ProTS
Projeto Bilateral
ProTS – Transparência e Sustentabilidade em Cadeias Produtivas na Amazônia
O projeto ProTS é uma iniciativa de cooperação internacional voltada ao fortalecimento da sustentabilidade, da transparência e da competitividade das cadeias produtivas amazônicas. Implementado por meio da parceria entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e a Cooperação Alemã para o Desenvolvimento Sustentável, por intermédio da Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH, o projeto busca promover modelos produtivos capazes de conciliar crescimento econômico, inclusão social e conservação ambiental.
Integrante da carteira de projetos de cooperação internacional coordenada pelo MAPA, o ProTS atua como uma plataforma de inovação territorial voltada à construção de cadeias produtivas mais transparentes, sustentáveis e resilientes. Sua atuação está concentrada na região Madeira-Mamoré, em Rondônia, abrangendo especialmente os municípios de Porto Velho, Candeias do Jamari e Itapuã do Oeste, território estratégico para a produção agropecuária e para a implementação de soluções voltadas à recuperação ambiental e ao desenvolvimento sustentável da Amazônia.
Com execução entre 2023 e 2027, o projeto concentra esforços principalmente nas cadeias produtivas da pecuária de corte e de leite, reconhecendo seu papel estratégico para a economia regional e seu potencial para promover a recuperação de áreas degradadas, a intensificação sustentável da produção, a redução das emissões de gases de efeito estufa e o fortalecimento da conformidade socioambiental das atividades agropecuárias.
Por meio de uma abordagem integrada, o ProTS conecta ações de campo, desenvolvimento tecnológico, assistência técnica, fortalecimento institucional, comunicação comunitária, governança territorial e apoio à formulação de políticas públicas, contribuindo para a construção de modelos produtivos capazes de gerar renda, conservar recursos naturais e ampliar a competitividade da agropecuária amazônica.
Governança Institucional e Políticas Públicas
No Brasil, o ProTS conta com a contrapartida política do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), por meio do Departamento de Recuperação de Áreas Degradadas, de Desenvolvimento Territorial e Florestal Sustentável (DEFLO), da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR). O DEFLO coordena institucionalmente o projeto e assegura seu alinhamento às políticas públicas federais voltadas ao desenvolvimento rural sustentável.
O DEFLO articula as ações do SAFE com outros departamentos do MAPA, como o Departamento de Produção Sustentável (DEPROS) e o Departamento de Desenvolvimento de Cadeias Produtivas (DECAP), além de instituições públicas, setor produtivo e sociedade civil. Essa articulação fortalece a coordenação interinstitucional, amplia a efetividade das ações do projeto e assegura seu alinhamento às prioridades do Governo Federal.
O projeto também apoia a implementação e o aprimoramento de iniciativas como o Plano ABC+, o Plano Amazônia + Sustentável, o Plano Floresta + Sustentável, o Programa Carbono + Verde e o Programa Pecuária + Sustentável, contribuindo com estudos técnicos, diagnósticos socioambientais, protocolos de sustentabilidade, mecanismos de monitoramento e instrumentos de rastreabilidade.
Transparência, Inovação e Sustentabilidade no Território
O ProTS atua diretamente com produtores rurais, organizações locais e instituições parceiras por meio de diagnósticos socioambientais, análises territoriais, assistência técnica e estudos voltados à adoção de sistemas produtivos mais sustentáveis e eficientes.
Como estratégia de difusão tecnológica, o projeto implantou Unidades Demonstrativas (UDs) e estruturou Unidades de Referência Tecnológica (URTs), destinadas à validação e disseminação de soluções para recuperação ambiental, aumento da produtividade e sustentabilidade da pecuária amazônica.
Rastreabilidade, Viabilidade Econômica e Mercados Livres de Desmatamento
A rastreabilidade é um dos eixos centrais do ProTS para ampliar a competitividade da agropecuária amazônica. O projeto desenvolve estudos, análises geoespaciais, protocolos de certificação, mecanismos de conformidade e ciclos de capacitação voltados à transparência das cadeias produtivas e à conformidade socioambiental.
Além disso, elabora estudos de viabilidade econômica que avaliam os custos, benefícios e a rentabilidade da adoção de práticas produtivas sustentáveis. Esses estudos fornecem evidências técnicas que subsidiam a tomada de decisão de produtores rurais e formuladores de políticas públicas, demonstrando o potencial econômico de modelos produtivos alinhados à conservação ambiental.
Inclusão Social
O ProTS incorpora a inclusão social como eixo transversal de atuação, promovendo ações voltadas à participação de mulheres e jovens nas cadeias produtivas. Entre as iniciativas destacam-se diagnósticos sobre a participação de mulheres na pecuária, capacitações para lideranças locais, sensibilizações sobre sucessão rural e programas de formação de jovens comunicadores
Comunicação e Gestão do Conhecimento
A comunicação apoia a disseminação de conhecimentos sobre sustentabilidade e rastreabilidade por meio de produtos técnicos e educativos, como o podcast Diálogos em Cadeias Sustentáveis, a websérie Top Sustainable Livestock, campanhas de sensibilização, materiais técnicos e conteúdos digitais voltados ao fortalecimento das redes de colaboração na Amazônia.
Resultados e Impactos
Entre os principais resultados destacam-se o manejo de cerca de 25 mil hectares sob práticas agropecuárias sustentáveis, o apoio a centenas de produtores rurais, a implantação de Unidades Demonstrativas (UDs) e Unidades de Referência Tecnológica (URTs), o desenvolvimento de protocolos de sustentabilidade e rastreabilidade e o fortalecimento da governança territorial. Essas ações contribuem para a recuperação de áreas degradadas, a redução das emissões de gases de efeito estufa e o aumento da competitividade da agropecuária amazônica em mercados que valorizam produtos livres de desmatamento.
Legado e Perspectivas
O ProTS fortalece a transição para modelos produtivos mais eficientes, inclusivos e ambientalmente responsáveis ao integrar políticas públicas, pesquisa, assistência técnica, inovação, comunicação e participação social. Dessa forma, contribui para consolidar cadeias produtivas amazônicas mais transparentes, resilientes e competitivas, alinhadas aos desafios da conservação da biodiversidade, das mudanças climáticas e da economia de baixo carbono.