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EL NIÑO
Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste se preparam para impactos da estiagem
Uma matriz de ações prioritárias será construída pelos gestores para o enfrentamento da estiagem neste ano (Foto: Márcio Pinheiro/MIDR)
Belém (PA) - A chegada do El Niño acende um alerta para o agravamento da estiagem. Entre os principais impactos do fenômeno no Brasil, estão o aumento das chuvas no Sul e a redução nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Diante do cenário, técnicos da Defesa Civil Nacional participam, nesta semana, de oficinas para preparar municípios e estados para este período.
Os encontros reúnem representantes das defesas civis estaduais, secretarias e órgãos federais para alinhar estratégias, identificar vulnerabilidades e definir ações prioritárias. “O objetivo é fazer um diagnóstico dos principais problemas, dos pontos críticos e das capacidades que cada estado tem e o que pode ser melhorado”, afirmou o coordenador-geral de ações de preparação do Departamento de Preparação e Socorro (DPS) da Defesa Civil Nacional, Rafael Félix.
No fim das oficinas, uma matriz de ações prioritárias será construída para o enfrentamento da estiagem neste ano. Para isso, a cada encontro os participantes consolidam um diagnóstico estadual, identificam capacidades e lacunas institucionais e definem ações, responsáveis, parceiros e indicadores que servirão de base para o acompanhamento das medidas de preparação e resposta.
O que é o El Niño?
O El Niño é um fenômeno climático natural provocado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial. Essa alteração interfere na circulação atmosférica e modifica a distribuição das chuvas em diversas regiões do mundo.
No Brasil, os impactos variam conforme a região. Enquanto o Sul costuma registrar chuvas acima da média, parte das regiões Norte e Nordeste tende a enfrentar redução no volume de chuvas, favorecendo períodos de estiagem e aumentando o risco de incêndios florestais, dificuldades no abastecimento de água, prejuízos à produção rural e redução dos níveis dos rios.
Diferença entre estiagem e seca
A estiagem é caracterizada pela redução temporária das chuvas em relação ao esperado para determinada época do ano. O fenômeno pode durar semanas ou meses e provocar impactos como diminuição da vazão dos rios, dificuldades de abastecimento, prejuízos à agricultura e aumento da ocorrência de queimadas.
Já a seca representa uma condição mais severa e prolongada, decorrente da persistência da escassez de chuvas por um período maior. Em muitos casos, uma estiagem prolongada pode evoluir para um cenário de seca.
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