A produção de couro de peixe em Pontal do Paraná começou em 2007, a partir de uma iniciativa do programa Universidade Sem Fronteiras, da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (SETI/PR). O objetivo era transformar resíduos da pesca artesanal, como peles de robalo, linguado e tilápia, em matéria-prima sustentável e fonte de renda para a população local.
Em 2010, foi inaugurado o Curtume Artesanal do Couro do Peixe, instalado na sede do Provopar em Pontal do Paraná. O espaço foi criado por meio de parceria entre a prefeitura, a Universidade Estadual do Paraná (UNESPAR) e o Governo do Estado. Segundo a documentação apresentada ao INPI, a iniciativa ajudou a estruturar e profissionalizar a atividade na região.
Ao longo dos anos, o projeto passou de iniciativa acadêmica para prática comunitária consolidada, com foco no protagonismo feminino e na sustentabilidade. O processo utiliza técnicas de curtimento com taninos vegetais, sem metais pesados.
As artesãs, organizadas inicialmente na Associação Flores da Água e depois na Associação Couro de Peixe de Pontal do Paraná, ampliaram a presença dos produtos em feiras nacionais, como o Salão do Artesanato - Raízes Brasileiras, em Brasília, e a Feira Nacional de Negócios do Artesanato (Feneart), em Olinda. Em 2023, houve também exportação de produtos para o Canadá.
O reconhecimento da atividade também avançou no campo institucional. A Lei Municipal nº 2.689/2025 declarou Pontal do Paraná como Centro de Produção de Couro de Peixe. Já o Projeto de Lei Estadual nº 176/2026 propõe reconhecer a atividade como Patrimônio Cultural e Imaterial do Paraná.
Segundo a documentação analisada pelo INPI, o couro de peixe de Pontal do Paraná conquistou visibilidade nacional e internacional ao participar de eventos, feiras e festivais ligados ao artesanato, à gastronomia e à cultura caiçara.