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DEFESA AGROPECUÁRIA
Banco Nacional de Antígenos fortalece status do Brasil como livre de febre aftosa sem vacinação
O Banco Nacional de Antígenos para resposta emergencial à febre aftosa passa a integrar a estratégia brasileira de defesa agropecuária, fortalecendo a capacidade de resposta do país diante de eventuais emergências sanitárias e contribuindo para a manutenção do status do Brasil como livre de febre aftosa sem vacinação.
A estrutura foi oficialmente entregue ao Governo do Brasil nesta sexta-feira (17/07), durante cerimônia realizada na unidade industrial da Biogénesis Bagó, em Garín, na Argentina. Participaram da solenidade o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, o presidente do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), Eduardo Marafon, o CEO Global da Biogénesis Bagó, Esteban Turic, além de representantes das autoridades sanitárias do Brasil e da Argentina.
O reconhecimento internacional do Brasil, em maio de 2025, como livre de febre aftosa sem vacinação elevou o país ao mais alto status sanitário para a doença. A manutenção dessa condição exige vigilância permanente, planejamento e capacidade de resposta rápida diante de eventuais ocorrências sanitárias.
“O Brasil passa a ter uma capacidade de responder de forma célere e eficiente a qualquer eventual emergência sanitária. Esperamos não precisar utilizá-la, mas agora estamos preparados para agir quando necessário”, afirmou o ministro André de Paula. “A história tem um antes e um depois deste lançamento. Este é o resultado do trabalho profissional e eficiente que nos permite dizer que temos a melhor defesa sanitária do planeta”, concluiu.
O Banco Nacional de Antígenos mantém armazenados, em condições de alta segurança, antígenos dos sorotipos de interesse para o Brasil. Caso seja necessário, eles permitem o início da produção emergencial de vacinas em prazo reduzido, fortalecendo a capacidade de resposta do país diante de um eventual foco da doença. A estrutura funciona como uma reserva estratégica para situações excepcionais, contribuindo para reduzir riscos sanitários e minimizar impactos sobre a pecuária e o comércio internacional.
Desenvolvido em parceria entre o Tecpar e a Biogénesis Bagó, o projeto reúne infraestrutura tecnológica, capacidade científica e capacidade industrial para assegurar ao Brasil uma resposta rápida diante de emergências sanitárias, fortalecendo a cooperação entre instituições públicas e privadas em favor da defesa agropecuária.
“O Banco Nacional de Antígenos dá ao Brasil uma capacidade concreta de responder rapidamente a uma emergência sanitária. Antes dependíamos de fornecedores externos; hoje estamos preparados para agir com maior rapidez diante de um eventual foco da doença”, destacou o presidente do Tecpar, Eduardo Marafon.
“A defesa sanitária moderna exige inovação tecnológica e articulação entre os setores público e privado. Este banco de antígenos representa esse modelo de cooperação para fortalecer a segurança sanitária do Brasil”, ressaltou o CEO Global da Biogénesis Bagó, Esteban Turic.
Os bancos de antígenos são considerados uma das principais ferramentas de preparação para países livres de febre aftosa sem vacinação. Diferentemente das vacinas prontas, que possuem prazo de validade limitado, os antígenos podem permanecer armazenados por longos períodos e ser utilizados para iniciar rapidamente a produção de vacinas, caso haja necessidade. Essa estratégia fortalece a capacidade de resposta do país, contribui para preservar o patrimônio sanitário nacional e reforça a confiança internacional na sanidade da pecuária brasileira.
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