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COP17
Na COP17, Mapa apresenta iniciativas para recuperação de áreas degradadas e financiamento da agricultura sustentável
O secretário de Desenvolvimento Rural, Marcelo Fiadeiro, apresentou iniciativas do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) relacionadas à recuperação de áreas degradadas, segurança alimentar, resiliência climática e mobilização de recursos para a agricultura durante a 17ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação (UNCCD), realizada entre os dias 17 e 28 de agosto, em Ulaanbaatar, capital da Mongólia.
Durante a conferência, o secretário destacou a participação do Brasil nas discussões internacionais sobre sustentabilidade e modernização da agricultura. O país oficializou, durante a COP17, a Meta Voluntária de Neutralidade da Degradação da Terra (LDN) para 2030, que reúne 17 submetas vinculadas a políticas, planos e programas nacionais. Entre as ações previstas estão a recuperação e restauração de mais de 163 mil km² de áreas degradadas.
Nesse contexto, o Mapa desenvolve o Plano ABC+, voltado para adaptação e redução das emissões de carbono na agropecuária, com a meta de alcançar 72,6 milhões de hectares com tecnologias de produção sustentável até 2030.
Outra iniciativa apresentada pelo secretário foi o Caminho Verde Brasil, que prevê a recuperação e a integração sustentável de até 40 milhões de hectares de áreas agropecuárias degradadas ou subutilizadas. A iniciativa foi abordada durante painel sobre agricultura regenerativa para solos saudáveis e a superação do déficit de financiamento.
“Na COP17, tivemos a oportunidade de apresentar a experiência brasileira e defender a convergência prática entre clima, biodiversidade e combate à desertificação. Nossos programas evidenciam essa integração”, afirmou Fiadeiro.
Durante o painel, o secretário também abordou a iniciativa RAIZ (Resilient Agriculture Investment for Net-Zero Land Degradation), programa global liderado no Brasil pelo Mapa em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). A iniciativa busca estruturar projetos e mobilizar investimentos para a recuperação produtiva de áreas degradadas, a partir de diferentes fontes de financiamento, públicas e privadas.
A delegação do Mapa participou ainda de reuniões bilaterais com a FAO, representantes de governos e instituições financeiras para tratar de temas como saúde do solo, convivência com a seca e financiamento de paisagens sustentáveis.
METAS VOLUNTÁRIAS
De acordo com o anúncio feito pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), o Brasil prevê ações de recuperação e restauração em mais de 163 mil km² de áreas degradadas. As medidas incluem recuperação da vegetação nativa, implantação de sistemas agroflorestais e ações em unidades de conservação, territórios indígenas, áreas de preservação permanente e bacias hidrográficas.
Outros 3,51 milhões de km² integram ações de prevenção, conservação e manejo sustentável. A soma das áreas declaradas pelas 17 submetas alcança 3,67 milhões de km².
COP17
A Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação é o principal espaço de decisão da Convenção. O tema da 17ª edição foi “Restaurando a Terra. Restaurando a Esperança”.
As negociações e os diálogos internacionais abordaram, entre outros assuntos, financiamento para restauração de terras e resiliência à seca, manejo sustentável dos solos e da água e recuperação de áreas degradadas.
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