O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foi instituído em 1998 com o objetivo de avaliar o desempenho escolar dos estudantes ao término da educação básica. Em 2009, o exame passou a ser utilizado também como forma de acesso à educação superior.
As notas do Enem podem ser utilizadas para acesso ao Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e ao Programa Universidade para Todos (ProUni). Os resultados também são aceitos por instituições de educação superior portuguesas que possuem acordo de cooperação com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Além disso, os participantes podem utilizar a nota para participar de processos relacionados ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), conforme as regras vigentes. Os resultados do exame também subsidiam a produção de estudos e indicadores educacionais.
Podem participar do Enem pessoas que já concluíram ou que estejam concluindo o ensino médio. Quem ainda não concluiu essa etapa pode realizar o exame na condição de "treineiro", hipótese em que os resultados são destinados exclusivamente à autoavaliação de conhecimentos.
A aplicação do Enem é realizada em dois dias. O exame prevê atendimento especializado, tratamento pelo nome social e recursos de acessibilidade para os participantes que atendam aos critérios estabelecidos em edital. Há, ainda, aplicação destinada às pessoas privadas de liberdade e aos jovens sob medida socioeducativa que inclua privação de liberdade.
As provas abrangem quatro áreas do conhecimento: linguagens, códigos e suas tecnologias; ciências humanas e suas tecnologias; ciências da natureza e suas tecnologias; e matemática e suas tecnologias, totalizando 180 questões objetivas. O exame inclui, ainda, uma redação, composta pela produção de um texto dissertativo-argumentativo a partir de uma situação-problema.