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Aliança Global liderada por Brasil e Espanha defende nova etapa no combate à fome e à pobreza
A Aliança Global contra a Fome e a Pobreza reuniu nesta quarta-feira (23.09), em Nova York, governos, organismos internacionais e instituições financeiras para discutir como acelerar o combate à fome e à pobreza nos quatro anos restantes para o cumprimento da Agenda 2030.
Promovido por Brasil e Espanha, copresidentes da Aliança Global, o encontro ocorreu durante a Semana de Alto Nível da 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas e contou com representantes do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) e Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), além de ministros e outras autoridades.
No encontro, o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, defendeu que o foco internacional passe cada vez mais dos compromissos para a implementação de políticas em grande escala.
Criada sob a presidência brasileira do G20, a Aliança Global busca conectar as prioridades definidas pelos próprios países a políticas comprovadas, assistência técnica e fontes de financiamento. Iniciativas já avançam em países como Haiti, Etiópia e Quênia, enquanto outros países trabalham na preparação de seus planos e parcerias.
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, destacou que conflitos, mudanças climáticas, preços elevados dos alimentos e a pressão sobre os recursos destinados à cooperação tornam ainda mais necessária a articulação internacional.
Pela Espanha, que divide com o Brasil a copresidência da iniciativa, a secretária de Estado para Cooperação Internacional, Eva Granados, ressaltou o papel da Aliança na mobilização internacional.
Financiamento e implementação
Wellington Dias também abordou o financiamento das ações da Aliança. O ministro falou sobre um modelo de financiamento colaborativo que possa aproximar bancos multilaterais e regionais, fundos, doadores e instituições filantrópicas dos planos nacionais de combate à fome e à pobreza.
Dias também tratou de mecanismos internacionais para reduzir o custo do crédito a pequenos empreendedores, agricultores familiares e cooperativas. No encontro, citou o Acredita no Primeiro Passo, programa brasileiro de inclusão socioeconômica e acesso ao crédito.
A discussão foi levada ao Banco Mundial e ao Fundo Monetário Internacional. Para Wellington Dias, os próximos quatro anos precisam ser dedicados principalmente à execução e à ampliação das políticas disponíveis.
Assessoria de Comunicação - MDS