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PRODES
Políticas ambientais fortalecem a competitividade do agronegócio brasileiro no mercado internacional
O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, participou, nesta sexta-feira (16/10), da coletiva de apresentação dos dados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), que apontaram redução do desmatamento nos biomas Amazônia e Cerrado.
Os dados divulgados pelo Governo Federal, com base no monitoramento realizado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), mostram que, na Amazônia, o desmatamento foi de 3.335 km² entre agosto de 2025 e julho de 2026, uma redução de 41,8% em relação ao período anterior, quando foram registrados 5.731 km². É a menor taxa da série histórica, iniciada em 1988.
No Cerrado, o desmatamento foi de 5.516,69 km², redução de 23,8% em relação aos 7.235,27 km² registrados no período anterior. O resultado representa o menor valor da série histórica do bioma, iniciada em 2001.
Confira as informações na íntegra aqui.
Durante a coletiva, o ministro André de Paula destacou a importância da sustentabilidade e da adoção de boas práticas agropecuárias para fortalecer a competitividade dos produtos brasileiros e ampliar o acesso a mercados internacionais cada vez mais exigentes.
O ministro também ressaltou as exigências ambientais estabelecidas pela União Europeia, que reforçam a necessidade de rastreabilidade e comprovação da origem dos produtos agropecuários brasileiros.
“Eu diria que o que nós estamos fazendo hoje aqui é quase que um passaporte que nós estamos entregando aos produtos brasileiros. Sem esses números, sem esses dados, sem o sucesso dessa política, os nossos produtos enfrentariam muitas dificuldades para ser comercializados no mundo”, destacou.
Ainda, André de Paula comentou sobre a expansão do comércio internacional do agronegócio brasileiro, que alcançou a marca de 700 novos mercados abertos desde 2023. “Essa semana, anunciamos a abertura do mercado de número 700 para os nossos produtos no mundo inteiro”, ressaltando a importância das políticas ambientais para a manutenção e ampliação do acesso dos produtos brasileiros aos mercados internacionais.
INCENTIVOS À CONSERVAÇÃO E À PRODUÇÃO SUSTENTÁVEL
A estratégia econômica de combate ao desmatamento combina incentivos à conservação da vegetação nativa, financiamento de atividades sustentáveis e condicionantes ambientais para o acesso ao crédito rural.
No Plano Safra 2026/2027, foram incluídos incentivos ambientais nas operações de custeio. Produtores com o Cadastro Ambiental Rural (CAR) ativo e regular, em regularização ambiental com adesão ao Programa de Regularização Ambiental (PRA) ou sem passivo ambiental, têm redução de 0,5 ponto percentual na taxa de juros. A adoção de práticas agropecuárias sustentáveis garante redução adicional de 0,5 ponto percentual, até o limite de 1 ponto percentual.
O Bolsa Verde associa apoio financeiro à conservação e ao uso sustentável dos recursos naturais por famílias de baixa renda em áreas abrangidas pelo programa. Desde 2023, atende 86.635 famílias em 139 municípios, com R$ 420 milhões transferidos, e abrange 327 mil km² de floresta na Amazônia. O projeto Floresta+ Amazônia realiza pagamentos por serviços ambientais a agricultores familiares e outros beneficiários elegíveis que conservam vegetação nativa. O projeto tem mais de R$ 500 milhões aprovados para sua implementação, valor que inclui os pagamentos e outras atividades. Em 2026, o Decreto nº 13.018 regulamentou a Política Nacional de Pagamento por Serviços Ambientais.
O Fundo Amazônia financia prevenção e controle do desmatamento, gestão territorial e atividades produtivas sustentáveis. Em outubro de 2026, somava 160 projetos aprovados e R$ 7,8 bilhões comprometidos, em valores corrigidos pelo IPCA, com projetos em 75% dos municípios da Amazônia Legal. Desde 2023, o fundo destinou mais de R$ 550 milhões aos corpos de bombeiros da Amazônia Legal, do Cerrado e do Pantanal, e o Arco da Restauração conta com R$ 450 milhões.
O BNDES, gestor do Fundo Amazônia, aprovou em coordenação com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) R$ 147,6 milhões para o Sistema Integrado para Monitoramento da Vegetação Natural dos Biomas Brasileiros (SIM-Biomas), anunciado nesta sexta-feira. O apoio é não reembolsável, com prazo de 60 meses, execução da Fundação de Ciência, Aplicações e Tecnologia Espaciais (Funcate) e execução técnica do INPE. O projeto vai usar inteligência artificial para integrar o Prodes e o Deter e produzir dados do Prodes ao longo do ano. O Deter passará a cobrir a Caatinga, a Mata Atlântica e o Pampa, e o mapeamento de áreas queimadas, hoje com resolução de 1 quilômetro fora do Cerrado, deverá passar a 30 metros em todos os biomas. O SIM-Biomas prevê ainda indicadores de risco de curto prazo para desmatamento e degradação.
O Fundo Clima teve orçamento reembolsável de R$ 14 bilhões em 2025 e conta com R$ 27 bilhões em 2026, com metas de destinar 25% dos recursos ao Norte e ao Nordeste e 20% à adaptação. O Eco Invest Brasil, iniciativa do Ministério da Fazenda com o MMA, mobilizou R$ 190 bilhões em diferentes estágios para a transformação ecológica, em áreas como bioeconomia, restauração florestal, turismo sustentável, infraestrutura, agropecuária sustentável e inovação tecnológica, com compromisso de desmatamento zero.
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