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INPI, OMPI e LES Brasil discutem valoração de ativos de PI
Tânia Ribeiro, Bruna Lins, Schmuell Cantanhede e Jean-Christophe Troussel.
O INPI participou, no dia 17 de março, do seminário “Transformando Intangíveis em Valor”, realizado pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), em parceria com a LES Brasil – Associação Brasileira dos Executivos de Licenciamento, para discutir com especialistas o uso estratégico dos ativos intangíveis na inovação e nos negócios.
Na abertura do evento, a diretora executiva do INPI, Tania Ribeiro, destacou que esses ativos já ocupam posição estratégica no debate global e estão no radar do Instituto. Ressaltou que cerca de 8,5% do Produto Interno Bruto (PIB) estão relacionados a investimentos em intangíveis, o que reforça a necessidade de avançar na sua valorização e monetização, especialmente no campo da propriedade intelectual.
Tânia Ribeiro informou que o INPI lançará ainda neste ano programas-piloto para desenvolver metodologia e ferramenta de valoração de marcas, patentes, desenhos industriais e indicações geográficas, a serem disponibilizadas ao público. Para ela, iniciativas como essa contribuem para ampliar o reconhecimento dos ativos intangíveis, fortalecer sua presença nas políticas públicas e impulsionar o desenvolvimento econômico do país.
Também participaram da abertura do seminário o diretor do escritório da OMPI no Brasil, Schmuell Cantanhede; a presidente da LES Brasil, Bruna Lins; e o presidente da Licensing Executives Society International (LESI), Jean-Christophe Troussel.
Dados que geram decisão
No painel que tratou do tema “Dados que Geram Decisão: o potencial do dashboard de contratos do INPI”, o coordenador-geral de Contratos de Tecnologia do INPI, Bernardo Bemvindo, apresentou a ferramenta desenvolvida com uso de inteligência artificial, que facilita o acesso a dados de contratos de transferência de tecnologia. Segundo ele, a solução foi criada para ampliar o uso econômico da propriedade industrial.
Com o dashboard, é possível analisar diversos aspectos, como o setor econômico da negociação, a localização das partes cedentes e cessionárias, o tipo de negociação, o volume de decisões emitidas, a composição da remuneração dos contratos e o valor médio dessas remunerações, entre outros indicadores.
Bemvindo ressaltou que, embora a concessão de direitos seja a principal função do Instituto, há um esforço para avançar além dessa etapa. O foco é transformar a propriedade industrial em ativo econômico efetivo, ampliando seu uso em decisões estratégicas e contribuindo de forma concreta para o desenvolvimento econômico e social do país.