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Cerimônia marca retomada do Comitê Gestor da Rede Intersetorial de Reabilitação Integral
Na manhã desta quinta-feira (30), foi realizada a cerimônia de retomada do Comitê Gestor da Rede Intersetorial de Reabilitação Integral. Criado em 2016, na gestão da ex-presidente Dilma Rousseff, o comitê passou por um período de inatividade. Em busca de medidas que consolidem a inclusão das pessoas com deficiência, foi reestruturado e efetivado como mais uma ação do Governo Federal para combater a desigualdade de oportunidades. A ação conjunta entre diversos órgãos do poder público, da iniciativa privada e da sociedade civil visa reabilitar e reinserir as pessoas com deficiência.
O evento ocorreu no auditório do INSS, em Brasília (DF), e contou com a presença do presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, do coordenador de Serviços Previdenciários e Assistências do INSS, Jorge Og Vasconcelos, do coordenador-geral da Saúde do Trabalhador do Ministério da Saúde, Luiz Leão, da chefe da Perícia Médica Federal do Ministério da Previdência Social, Márcia Regiane, da secretária nacional do Direito da Pessoa com Deficiência do Ministério da Cidadania, Anna Paula Feminella, da coordenadora nacional de Promoção da Igualdade de Oportunidades e Eliminação da Discriminação no Trabalho do Ministério Público do Trabalho, Danielle Correa e da chefe de Gabinete da Defensoria Pública Federal, Larissa Arantes Rodrigues, além de servidores e outras autoridades.
A secretária nacional do Direito da Pessoa com Deficiência, do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania, Anna Paula Feminella, que com 31 anos sofreu uma lesão medular e se tornou cadeirante, entende que é preciso prover e resgatar a dignidade das pessoas com deficiência que são reabilitadas. “É preciso considerar que as pessoas com deficiência são capazes de trabalhar e estar na sociedade como qualquer outra, requerendo os recursos de acessibilidade como ferramentas para que ocorra o desenvolvimento profissional. Não queremos ficar apenas no primeiro emprego ou subempregos”, afirmou. Ela contou ainda que a reabilitação trouxe a possibilidade de voltar ao trabalho. Para ela, a sociedade estigmatiza o deficiente como uma pessoa incapaz ou inválido, e isso afeta a dignidade do indivíduo.
Para o coordenador-geral de Serviços Previdenciários e Assistenciais do INSS, Jorge Og Vasconcelos, esse momento é fundamental para a construção da reabilitação social. “Temos a certeza de que tudo que estava ao nosso alcance foi feito. Quando você faz o processo de retirar a pessoa da condição de beneficiário para se tornar contribuinte, possibilitando ressignificar sua vida e seu papel na sociedade, você faz o processo revolucionário”.
“O Brasil é um país em construção. Enquanto tivermos pessoas na rua, pessoas com deficiência não atendidas, pessoas que não têm acesso a comida ou ao básico, estaremos em construção”, afirmou o presidente do INSS. Ele também destacou que foram criadas salas multissensoriais para crianças autistas em agências do INSS espalhadas pelo país. “O desafio depende do nosso trabalho”.
Rafael Carvalho/Ascom