE já contava com 51.447 títulos (entre livros, folhetos e periódicos).

 

1972 - Instituto torna-se um órgão autônomo

Inep passa a se chamar Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais. É enquadrado como órgão de assessoramento da Presidência da República e desvinculado do Ministério da Educação (MEC). O Inep vivia uma crise desde a saída de Carlos Mascaro em 1969, último diretor alinhado com o pensamento de Anísio Teixeira. As atividades técnicas foram retomadas com o lançamento de dois programas: o Programa Anísio Teixeira, voltado para estudos, levantamentos e pesquisas, e o Programa Lourenço Filho, que propôs um subsistema de documentação e informação educacional. A implantação desse subsistema iniciou um trabalho dentro das modernas técnicas de documentação, com a consultoria do especialista francês Jean Viet.

 

1973 - Criada a logomarca do Inep

 

A identidade visual do Inep foi concebida pelo designer Aloísio Magalhães. Ele comandava o maior escritório de design do país nos anos 1970. O designer pernambucano explicou, em 1973, que o logotipo do Inep teve uma concepção bastante estruturada e formalmente elaborada, o que permitiu criar uma marca versátil e dinâmica.

O Inep contribuiu para a reforma do ensino em andamento no país, melhorando a integração ensino-pesquisa-planejamento, a partir do subsistema de documentação e informação educacionais, o que permitiu exercer as funções de coordenação, estímulo, realização e difusão da pesquisa educacional no país.

 

1974 - Thesaurus Brasileiro da Educação (Brased) é implantado

 

 A ideia de produzir o Fichário Conceitual da Terminologia Educacional Brasileira já tinha dez anos quando foi concretizada. O projeto da servidora do Inep e professora Regina Helena Azevedo de Mello previa listar todos os descritores (vocabulário que reúne termos e conceitos para indexar documentos) da língua portuguesa para a educação brasileira. O empreendimento foi realizado em cooperação com o Serviço de Processamento de Dados do Senado (Prodasen). Enquanto o Thesaurus Brasileiro de Educação não estava pronto, o Inep utilizou o Thesaurus Eudised, versão brasileira, a fim de estabelecer uma linguagem que permitisse a análise de documentos, o armazenamento e a recuperação das informações.

 

1976 - Inep é transferido para Brasília e extingue CBPE

 

Maria Mesquita de Siqueira assume a direção do instituto com a incumbência de transferi-lo definitivamente para Brasília e extinguir o Centro Brasileiro de Pesquisas Educacionais.

 

1977 - Centros de Estudos Pedagógicos são extintos

Durante o governo Ernesto Geisel, as unidades regionais e brasileira de pesquisa, implantadas por Anísio Teixeira, tiveram as atividades encerradas.

A biblioteca do CBPE foi doada ao Centro de Filosofia e Ciências Humanas da UFRJ, com o objetivo de se tornar a biblioteca de pós-graduação em educação daquela universidade. No acervo, entre inúmeras obras das mais valiosas para o estudo da história da educação do país, encontrava-se uma coleção completa de livros didáticos brasileiros e todas as cartilhas editadas até então, além de diversas coleções de periódicos nacionais e estrangeiros da área das ciências sociais. O restante do acervo veio para Brasília e formou a Biblioteca-Núcleo do Inep que, agregada aos acervos dos antigos órgãos do MEC, como DDD (Departamento de Documentação e Divulgação), da Seps (Secretaria de Ensino de Primeiro e Segundo Graus) e da Seed (Secretaria de Educação Física e Desportos), deu origem ao Centro de Informações Bibliográficas do MEC.

 

1979 - Inep é instalado no MEC, em Brasília

 

Durante a gestão de Letícia Maria Santos de Faria, o prédio do Inep ficou instalado no primeiro andar do Anexo I do MEC. A biblioteca foi instalada em uma área do subsolo do Anexo, anteriormente destinada à garagem dos carros oficiais.

 

1980 - Iniciada a listagem do Thesaurus Brasileiro

 Começa o trabalho de listagem dos termos coletados durante a análise de documentos e a consulta a outras fontes, entre os quais o Thesaurus Eudised e o Thesaurus da Educação da Unesco.

 

1981 - Criação do Cibec e lançada a revista Em Aberto

 

O Centro de Informação e Biblioteca em Educação (Cibec) foi criado pelo Inep a partir da fusão de 11 bibliotecas do MEC. O Cibec é um centro de gestão do conhecimento educacional, da preservação da memória e de prestação de serviços de informação. Hélcio Ulhôa Saraiva, ex-reitor da UFPI, que dirigia o Inep no período, lançou a revista Em Aberto, que tem caráter técnico e de assessoramento interno ao MEC. É um periódico semestral que discute diversos pontos de vistas de um mesmo tema, com representatividade regional e artigos internacionais. O Inep inicia o trabalho de planejamento do Sistema de Informações Bibliográficas em Educação, Cultura e Desportos (Sibe), em nível nacional.

 

1982 - Inep assume estatísticas educacionais

A responsabilidade sobre serviços de estatísticas educacionais é transferida do MEC para o Inep.

 

1983 - RBEP volta a ser publicada

 

Sob a direção da professora Lena Castello Branco, que integrava o Conselho Federal de Educação, o Inep volta a publicar a Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos, a partir do número 147. Desde abril de 1980, a RBEP deixou de ser editada. Inicia-se a publicação de artigos submetidos em vez de artigos selecionados, o que instiga a colaboração da comunidade científica da área da educação.

 

1985 - Inep passa por redesenho institucional

 A instituição deixa as funções de fomento à pesquisa e retoma o suporte e o assessoramento aos centros decisórios do MEC. O órgão passa a ser vinculado à Presidência da República.

 

1990 - Saeb é criado

 

O Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) é elaborado com o objetivo de identificar fatores que possam interferir no desempenho dos estudantes e dar um indicativo da qualidade do ensino.

 

1992 - Crise do governo Collor ameaça o Inep

Após quase ser extinto, o Inep iniciou outro processo de redefinição de sua missão. O instituto concentra suas atividades na orientação de políticas de apoio a pesquisas educacionais e o reforço do processo de disseminação de informações educacionais. O Cibec recebe a atribuição de implementar o Centro de Referências sobre Inovações e Experimentos Educacionais (Crie), um sistema de seleção, organização e disseminação de informações, experimentos e inovações educacionais, a fim de contribuir para a formulação de políticas públicas e oferecer subsídios para a melhorar a qualidade da educação básica.

 

1994 - Cibec passa a operar o Acervo Editorial do MEC

 

São atribuídas ao Cibec as funções de coleta, inventário, guarda, processamento bibliográfico e produção de referências do Acervo Editorial do MEC.

 

1995 - Reorganização do setor de levantamentos estatísticos

Tem início a reorganização do Inep para fazer levantamentos estatísticos robustos para orientar as políticas do Ministério da Educação. A professora Maria Helena Guimarães de Castro assume a presidência. Ela conduz a realização da Sinopse Estatística do Exame Nacional de Cursos (Provão), do Censo Escolar e dos Estudos Regionais Comparativos, que davam forma ao Laboratório Latino-Americano de Avaliação de Qualidade da Educação (1997).

 

1996 - Inep coordena o Exame Nacional de Cursos

 

Conhecido como Provão, o Exame Nacional de Cursos (ENC) é o primeiro mecanismo, de uma série, que implementou progressivamente a avaliação da qualidade do ensino superior.

Em julho, um novo projeto – o do Centro de Referência e Difusão em Educação (Cred) – incorpora parte das atribuições do Crie e resgata as funções originais do Cibec.

 

1997 - Inep se torna uma autarquia federal e realiza Erce

A Secretaria de Avaliação e Informação Educacional (Sediae) do MEC é incorporada ao Inep. O instituto passa a ser o órgão encarregado de avaliações, pesquisas e levantamentos estatísticos educacionais do Governo Federal. É o ano em que o Inep obtém autonomia e se torna autarquia federal, e Maria Helena Guimarães retoma a condução do instituto. Em 1997, o Inep faz a aplicação da primeira edição do Estudo Regional Comparativo e Explicativo (Erce), que afere a qualidade da educação no ensino fundamental na América Latina e Caribe por meio de provas e questionários aplicados a uma amostra de estudantes.

O Cibec passou por uma reestruturação que permitiu a ampliação de seus serviços e produtos e criou condições de atendimento local e remoto; porém, o acervo bibliográfico foi drasticamente reduzido. Em julho, é iniciado o Programa de Tratamento e Disseminação de Informação Educacional, executado pelo Cibec. Neste ano, foi publicada a última versão impressa da BBE.

 

1998 - Ano de Enem, Censo Escolar da Educação Básica anual e Celpe-Bras

 

Criado o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), dispositivo de avaliação individual de jovens e adultos do final da educação básica. A elaboração e a implementação foram conduzidas por Maria Inês Fini, diretora da recém-criada Diretoria de Avaliação para Certificação de Competências do Inep. A professora Fini já havia construído a primeira Matriz de Referência do Sistema de Avaliação e Informação Educacional (Saeb).

A lei que criou o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef) determinou que fosse realizado, todos os anos, o Censo Escolar da Educação Básica, que fixa a proporção dos valores a serem repassados aos municípios.

O Certificado de Proficiência em Língua Portuguesa para Estrangeiros (Celpe-Bras) é aplicado pelo Inep no Brasil e em outros países, em parceria com o MEC e o Ministério das Relações Exteriores.

O Cibec é reinaugurado em 26 de novembro, com a função de fazer com que as informações produzidas pelo Inep sejam acessíveis não apenas para os gestores educacionais, mas também para pesquisadores, estudiosos e demais profissionais da área da educação. A ideia foi transformá-lo na principal “porta de saída” das informações produzidas pelo Inep.

 

2000 - Brasil participa do Pisa

 

É realizado no Brasil o Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), sob a coordenação do instituto. O Pisa faz parte do programa de educação da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) que busca o aprimoramento dos sistemas de ensino.

O Cibec efetiva a estrutura principal do Thesaurus Brased, que consiste em uma linguagem documental que utiliza vocabulário controlado, com o intuito de indexar todas as informações existentes. São lançados o Programa de Leitura de Teses, o Thesaurus Brasileiro da Educação (Thesaurus Brased) e a Bibliografia Brasileira de Educação (BBE).

 

2001 - Homenagem a uma vida devotada à educação

 

A atuação do Inep no final dos anos 1990 retoma o ideário de Anísio Teixeira, inspirador de gerações de pesquisadores e educadores. Em homenagem ao ex-diretor, o Senado aprova a inclusão do seu nome no instituto, que passa a ser designado Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira.

 

2002 - Inep realiza o Encceja

 

O Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) é realizado pelo Inep em colaboração com as secretarias estaduais e municipais de educação.

O Cibec trabalha na elaboração do fichário conceitual do Thesaurus Brased, na atualização de termos e inclui 25.244 livros e 13.496 artigos na BBE. É lançado o Perfil da Educação Brasileira em substituição ao Perfil Municipal de Educação Básica (PMEB).

 

2004 - Aprovada a Lei do Sinaes

 

As Avaliações in loco de instituições de educação superior e cursos de graduação são instituídas no âmbito do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes). No mesmo ano, foi criado o Banco de Avaliadores do Sinaes (BASis), cadastro nacional e único de avaliadores, selecionados e capacitados pelo Inep, com a finalidade de formar comissões para as Avaliações in loco. O Inep aplica o primeiro Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), que está regulamentado na lei do Sinaes. O sistema é formado por três componentes principais: a avaliação das instituições, dos cursos e do desempenho dos estudantes.

 

2006 - Iniciado o programa de certificação em Libras

O Programa Nacional para a Certificação de Proficiência no Uso e Ensino da Língua Brasileira de Sinais (Libras) e para a Certificação de Proficiência em Tradução e Interpretação da Libras/Língua Portuguesa (Prolibras) é criado pelo Inep. O exame anual é realizado a partir de chamada pública.

 

2007 - Ideb é lançado

 

O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) reúne, em um só indicador, os resultados de dois conceitos igualmente importantes para a qualidade da educação: o fluxo escolar e as médias de desempenho nas avaliações. O Ideb, que mede a qualidade do aprendizado nacional e estabelece metas para melhoria do ensino, foi idealizado pelo então presidente do Inep, Reinaldo Fernandes, que implantou também os Indicadores de Qualidade da Educação Superior.

Nesse mesmo ano, é criada a carreira para exercício exclusivo no Inep (Lei n.º 11.490, de 20 de junho de 2007) e lançado o edital para o primeiro concurso público de pesquisador-tecnologista em informações e avaliações educacionais e de técnico em informações educacionais.

 

2008 - Aprimorado o Censo da Educação Superior e a Talis é aplicada

 

O Censo Superior é realizado em caráter declaratório e com coleta descentralizada de dados de todos os estabelecimentos públicos e privados de educação superior.

A partir desse ano, o Inep aplica a Pesquisa Internacional sobre Ensino e Aprendizagem (Teaching and Learning International Survey – Talis), que coleta dados comparáveis internacionalmente sobre aprendizagem e condições de trabalho nas escolas.

A OCDE lança a primeira pesquisa internacional de comparação das condições de ensino e aprendizagem – a Talis – em 24 países. O estudo monitora e propõe que a profissão de educador seja mais atrativa.

 

2010 - Inep encerra aplicação do Prolibras

Após a certificação de 6.101 profissionais no período de 2006 a 2010 para interpretação/tradução e para o uso e ensino de Libras, uma portaria do MEC transferiu a responsabilidade pela aplicação do exame do exame para o Instituto Nacional de Educação de Surdos (Ines).

 

2011 - Revalida é aplicado pela primeira vez

 

Resultado de uma ação articulada entre o Ministério da Educação e o Ministério da Saúde, o Revalida é aplicado pelo Inep. O exame faz parte do processo para validar os diplomas de brasileiros e estrangeiros que cursam medicina no exterior.

 

2013 - Inep monta o Banco Nacional de Itens

 

Constituído para fornecer itens utilizados nas avaliações aplicadas pelo Inep, o Banco Nacional de Itens (BNI) é abastecido por uma rede de educadores e pesquisadores que atendem a chamadas públicas feitas pelo Inep. Eles são capacitados para elaborar e revisar os itens que serão testados antes de fazer parte do BNI.

 

2015 - Início do monitoramento do PNE e do Serviço de Apoio ao Pesquisador

 

A série de publicações PNE em Movimento traz estudos e pesquisas que retratam a evolução do cumprimento das metas previstas no Plano Nacional de Educação.

A BBE é retomada e reestruturada de forma que, para integrá-la, as obras deverão atender a critérios específicos quanto à forma, à cobertura temática e à composição editorial, por exemplo. Para assegurar o crescimento racional e equilibrado do acervo da Biblioteca do Cibec, o Inep instituiu, por meio de portaria, a Política de Desenvolvimento de Coleções (PDC). Nesse ano, a Rede Interna de Especialistas do Inep é composta por mestres e doutores da área da educação e áreas afins. A rede, sob responsabilidade do Cibec, tem como finalidade a elaboração, a revisão e a validação de definições de termos da área educacional para o Thesaurus Brasileiro da Educação (Brased) e para o Banco de Dados Terminológicos (BDT) do Setor Educacional do Mercosul.

Inspirado na experiência de outras instituições produtoras de dados oficiais, em âmbito nacional e internacional, o Inep passa a permitir que pesquisadores acessem, para fins institucionais e científicos, suas bases de dados protegidos, criando o Serviço de Apoio ao Pesquisador (SAP).

 

2017 - Inep comemora 80 anos e implanta o Sedap

 

O Inep produziu dados e informações seguras para a educação brasileira, em um contexto cada vez mais complexo. Aos 80 anos, quem conduz o instituto é uma colaboradora de longa data, a educadora Maria Inês Fini.

O SAP evolui para o Serviço de Acesso a Dados Protegidos (Sedap), garantindo o desenvolvimento de pesquisas de interesse público e a manutenção do sigilo e identidade de indivíduos e instituições.

A constituição e manutenção do Banco de Avaliadores do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (BASis), que é constituído e mantido pelo Inep, de acordo com o Decreto nº 9.235, de 15 de dezembro de 2017, e realizada pela Diretoria de Avaliação da Educação Superior, segundo Portaria Normativa nº 19, de 13 de dezembro de 2017.

  

2018 - Inep celebra 20 anos do Enem e Celpe-Bras

 

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) comemora duas décadas com 7,6 milhões de inscrições, e continua se aperfeiçoando. As provas são personalizadas com nome e inscrição de cada participante. O Celpe-Bras firma-se como certificado brasileiro oficial de proficiência em língua portuguesa para estrangeiros. Com a homologação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), o Inep entra em processo de atualização de exames e avaliações da educação básica para se adequar às novas diretrizes.

No último ano, dobrou o acesso à RBEP pela rede mundial de computadores. O registro foi feito pela SciELO Analytics, acervo on-line de publicações acadêmicas. No segundo semestre de 2018, o site registrou 16.592 visualizações; em outubro de 2017, foram registrados 8.726 acessos. A RBEP também mantém a versão impressa.

 

2019 - Saeb avalia a educação infantil; SEB e Enem Digital são anunciados

 

O Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) traz várias novidades: passa a avaliar a alfabetização no 2º ano do ensino fundamental, a educação infantil é incluída de forma amostral e, pela primeira vez, são aplicados testes de ciências da natureza para um grupo de estudantes do 9º ano.

Divulgado o cronograma de implantação do Enem digital. Em 2020, o projeto-piloto prevê 50 mil participantes, e, em 2026, o Enem não será mais aplicado em papel. O Inep desenvolve o Sistema Educacional Brasileiro (SEB). É um cadastro contínuo da educação básica e superior, cujo primeiro programa é a ID Estudantil, digital e gratuita.

A Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos (RBEP) completa 75 anos, com conceito máximo no Qualis Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes): A1 em “Ensino” e A2 em “Educação”. Reconhecida e disseminada no meio científico, a revista tem indexação em importantes bases de dados internacionais.