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Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira | Inep
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Você está aqui: Página Inicial Acesso à Informação Perguntas Frequentes Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa)
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Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa)

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Publicado em 05/12/2023 08h56
  • Visão geral
    • O que é?

      Criado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Pisa avalia habilidades e conhecimentos de estudantes de 15 anos em Leitura, Matemática e Ciências. A avaliação de 2025, que teve Ciências como foco, contou com a participação de 91 países. O domínio inovador da edição de 2025 foi Aprendizagem no Mundo Digital, que envolveu dois construtos: Resolução de Problemas por meio de Ferramentas Computacionais (RPFC) e Processos de Aprendizagem Autorregulada. Além dos testes cognitivos, também são aplicados diferentes questionários para analisar fatores contextuais que possam estar relacionados com o desempenho nos testes cognitivos. Os resultados foram divulgados pela OCDE em 8 de setembro de 2026. Resultados adicionais serão divulgados em 2027. A partir de 2025, o Pisa passou a ser quadrienal, e não mais trienal, sendo o próximo ciclo em 2029.

    • O que o Pisa avalia e por quê?

      O Pisa se concentra na avaliação do desempenho dos estudantes em Leitura, Matemática e Ciências para medir até que ponto os estudantes adquiriram conhecimentos e habilidades essenciais para plena participação na vida social e econômica. O programa também coleta informações valiosas sobre as atitudes e motivações dos estudantes. Para entender melhor como os estudantes estão preparados para resolver problemas complexos, pensar de modo crítico e se comunicar de forma eficaz no século XXI, domínios inovadores como Resolução Colaborativa de Problemas, Competência Global, Pensamento Criativo e Aprendizagem no Mundo Digital são também avaliados, variando a cada edição. Currículos não são prescritos nem promovidos no programa, que não é limitado pela necessidade de encontrar um denominador comum.

    • Quais foram os principais instrumentos do Pisa 2025?

      Conteúdo: O Pisa 2025 teve como foco a área de Ciências, as áreas de Leitura e Matemática como áreas secundárias de avaliação, e uma avaliação inovadora de Aprendizagem no Mundo Digital. O programa também ofereceu aos países uma avaliação opcional de Inglês como Língua Estrangeira, da qual o Brasil não participou.

      Estudantes: Cerca de 760.000 estudantes participaram da avaliação em 2025, representando aproximadamente 33 milhões de jovens de 15 anos nas escolas dos 91 países e economias participantes. No Brasil, 30.140 estudantes, distribuídos em 1.053 escolas, participaram da avaliação, representando cerca de 2.185.000 estudantes de 15 anos (uma estimativa de 76% da população total de 15 anos).

      Testes: Na maioria dos países, foram usados testes baseados em computador, com duração total de 2 (duas) horas, cada uma dedicada a uma área. Os estudantes receberam diferentes itens e diferentes combinações de áreas (por exemplo, Ciências e Leitura ou Matemática e Ciências, etc.). Os testes foram adaptativos, de maneira que os estudantes receberam um bloco de itens inicial com dificuldade mediana e foram redirecionados para blocos de dificuldade mais fácil ou mais difícil com base em seu desempenho nos blocos anteriores. Os itens do teste consistiram em uma mistura de questões de múltipla escolha simples, múltipla escolha complexa, e questões de resposta construída. Como é característico no Pisa, os itens foram organizados em unidades, de maneira que os itens dentro de uma mesma unidade compartilhavam os mesmos estímulos (ex.: passagens de texto, imagens, simulações), os quais geralmente abordam ou têm como contexto uma situação da vida real.

      Questionários: Além dos testes cognitivos, os estudantes também responderam a um questionário contextual, que levou cerca de 35 minutos para ser preenchido.

      O questionário do estudante coletou informações sobre os próprios estudantes, suas atitudes, disposições e crenças, seus lares e suas experiências escolares e de aprendizagem.

      O questionário da escola foi respondido pelos diretores das escolas e coletou informações sobre gestão escolar, organização e ambiente de aprendizagem.

      O Pisa também ofereceu aos países questionários opcionais sobre familiaridade com as Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) (participantes-alvo: estudantes), questionário das famílias (participantes-alvo: famílias dos estudantes) e questionário dos professores (participantes-alvo: professores de Ciências; professores de Língua Inglesa, no caso da avaliação opcional de Inglês como Língua Estrangeira).

      Entre os questionários opcionais, 44 países e economias (incluindo o Brasil) aplicaram o questionário sobre familiaridade com as TIC, 18 países e economias (incluindo o Brasil) aplicaram o questionário das famílias e 20 países aplicaram o questionário dos professores. O Brasil não aplicou o questionário dos professores por haver sobreposição com os dados coletados na Pesquisa Internacional sobre Ensino e Aprendizagem (Talis), uma outra pesquisa da OCDE da qual o Brasil também participa.

      Mais informações sobre os questionários podem ser encontradas nos relatórios do Pisa disponíveis em https://www.oecd.org/Pisa/publications/ e https://www.gov.br/inep/pt-br/areas-de-atuacao/avaliacao-e-exames-educacionais/Pisa .

    • Como os resultados do Pisa estão relacionados às consequências para a vida adulta?

      Quatro países (Austrália, Canadá, Dinamarca e Suíça) realizaram estudos longitudinais que acompanharam a coorte de estudantes que participaram das primeiras avaliações do Pisa no início dos anos 2000 até a transição para a idade adulta. Nesses quatro países, os estudantes que tiveram melhor desempenho no Pisa aos 15 anos tinham maior probabilidade de atingir níveis educacionais mais altos aos 25 anos. Os resultados também sugeriram que esses jovens eram menos propensos a estar totalmente fora do mercado de trabalho, conforme medido pela porcentagem de estudantes que não estavam estudando, trabalhando ou em treinamento.

      Existe uma relação entre o status socioeconômico da família de um estudante – incluindo as condições materiais e o nível educacional dos pais – e o desempenho do estudante no Pisa. No entanto, mesmo depois de contabilizar esses fatores, os estudantes com melhor desempenho no programa aos 15 anos geralmente têm melhores condições de educação e emprego aos 25 anos. Além disso, estudos sugerem que a percepção dos estudantes sobre si mesmos, mensurada de diferentes aspectos por meio dos questionários, também está relacionado às perspectivas de vida futura dos jovens. Para mais detalhes, consulte o Pisa em Foco de novembro de 2019 e o relatório Equidade na Educação.

      Além disso, a OCDE realizou análises combinando dados do Pisa (avaliações de 2000, 2003 e 2006) e do Programa da OCDE para a Avaliação Internacional de Competências de Adultos (PIAAC) (avaliações de 2012 e 2015) para examinar o crescimento das habilidades de Numeracia entre as idades de 15 e a idade adulta jovem. Tais análises sugerem que os estudantes que apresentam melhor desempenho em Matemática no Pisa aos 15 anos também apresentam maiores ganhos em habilidades de Numeracia após deixarem o ensino obrigatório.

    • O que há de novo no Pisa 2025?

      As matrizes de referência anteriores do Pisa para a avaliação de Ciências elaboraram uma concepção de “letramento científico” como o construto central da avaliação. A matriz de Ciências do Pisa 2025 mudou para um foco mais amplo nos resultados gerais da educação científica, o que alinhou essa matriz com as de Leitura e Matemática. Além disso, houve um refinamento e expansão do conjunto de 3 (três) competências que formam a base do construto. (i) A competência “explicar fenômenos cientificamente” foi mantida. (ii) As competências “avaliar e elaborar designs de investigação científica” e “interpretar dados e evidências cientificamente” foram unificadas em uma única competência: “construir e avaliar designs para investigação científica e interpretar dados e evidências científicas criticamente”, dando maior ênfase à avaliação dos designs, em vez da criação prática de experimentos. (iii) Uma nova competência foi acrescentada para refletir a era da informação digital: “pesquisar, avaliar e usar informações científicas para tomada de decisão e ação”, abordando a forma como os estudantes lidam com afirmações relacionadas à ciência e fontes de informação da internet.

      Houve também uma mudança nos fatores afetivos: a medição das atitudes dos estudantes em relação à ciência foi substituída por uma avaliação mais ampla de “identidade científica”. Por fim, o Pisa 2025 passou a focar mais fortemente na educação para a sustentabilidade e na educação ambiental. Esses elementos foram sintetizados sob o conceito de “Agência no Antropoceno”, medindo a preparação dos estudantes para enfrentar desafios ecológicos e sistêmicos globais.

      Além das mudanças conceituais e estruturais, houve uma mudança metodológica. O teste adaptativo foi finalmente implementado na avaliação de Ciências no Pisa 2025, tendo sido implementado em Leitura em 2018, e em Matemática em 2022. No Pisa é utilizada uma abordagem adaptativa no nível dos blocos de itens, e não no nível de cada item, pois os itens geralmente formam unidades que compartilham os mesmos estímulos. Em vez de usar blocos de itens fixos e predeterminados, o teste de cada estudante é determinado de modo dinâmico com base no desempenho que o estudante vai demonstrando nos blocos de itens durante o teste. Isso permite uma medida mais precisa da proficiência dos estudantes em todos os níveis de cada escala, principalmente nos extremos inferior e superior, ao mesmo tempo em que evita que os estudantes recebam blocos de itens incompatíveis com sua proficiência.

    • Quem o Pisa avalia?

      O Pisa avalia estudantes com idades entre 15 anos e 3 meses e 16 anos e 2 meses, e que estejam matriculados em uma instituição de ensino no 7º ano do ensino fundamental ou acima. As listas das quais escolas e estudantes são selecionados para a avaliação abrangem todos os estudantes que atendem a esses critérios, independentemente do tipo de instituição de ensino em que estão matriculados ou se estão matriculados em período integral ou parcial.

      No entanto, algumas das escolas e estudantes listados podem ser excluídos das amostras da avaliação. Os padrões do Pisa especificam que tais exclusões não devem representar mais de 5% da população-alvo. Dentro desse limite, os estudantes podem ser excluídos por várias razões, incluindo se sua escola se encontra em local de difícil acesso ou inacessível, deficiência intelectual ou física que não permita sua participação na avaliação ou baixa proficiência no idioma da avaliação (por exemplo, se um estudante no Brasil for estrangeiro ou imigrante e tiver recebido instrução na Língua Portuguesa por menos de um ano). Para os países em que o nível geral de exclusões excede significativamente o limite, solicitam-se informações adicionais para justificar que tais exclusões não resultem em nenhum enviesamento nas comparações ao longo do tempo e com outros países.

      Exceto em países/economias muito pequenos, nem todos os estudantes restantes participam da avaliação do Pisa; nesses casos, uma amostra de escolas e de estudantes dentro das escolas é sorteada, e os estudantes selecionados recebem pesos amostrais para representar toda a coorte elegível para o programa.

    • Quantos jovens de 15 anos a amostra do Pisa representa?

      A amostra do Pisa busca representar todos os estudantes com idade entre 15 anos e 3 meses e 16 anos e 2 meses. O programa relata a proporção da população-alvo representada pela amostra em cada país (conhecido como Índice de Cobertura). Essa proporção varia de quase 100% em países com exclusões limitadas e matrícula universal em instituições educacionais para jovens de 15 a 16 anos, a menos de 50% em alguns países de baixa e média renda. Na maioria dos países e economias participantes, mais de 80% dos jovens de 15 anos participam.

      No Pisa 2025, cerca de 760.000 estudantes participaram da avaliação, representando aproximadamente 33 milhões de jovens de 15 anos nas escolas dos 91 países e economias participantes. No Brasil, 30.140 estudantes, distribuídos em 1.053 escolas, participaram da avaliação, representando cerca de 2.185.000 estudantes de 15 anos (uma estimativa de 76% da população total de 15 anos).

      Mais informações sobre a participação e o número de jovens de 15 anos que participaram do Pisa podem ser encontradas no relatório internacional de resultados produzido pela OCDE e nos relatórios do Brasil produzidos pelo Inep.

    • Por que o Pisa testa jovens de 15 anos?

      A idade de 15 anos foi escolhida porque é quando os jovens estão chegando ao fim da escolaridade obrigatória na maioria dos países da OCDE. A seleção de escolas e estudantes é o mais inclusiva possível, de modo que a amostra de estudantes vem de uma ampla gama de origens e habilidades.

    • O que torna o Pisa único?

      O Pisa se beneficia de sua abrangência mundial e de sua regularidade. Mais de 100 países e economias já participaram do programa até 2025 e as avaliações permitem que os países e economias participantes avaliem os conhecimentos e as habilidades de seus próprios estudantes, em comparação com os de outros países; aprendam com as políticas e práticas aplicadas em outros lugares; e formulem suas políticas e programas educacionais visando à melhora da qualidade e da equidade de seus sistemas educacionais. O Pisa é a única pesquisa internacional de educação que mede o conhecimento e as habilidades de jovens de 15 anos.

      O Pisa também é único na maneira como observa:

      • Questões de políticas públicas – Governos, diretores, professores e pais querem respostas para perguntas como “nossas escolas estão preparando adequadamente os jovens para os desafios da vida adulta?”, “alguns tipos de ensino e escolas são mais eficazes do que outros?” e “as escolas podem contribuir para melhorar o futuro dos estudantes imigrantes ou desfavorecidos?”.
      • Letramento – Em vez de examinar o domínio de currículos escolares específicos, o Pisa analisa a capacidade dos estudantes de aplicar conhecimentos e habilidades em áreas-chave e de analisar, raciocinar e comunicar de forma eficaz à medida que examinam, interpretam e resolvem problemas.
      • Aprendizagem ao longo da vida – Os estudantes geralmente não conseguem aprender tudo o que precisam saber na escola. Para serem aprendizes eficazes ao longo da vida, os jovens precisam não apenas de conhecimento e habilidades, mas também de uma consciência dos motivos pelos quais aprendem e de como aprendem. Além de medir o desempenho dos estudantes em Leitura, Matemática e Ciências, o Pisa coleta dados dos estudantes sobre suas motivações, crenças sobre si mesmos e estratégias de aprendizagem.
    • Como posso saber mais sobre a avaliação do Pisa e quem a desenvolve?

      Por meio de seu site e de publicações, a OCDE disponibiliza ao público e a especialistas todas as principais informações sobre os métodos e processos associados ao Pisa. Os seguintes documentos estão disponíveis na página Publicações e na página Dados: as matrizes de referência (ou quadros conceituais) das avaliações, explicando o que será avaliado, por que e como; exemplos de itens dos testes e dos questionários; os dados das avaliações; as ferramentas de implementação da pesquisa para garantir uma padronização da administração dos instrumentos e da qualidade linguística; relatórios técnicos de cada ciclo, com informações detalhadas sobre todos os aspectos do projeto, seu desenvolvimento, implementação e análise.

      Para cada ciclo de avaliação, uma seleção de itens (questões) dos testes cognitivos do Pisa também é disponibilizada ao público em geral. Para permitir que os países acompanhem seu desempenho ao longo do tempo, muitos itens são usados em mais de um ciclo do programa. Esses itens não podem ser tornados públicos enquanto estiverem em uso.

      Para consultar a versão em português brasileiro dos itens públicos, acesse: https://www.gov.br/inep/pt-br/areas-de-atuacao/avaliacao-e-exames-educacionais/Pisa/testes-e-questionarios

      Além dos funcionários e contratados da OCDE, centenas de especialistas, acadêmicos e pesquisadores dos países e economias participantes do Pisa estão envolvidos no desenvolvimento, análise e relatórios.

  • Governança
    • Como o Pisa é governado?

      O Pisa é desenvolvido e implementado sob a responsabilidade dos ministérios da educação por meio do órgão decisório do programa: o Conselho Diretor (PGB). O Conselho conta com representantes de todos os países-membros, além de países parceiros com status de Associado, o que é o caso do Brasil. Os países nomeiam representantes para o Conselho que tenham conhecimento sobre avaliações de estudantes em larga escala e sua interface com políticas e práticas educacionais. Os representantes incluem uma mistura de funcionários do governo e funcionários de instituições de pesquisa e acadêmicas.

      O Conselho determina as prioridades políticas para o programa e supervisiona a adesão a essas prioridades durante a implementação. Isso inclui definir prioridades e padrões para o desenvolvimento, análise e relatórios de dados e para determinar o escopo do trabalho que formará a base para a implementação do Pisa.

      Para garantir a robustez técnica, um Grupo Técnico Consultivo (TAG) é nomeado pelo Conselho Diretor e diretamente gerenciado pela OCDE, composto por especialistas independentes e de renome mundial nas áreas que sustentam a metodologia usada, como amostragem, desenhos de pesquisas, dimensionamento e análise. O TAG é regularmente chamado para discutir e fornecer recomendações sobre os projetos e as metodologias, bem como para julgar os dados de países e economias individuais a fim de garantir que o que for publicado no Pisa seja robusto e internacionalmente comparável.

    • Quais instituições e equipes estão por trás do Pisa?

      Conselho Diretor: O Conselho Diretor do Pisa (PGB) é composto por representantes dos membros da OCDE e dos Associados ao programa*. Países e economias que participam do Pisa mas não têm status de associado são bem-vindos para participar das reuniões do PGB como observadores. Os representantes são nomeados pelos seus ministérios da educação e o presidente do PGB é escolhido pelo próprio Conselho. Orientado pelos objetivos educacionais da OCDE, o Conselho também determina as prioridades políticas para o Pisa e garante que elas sejam respeitadas durante a implementação de cada ciclo.

      *Associados são países ou economias que não são membros da OCDE, mas têm direitos e obrigações de adesão em relação a órgãos e programas específicos da OCDE.

      Secretariado da OCDE: O Secretariado da OCDE é responsável pela gestão diária do Pisa. Isso significa que a equipe monitora a implementação da pesquisa, gerencia questões administrativas para o Conselho Diretor do Pisa, cria consenso entre os países e atua como intermediária entre o Conselho Diretor do Pisa e o Consórcio Pisa.

      Gerentes de Projetos Nacionais: Trabalhando em conjunto com o Secretariado da OCDE, com o Conselho Diretor do Pisa e os contratados internacionais, os Gerentes de Projetos Nacionais do Pisa supervisionam a implementação do programa em cada país/economia participante. Os Gerentes Nacionais de Projetos do Pisa são nomeados por seus governos.

      Contratados internacionais (o Consórcio Pisa): Para cada pesquisa do Pisa, os contratados internacionais (geralmente compostos por agências de teste e avaliação) são responsáveis pelo projeto e implementação das pesquisas. Os contratados são escolhidos pelo Conselho Diretor por meio de um edital internacional. Os contratados são normalmente chamados de Consórcio Pisa.

      Autoridades educacionais: O Pisa não seria possível sem o apoio e a orientação dos ministérios da educação dos países e economias participantes.

      Grupo Consultivo Técnico: O Grupo Consultivo Técnico é chamado regularmente para discutir e fornecer recomendações sobre os projetos e as metodologias, além de julgar os dados de países/economias individuais para garantir que o que for publicado seja robusto e internacionalmente comparável. O grupo é nomeado pelo Conselho Diretor do Pisa e administrado diretamente pela OCDE, composto por especialistas independentes e de renome mundial nas áreas que sustentam a metodologia do Pisa, como amostragem, desenhos de pesquisas, dimensionamento e análise.

      Grupos de Especialistas de Área: O Pisa possui Grupos de Especialistas de suas três principais áreas de teste – Leitura, Matemática e Ciências – bem como para os domínios inovadores (por exemplo, Competência Global no Pisa 2018, Pensamento Criativo na edição de 2022 e Aprendizagem no Mundo Digital no Pisa 2025) e outros tópicos quando necessário. Esses grupos são formados por especialistas de renome mundial em cada área e desenvolvem as matrizes de referência para cada teste cognitivo do programa.

      Grupo de Especialistas de Questionários: O Grupo de Especialistas de Questionários fornece liderança e orientação na criação dos questionários contextuais do Pisa, incluindo o desenvolvimento das matrizes de referência dos questionários. Os membros do Grupo de Especialistas de Questionários são selecionados pelo Conselho Diretor.

    • Quem paga pelo Pisa?

      O Pisa é financiado exclusivamente por contribuições diretas dos países participantes e das autoridades governamentais das economias, normalmente ministérios da educação.

    • Quanto custa o Pisa?

      Embora o Pisa seja uma pesquisa internacional quadrienal, é mais fácil considerar os custos a cada ano para os países participantes. Os custos incluem valores internacionais (os países participantes contribuem para o custo dos Contratados Internacionais, da equipe da OCDE e das despesas relacionadas) e valores nacionais associados à implementação da pesquisa no respectivo país (estabelecimento de um centro nacional, custos de tradução dos instrumentos, custos logísticos da aplicação, entre outros).

      Participação

      • A participação no Pisa está aberta a todos os membros da OCDE.
      • Os convites – e a participação – de países/economias parceiros com status de Associado no Conselho Diretor do Pisa (PGB) são aprovados pelo Conselho seguindo uma recomendação do PGB.
      • Outros países/economias parceiros podem participar da pesquisa e ser convidados como participantes do PGB.

      Custos de participação

      a) Custos internacionais

      Membros e Associados: O custo da participação é determinado pelo Secretariado. O custo é composto por uma contribuição mínima, determinada pelo Conselho Diretor do Pisa (PGB). O restante dos custos é atribuído aos Membros e Associados com base nos princípios e regras da OCDE para determinar as escalas de contribuições dos membros, usando como referência estatísticas, dados de renda nacional e taxas de câmbio usadas no cálculo das escalas do ano anterior. Como resultado, o custo de participação varia entre os países.

      Parceiros: Os custos internacionais do Pisa para países/economias parceiras são determinados pelo Secretariado contratados internacionais. O custo é de 171.000 euros distribuídos por um período de três anos (custos de participação no Pisa 2025).   

      b) Custos nacionais

      Os custos nacionais para a implementação variam de acordo com o país, dependendo de fatores como o tamanho da amostra, número de idiomas a serem testados na avaliação, estatísticas de renda nacional e padrões de vida. Por exemplo, um país pequeno pode gastar aproximadamente 100.000 euros por ano, enquanto um país médio pode gastar 350.000 euros por ano; um país grande pode gastar até duas ou três vezes o último montante.

  • Processo
    • Quais tipos de itens são usados no Pisa?

      O Pisa usa itens de múltipla escolha e de resposta construída nos testes cognitivos. Os itens de múltipla escolha do Pisa têm uma variedade de formatos, incluindo selecionar uma única resposta entre quatro alternativas (o tradicional item de múltipla escolha simples); selecionar mais de uma resposta de uma lista de alternativas; responder a uma série de questões relacionadas do tipo “Sim/Não”; selecionar um elemento dentro de um texto, figura ou gráfico; fazer várias seleções a partir de menus suspensos; “arrastar e soltar” elementos na tela para realizar uma tarefa de correspondência, ordenação ou categorização. Já os itens de resposta construída requerem respostas escritas que variam de uma frase a um pequeno parágrafo (por exemplo, duas a quatro frases explicativas). Alguns poucos itens desse tipo requerem desenhar, por exemplo, uma figura, um gráfico ou um diagrama. Geralmente, até um terço dos itens em um teste cognitivo do Pisa são de resposta construída.

      Alguns itens de teste do Pisa são divulgados após cada avaliação, enquanto a maioria dos itens é mantida em sigilo para que seja possível preservar a escala de proficiência de cada área entre os ciclos e medir as tendências nos resultados ao longo do tempo. Os itens divulgados estão disponíveis publicamente no site do programa e a versão em português brasileiro estão disponíveis no site do Inep.

      Os estudantes também respondem a um questionário de contexto, fornecendo informações sobre si mesmos, suas atitudes em relação à aprendizagem e seus lares. Além disso, os diretores das escolas respondem a um questionário sobre suas escolas. Os países e as economias também podem optar por aplicar vários questionários opcionais do Pisa, por exemplo, questionário de familiaridade com as TIC, questionário de bem-estar, questionário dos pais e questionário do professor. As informações coletadas ajudam os países e economias a explorar conexões entre o desempenho dos estudantes no Pisa e fatores como origem imigrante, gênero e status socioeconômico dos estudantes, bem como suas atitudes em relação à escola e à aprendizagem.

    • Quem elabora os itens dos testes cognitivos?

      Os países e economias participantes do Pisa são convidados a elaborar itens para os testes cognitivos. Se aprovados nos critérios de revisão, esses itens passam a fazer parte do banco de itens juntamente com os itens desenvolvidos pelos especialistas e contratados da OCDE. Os itens são revisados pelos contratados internacionais e por especialistas de área dos países e economias participantes, e cuidadosamente verificados quanto ao viés cultural. Apenas os itens que passam nessas verificações são usados no programa. Além disso, antes que o teste principal seja realizado, há um pré-teste em todos os países e economias participantes. Se algum item do teste for muito fácil ou muito difícil em certos países e economias por razões não relacionadas ao nível geral de proficiência dos estudantes, ou se algum item não permitir distinguir adequadamente entre estudantes de baixa e alta proficiência, esse item é descartado e não é utilizado no teste principal.

    • Por que todos os estudantes não respondem aos mesmos itens em cada teste?

      Os testes cognitivos do Pisa são projetados para fornecer uma avaliação de desempenho dos sistemas educacionais de cada país e economia, e não para produzir pontuações para estudantes individuais. Portanto, não é necessário, nem desejável, que cada estudante receba exatamente o mesmo conjunto de itens de teste. O Pisa adota uma metodologia em que o conjunto completo de itens de cada área, cobrindo todos os aspectos de cada matriz de referência, é distribuído por muitos “cadernos” de teste. Esse procedimento permite que a OCDE obtenha uma cobertura muito maior do conteúdo do que se todos os estudantes respondessem a mesma versão do teste.

      Como o Pisa utiliza testes adaptativos, o teste de cada estudantes também é determinado considerando a medida do seu desempenho no decorrer do teste. Como resultado do desenho adaptativo em vários estágios, os estudantes de alto desempenho são direcionados para itens mais difíceis e os estudantes de baixo desempenho, para itens mais fáceis. Isso proporciona maior precisão na medição das pontuações dos testes.

    • Desde 2015 os testes do Pisa são feitos em computador, enquanto em 2012 e anteriormente o Pisa era feito em papel. Qual é a importância disso?

      Os computadores e a tecnologia fazem parte do nosso dia a dia e é apropriado e inevitável que o Pisa tenha progredido para um modo de aplicação baseado em computador. Nas últimas décadas, as tecnologias digitais transformaram de forma crucial a maneira como lemos e gerenciamos informações. As tecnologias digitais também transformaram o ensino e a aprendizagem, além da forma como as escolas avaliam os estudantes. Para refletir como os estudantes e a sociedade acessam, usam e comunicam informações hoje em dia, desde a avaliação de 2015 os testes do Pisa são aplicados principalmente no computador. Ao longo dos ciclos, o Pisa tem incluído cada vez mais itens que requerem uso substancial de ferramentas computacionais, como itens envolvendo simulações de navegação em páginas da internet, simulações de experimentos científicos, planilhas de cálculo, e criação ou manipulação de gráficos e diagramas. Isso permite que o teste avalie se os estudantes têm desenvolvido os conhecimentos e habilidades necessários no mundo atual, além de tornar o teste mais interessante para os estudantes.

    • Como as escolas são selecionadas nos países para participação no Pisa?

      O Pisa aplica padrões técnicos rigorosos, inclusive para a amostragem de escolas e estudantes dentro das escolas. Os procedimentos de amostragem são garantidos pela qualidade e as amostras obtidas e as taxas de resposta correspondentes estão sujeitas a um processo de adjudicação que verifica se estão em conformidade com os padrões estabelecidos. Se a taxa de resposta de qualquer país ficar abaixo do limite especificado, ela será reportada. Mais informações sobre as taxas de resposta no Pisa podem ser encontradas no site do Pisa da OCDE, e informações específicas sobre as taxas de participação de países individuais podem ser encontradas nos Relatórios Internacionais produzidos pela OCDE. 

    • Como a OCDE trata as anomalias de dados?

      Sempre que são detectadas anomalias nos dados ou quando os dados não atenderam às normas técnicas do Pisa, a OCDE embarga ou comenta os dados dos países afetados com base nas recomendações do Grupo de Adjudicação do Pisa (que abrange o Grupo Técnico Consultivo da pesquisa e um árbitro de amostragem). Explicações sobre os embargos ou comentários são encontrados nos relatórios internacionais de resultados.

      No Pisa 2025, os resultados de seis países e oito regiões subnacionais, listados abaixo, serão divulgados com anotações, indicadas ao longo do texto por um asterisco (*). É necessário ter cautela ao interpretar as estimativas referentes a essas entidades, pois um ou mais dos padrões de amostragem do PISA apresentados abaixo não foram atendidos.

      • Taxa geral de exclusão. Padrão 6.8:
        A população-alvo definida pelo PISA abrange 95% ou mais da população-alvo desejada pelo PISA. Isso significa que as exclusões no nível da escola e as exclusões dentro das escolas, quando combinadas, não excedem 5%.
      • Taxa de resposta das instituições (escolas). Padrão 6.13:
        A taxa de resposta ponderada final das escolas é de pelo menos 85% das instituições elegíveis e não excluídas que foram selecionadas na amostra. Se a taxa de resposta for inferior a 85%, ainda será possível alcançar uma taxa de resposta aceitável por meio do uso acordado de instituições substitutas.
      • Taxa de resposta dos estudantes. Padrão 6.14:
        A taxa de resposta ponderada final dos estudantes é de pelo menos 80% de todos os estudantes selecionados para as avaliações do PISA, pertencentes à população-alvo definida pelo PISA nas escolas participantes.

      As 14 entidades podem ser agrupadas em dois grupos:

      1. Divulgação completa com asterisco: Canadá, Países Baixos, Nova Zelândia e Noruega, além de sete entidades subnacionais do Canadá (Alberta, Colúmbia Britânica, Manitoba, Terra Nova e Labrador, Nova Escócia, Ontário e Quebec) e uma entidade subnacional da Espanha (Múrcia).
      2. Divulgação limitada com asterisco: Albânia e Estados Unidos.
  • Resultados
    • Os resultados e dados das pesquisas do Pisa estão disponíveis publicamente?

      Sim. Os resultados internacionais podem ser acessados em: https://www.oecd.org/en/about/programmes/pisa/pisa-publications.html . Outros resultados do Brasil podem ser acessados na página do Pisa no site do Inep: https://www.gov.br/inep/pt-br/areas-de-atuacao/avaliacao-e-exames-educacionais/pisa/resultados

    • O que significam as pontuações dos testes?

      As pontuações do Pisa são representadas em escalas de proficiência específicas desenvolvidas para cada área avaliada, projetadas para mostrar as competências gerais testadas pelo programa. Uma vez que as respostas dos estudantes tenham sido pontuadas, a pontuação geral de cada sistema educacional em Leitura, Matemática e Ciências pode ser localizada na escala apropriada. A pontuação geral em cada área é representada pela média de proficiência (ou proficiência média) obtida com base nas pontuações dos estudantes e dos pesos amostrais representados por cada estudante.

      Teoricamente, não há pontuação mínima ou máxima no Pisa. Os resultados são dimensionados para se ajustarem a distribuições aproximadamente normais, com médias para os países da OCDE em torno de 500 pontos e desvio padrão em torno de 100 pontos. Cerca de dois terços dos estudantes nos países da OCDE pontuam entre 400 e 600. Menos de 2% dos estudantes, em média, nos países da OCDE, atingem pontuações acima de 700 e, no máximo, uma pequena parte de estudantes na amostra de qualquer país atinge pontuações acima de 800.

      Além disso, as escalas de proficiência são divididas em níveis para melhor compreensão do que os estudantes sabem e conseguem fazer. Os níveis representam grupos de itens de cada teste do Pisa, começando no nível 1, com itens que avaliam habilidades mais básicas, e aumentando em dificuldade a cada nível. Mais especificamente, tanto a escala de Leitura quanto a escala de Matemática começam no nível “abaixo do nível 1c”, seguido pelos níveis 1c, 1b e 1a, 2, 3, 4, 5 e 6 (mais alto). Já a escala de Ciência começa pelo nível “abaixo do nível 1b”, seguido pelos níveis 1b, 1a, 2, 3, 4, 5 e 6.

      Nessa mesma escala, são calculados os percentuais de estudantes de cada país que provavelmente se encontram em cada nível. Por exemplo, estudantes que não possuem as habilidades necessárias para responder corretamente os itens mais fáceis do teste de Leitura seriam classificados como abaixo do nível 1c. Por outro lado, estudantes cujas respostas mostram domínio dessas habilidades seriam classificados em um nível superior.

    • Como os países e economias participantes são classificados no Pisa?

      O Pisa classifica os países e economias participantes de acordo com seu desempenho em Leitura, Matemática e Ciências, conforme a pontuação média em cada área. O programa não produz uma pontuação unificada para todas as áreas combinadas, pois cada área avalia um construto diferente. Como em toda medição, as pontuações médias obtidas no Pisa estão sujeitas a incertezas estatísticas, os chamados erros de medida. Por isso, não é possível atribuir uma classificação exata a cada país ou economia com base em sua pontuação média. Isso porque o Pisa testa apenas uma amostra de estudantes de cada país ou economia, e estima, com base em seus resultados, a distribuição do desempenho em toda a população de estudantes de 15 anos. A incerteza estatística associada a essas estimativas significa que só é possível relatar a faixa de posições (classificação superior e classificação inferior) dentro da qual um país ou economia pode ser colocado. Por exemplo, no Pisa 2003, alguns veículos de comunicação classificaram a Finlândia e a Coreia em 1º e 2º lugar, quando, na verdade, só podemos dizer que, entre os países da OCDE, a classificação da Finlândia estava entre 1º e 3º e a da Coreia estava entre 1º e 4º.

    • Como o Pisa mede a mudança no desempenho ao longo do tempo?

      Em cada área, as pontuações do Pisa são reportadas na mesma escala ao longo do tempo. Cada escala foi definida no primeiro ano em que cada área foi o foco principal da avaliação (2000 para Leitura, 2003 para Matemática e 2006 para Ciências).

      Para determinar se o desempenho melhorou, permaneceu estável ou diminuiu, o Pisa usa comparações entre ciclos, por exemplo, entre 2018 e 2022, ou entre 2012 e 2022. As comparações entre ciclos são mais robustas para uma determinada área quando essa área foi o foco dos dois ciclos, o que significa que área teve um número maior de itens. Por exemplo, Ciências foi o foco do Pisa 2015 e do Pisa 2025. Então, nesse caso, uma comparação dos resultados de Ciências entre esses dois ciclos é mais robusta do que comparar os resultados do ciclo de 2025 com o de 2022.

      Para obter mais informações sobre tendências das médias de proficiência e as fontes de incerteza nessas medições, consulte o relatório internacional do Pisa.

    • Como o Pisa verifica se as mudanças ao longo do tempo nas pontuações (em vez de mudanças no desenho ou na análise do teste) refletem mudanças reais no desempenho do estudante?

      As mudanças no desenho do teste são introduzidas apenas gradualmente no Pisa e, sempre que possível, incluem variantes que permitem isolar um subconjunto de estudantes ou de questões de teste que não são afetadas pela mudança (ou são afetadas em diferentes direções). Por exemplo, o teste de Matemática no Pisa 2022 foi adaptativo pela primeira vez, e incluiu um grande número de itens. Ainda assim, foi atribuída uma versão não adaptativa a 25% dos estudantes para que fosse possível estudar o efeito da adaptabilidade no comportamento dos estudantes e em seu desempenho no teste. Os novos itens de matemática foram aplicados juntamente com itens que foram usados em ciclos anteriores (chamados itens comuns ou de tendência), a fim de monitorar a robustez das tendências com as alterações no conteúdo do teste. Para todos os estudantes, os itens incluídos na primeira seção do teste foram determinados aleatoriamente, assim como em anos anteriores, o que significa que as mudanças de desempenho provavelmente não seriam impulsionadas por mudanças no design do teste se já puderem ser observadas ao considerar apenas os primeiros itens vistos por cada estudante. Como de costume, os blocos de teste foram alternados entre os estudantes aleatoriamente, considerando as áreas e a ordem dos blocos, para testar possíveis efeitos de ordem. Por exemplo, para testar se o desempenho em Matemática é menor após um teste de Ciências em comparação com quando o teste de Ciências é aplicado primeiro.

      Os relatórios técnicos incluem várias análises para avaliar se as interpretações feitas com base nas pontuações dos testes continuam válidas e robustas com as mudanças metodológicas implementadas no Pisa.

    • Quais medidas são tomadas para garantir que os testes do Pisa e seus resultados sejam robustos?

      A confiança na robustez do Pisa baseia-se no rigor que é aplicado a todos os aspetos técnicos do desenho, da implementação e da análise da pesquisa, e não apenas na natureza do modelo estatístico, que se desenvolveu ao longo do tempo e continuará a ser feito. Especificamente em relação ao desenvolvimento de testes, a robustez da avaliação reside no rigor dos procedimentos utilizados no desenvolvimento dos itens, em pré-testes, análise, revisão e seleção.

      A tarefa dos especialistas que desenvolvem a avaliação é garantir que todos esses aspectos sejam levados em consideração e usar seu julgamento especializado para selecionar um conjunto de itens de teste de modo que haja um equilíbrio suficiente em todos esses aspectos. No Pisa, isso é feito por especialistas em avaliação que trabalham com grupos consultivos compostos por especialistas internacionais. Os países e economias participantes também desempenham um papel fundamental neste processo de seleção de itens.

      Os detalhes dos processos de design e desenvolvimento dos testes estão disponíveis nos relatórios técnicos no site do Pisa.

    • Como o Pisa garante a comparabilidade dos itens entre países e idiomas?

      O valor das comparações entre países está no centro de pesquisas internacionais de grande escala, como o Pisa, que segue vários padrões e procedimentos que visam garantir comparações justas e válidas dos resultados entre os países. Isso inclui a implementação consistente e o uso de amostras representativas em cada país e economia participante. Muito esforço também é feito para garantir que os itens usados no Pisa mantenham suas propriedades de medição em cada uma das muitas versões em diferentes idiomas. As etapas para garantir que as medidas resultantes sejam equivalentes incluem:

      • Revisões qualitativas de todos os itens de teste e do questionário, em diferentes estágios de seu desenvolvimento, por especialistas nacionais e internacionais nos respectivos domínios. As classificações e comentários apresentados por especialistas nacionais determinam a revisão de itens e guias de codificação para o estudo principal e orientam a seleção final dos itens.
      • Procedimentos prescritos para tradução e adaptação, que incluem a preparação de duas versões-fonte (inglês e francês), de diretrizes detalhadas para tradução e adaptação, a exigência de um desenho de tradução dupla (duas traduções independentes são reconciliadas por uma terceira pessoa) e um controle de qualidade final da tradução resultante (“verificação”), realizado pelo consórcio internacional Pisa. Os países que têm os mesmos idiomas são incentivados a desenvolver uma versão comum que seja adaptada aos contextos nacionais.
      • Para escalas de teste e questionário baseadas em vários itens, análise sistemática da equivalência de medição por meio de indicadores estatísticos de consistência da escala e ajuste do modelo. A comparabilidade dos valores da escala é confirmada por um grande número de itens cujos parâmetros do modelo podem ser restritos aos mesmos valores e que, portanto, podem servir como “âncoras” na escala de relatório.  
    • Os estudantes conseguem trapacear no Pisa?

      O Pisa é o principal programa de avaliação educacional internacional, de alta qualidade e alto impacto do mundo, por isso é de vital importância que seus dados sejam precisos e autênticos. Portanto, a OCDE aplica condições estritas em todos os níveis para garantir que os dados dos estudantes reflitam com precisão a capacidade e o desempenho deles e não envolvam nenhuma forma de trapaça. Essa garantia começa com o Acordo de Participação entre a OCDE e cada país. O artigo 4 do acordo exige que os países cumpram as normas técnicas abrangentes para o programa, incluindo a gestão segura dos materiais de teste e a aplicação segura da avaliação. Esses requisitos são então reforçados através do Manual de Operações do Pisa, do Manual de Coordenadores Escolares e do Manual de Aplicadores de Testes. Os manuais têm instruções explícitas para o recebimento, manuseio e armazenamento seguros de todos os materiais relacionados ao teste e para uma aplicação segura. Ninguém além da equipe aprovada do projeto tem acesso aos dados seguros do Pisa, e acordos de confidencialidade formal e material são postos em vigor para toda a equipe aprovada do projeto.

      A adesão aos padrões é monitorada ao longo de todas as fases de implementação do projeto, e todos os desvios (por exemplo, desvios do protocolo acordado de aplicação de teste), tanto menores quanto maiores, são registrados para revisão posterior. Depois que os estudantes fazem a avaliação, cada conjunto de dados nacional é revisado e quaisquer inconsistências sinalizadas para análise posterior. Tais inconsistências incluem, por exemplo, diferenças entre um país e outro em como os itens funcionaram, e diferenças em um país entre o pré-teste e o estudo principal. A adjudicação de dados é o processo de controle de qualidade por meio do qual cada conjunto de dados nacional e relatório de monitoramento de qualidade são revisados, e por meio do qual se forma um julgamento sobre a adequação dos dados para as principais metas de relatório.

      Os dados das regiões adjudicadas também são revisados, embora nem todas as jurisdições subnacionais optem por se submeter ao processo de adjudicação de dados.

    • Por que nem toda a República Popular da China participa do Pisa?

      Nos últimos ciclos, o ministério nacional tem pilotado o Pisa em várias províncias/municípios, em preparação para uma participação mais completa em toda a China. Xangai participa desde o Pisa 2009. No Pisa 2015, participaram os municípios de Pequim e Xangai e as províncias de Jiangsu e Guangdong. No Pisa 2018, participaram os municípios de Pequim e Xangai e as províncias de Jiangsu e Zhejiang.

    • Como as lições do Pisa ajudaram países e economias a melhorar seus sistemas educacionais?

      Em uma pesquisa da OCDE de 2012 com países e economias participantes do Pisa, a maioria dos entrevistados relatou que as políticas de países de alto desempenho ou de sistemas em melhoria influenciaram seus processos de formulação de políticas. O mesmo número de países e economias também indicou que o Pisa influenciou o desenvolvimento de novos elementos de uma estratégia de avaliação nacional ou federal. Em relação à definição e aos padrões curriculares, muitos países e economias citaram a influência das estruturas do programa: nas comparações dos currículos nacionais com as estruturas e avaliações do Pisa; na formação de padrões comuns em nível nacional; no impacto em suas estruturas de leitura; na incorporação de competências semelhantes às da pesquisa em seus currículos; e no estabelecimento de padrões nacionais de proficiência.

    • Como os resultados do Pisa apoiam a melhoria do sistema educacional?

      A OCDE se esforça para identificar quais políticas e práticas são eficazes em países e economias que estão registrando alto desempenho ou mostram evidências de melhoria significativa ao longo do tempo no Pisa. Em seguida, relata essas descobertas e dá suporte aos países e economias que desejam investigar e explorar até que ponto se beneficiariam de programas semelhantes. A OCDE está ciente das diferentes circunstâncias em diferentes países e economias (com 91 participantes na edição de 2025). Não existe um modelo de educação único que sirva para todos países e economias. Não é possível nem adequado copiar o sistema educacional de um país em outro país ou economia.

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