Crédito Rural

O Crédito Rural abrange recursos destinados a custeios e investimentos. Acesse e saiba mais.

Não obstante o surgimento da pandemia do Coronavírus, as contratações de crédito rural continuaram aumentando até o final da safra 2019/20, quando registraram um crescimento de 11% em relação à safra anterior, atingindo R$ 191.83 bilhões. Esse montante, somado aos recursos oriundos da emissão de Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs), referentes às aquisições de Cédulas de Produto Rural (CPRs) e às operações com agroindústrias, atingiu R$ 225,04 bilhões.

Quanto às finalidades dessas operações de crédito rural, tem-se que os correspondentes valores e taxas de crescimento foram, respectivamente, R$ 107,48 bilhões e 9% no custeio e R$ 50,36 bilhões e 19% no investimento, sendo que os financiamentos para comercialização tiveram redução de 10%, se situando em R$ 23,05 bilhões.

Na distribuição dos financiamentos por região, o Sul se destaca com 34%, secundado pelo Centro-Oeste com 26%, sendo que a participação, por finalidade, nessas regiões foi, respectivamente, de 42% e 18% na comercialização e de 36% e 27% no custeio e industrialização. No investimento, ambas regiões tiveram igual participação de 28%.

Em relação à participação dos agentes financeiros que operam com crédito rural, os bancos públicos e privados tiveram redução de um ponto percentual, se situando, respectivamente, em 54% e 26%, seguidos pelos bancos cooperativos, que ampliaram sua participação, de 17% para 18%. No ranking dessas instituições em termos de valor financiado, o Banco do Brasil manteve a 1ª posição, seguido pelo Sicredi, Bradesco e Bancoob. O Banco do Nordeste ocupou a 7ª posição, seguido pela Caixa Econômica Federal.

As contratações de crédito agrícola foram de R$ 126,25 bilhões e as de crédito pecuário R$ 65,58 bilhões, cujas participações no total dos financiamentos foram, respectivamente, de 66% e 34%.

Nos financiamentos de custeio, a participação do Programa de Apoio ao Médio Produtor (Pronamp) foi de 24% (R$ 25,3 bilhões), a do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) 13% (R$ 13,87 bilhões) e a dos Demais produtores 64% (R$ 68,32 bilhões). Já nos financiamentos de investimento, essas participações foram, respectivamente, de 5% (R$ 2,65 bilhões) para o Pronamp, de 27% (R$ 13,35 bilhões) para o Pronaf e de 68% (R$ 34,35 bilhões) para os Demais produtores.

No ranking dos financiamentos de custeio, por produto, a soja ocupa a primeira posição, seguida de bovinos e do milho, mas em relação aos financiamentos para todas as finalidades, a primeira posição é ocupada por bovinos, seguida da soja, do milho e do café, que respondem por mais de 60% do valor do financiamento de todos os produtos.

As contratações de crédito rural no âmbito do Pronaf tiveram aumento de R$ 5,6 bilhões (24%) na comparação com a safra anterior, com destaque para o Pronaf Mais Alimentos, aumento de R$ 2,5 bilhões (32,7%) e para o Pronaf Custeio, com aumento de R$ 1,8 bilhão (15,4%). Estas duas linhas de crédito representaram 82% do montante financiado na Safra 2019/2020.

As principais fontes dos financiamentos de custeio e seus respectivos valores e participações foram: Recursos Obrigatórios oriundos do Depósitos à Vista, R$ 44,79 bilhões (42%), Poupança Rural – Subvenção Econômica R$ 25,16 bilhões (23%) e os recursos provenientes das LCAs, R$ 17,14 bilhões (16%). Sob este aspecto, merece destaque o fato de os recursos equalizáveis de custeio das fontes Recursos Próprios dos Agentes financeiros e recursos da Poupança Rural, que têm subvenção econômica do Tesouro Nacional, destinados ao Pronaf (R$ 9,15 bilhões) e ao Pronamp (R$ 11,5 bilhões), terem sido superiores ao destinado para os Demais produtores – “grandes produtores” – (R$ 5,8 bilhões), o que reflete a orientação da política agrícola, cujo foco são os pequenos e médio produtores.

A variação no número de contratos e no valor contratado de custeio, na safra 2019/20, relativamente à safra anterior, foram, respectivamente, de 3% e 15% no âmbito do Pronaf e de 12% e 27% no âmbito do Pronamp. Em relação ao Demais produtores, houve redução de 60.446 contratos (-26%) e aumento de 3% no valor contratado, fato este que corrobora a migração de médios produtores que contratavam financiamentos de custeio nas condições dos demais, para as condições do Pronamp, em virtude do aumento de recursos disponíveis, devido à elevação das subexigibilidades do Pronamp, com os recursos obrigatórios.

No que se refere ao total dos financiamentos de investimento, a participação do Pronamp foi de 5,3% (R$ 2,65 bilhões), a do Pronaf 26,5 % (R$ 13,35 bilhões) e a dos Demais produtores 68,2% (R$ 34,35 bilhões). Não obstante a participação do Pronamp tenha sido inferior à dos Demais produtores, cumpre ressalvar que os médios produtores também têm acesso aos financiamentos de investimento, no âmbito dos Programas de investimento administrados pelo Mapa, com recursos do BNDES, ainda que não se disponha de informação quanto à magnitude desses investimentos contratados pelos beneficiários do Pronamp.

 As principais fontes dos financiamentos de investimento e seus respectivos valores e participações foram: BNDES/FINAME Equalizável, R$ 13,7 bilhões (27%), Fundos Constitucionais, R$ 11,3 bilhões (23%) e Poupança Rural – Subvenção Econômica, R$ 8,3 bilhões (17%). Os recursos obrigatórios constituem a principal fonte de recursos nos financiamentos de investimento no âmbito do Pronamp (52%), seguida da Poupança Rural – Subvenção Econômica (32%), que é a principal fonte no âmbito do Pronaf (38%), seguida pelo FNE (22%).

 Os financiamentos realizados, no âmbito dos programas de investimento, administrados pelo Mapa, tiveram forte aumento nos últimos anos e, na safra 2019/20, a demanda por financiamento chegou a ser superior às disponibilidades de recursos para alguns desses programas. Dentre esses, se destacam os considerados prioritários, cujo aumento no valor das contratações foi de 117% no Pronamp, 54% no Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica na Produção Agropecuária (Inovagro), 36% no Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) e 29% no Programa para Redução da Emissão de Gases de Efeito Estufa na Agricultura (Programa ABC).

 As contratações de crédito rural, com recursos da fonte LCA, na safra 2019/20, atingiram R$ 59,94 bilhões, incluindo as operações de crédito rural (R$ 26,74 bilhões), as aquisições de CPRs e as operações com agroindústrias (R$ 33,2 bilhões), realizadas até maio de 2020.

Os recursos desta fonte LCA respondem por cerca de 27% do total das contratações de crédito rural, cuja contribuição para o funding do crédito rural resulta da política de diversificação das fontes de financiamento agropecuário.

O desempenho do crédito rural, especialmente nessas últimas safras, e as medidas de apoio creditício relacionadas decorrem das políticas agrícolas e econômicas, abrangendo o fomento tecnológico, o consequente aumento de produtividade e a liberalização da economia, ao mesmo tempo em que revelam a pujança e resiliência do agronegócio brasileiro, ancorado em suas potencialidades e no empreendedorismo do produtor rural.

29-07-2020

Desempenho do Crédito Rural

NOTA: Os relatórios de crédito rural a partir da Safra 2018/2019 Julho a Abril incluem as contratações da Agricultura Familiar.

 

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