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ACELERA AMAPÁ
Quem Acelera o Amapá: formação aproxima estudantes de agronomia da agricultura familiar
Formação prática leva estudantes do IFAP ao campo em municípios do Amapá (Foto: Acervo pessoal)
Porto Grande (AP) — Alunos do Bacharelado em Engenharia Agronômica do Campus de Porto Grande do Instituto Federal do Amapá (IFAP) têm a oportunidade de articular o saber-fazer acadêmico com o compromisso social por meio do projeto Cooperação, Produtividade e Sustentabilidade, vinculado ao Programa Acelera Amapá. Entre as iniciativas disponíveis está a Ação de Biofertilizantes, que conecta estudantes a cooperativas e associações agrícolas regionais, estabelecendo uma formação prática a partir do acompanhamento de resultados com o uso de bioinsumos em diferentes culturas.
A estudante Mikeliny dos Santos, 19, está no segundo ano da graduação e foi selecionada para participar da pesquisa junto com outros sete colegas. Eles deverão acompanhar o desenvolvimento das atividades agrícolas de 13 cooperativas, distribuídas em sete municípios, capacitadas neste mês de abril para aplicar o fertilizante foliar organomineral chamado Logos. “Somos divididos em duplas e cada uma ficará responsável por determinada cooperativa, ou associação. Nós vamos presencialmente acompanhar os produtores e analisar os resultados, se melhorou ou não (a produtividade), e o que podemos mudar”, explica.Na visão de Mikeliny, a parte mais interessante em participar do projeto de extensão é entrar em contato com possíveis futuros clientes. “Como estudantes, encontramos essa dificuldade de diálogo, ir além da parte técnica. O nosso objetivo é ter essa experiência diretamente com os produtores para que no futuro, assim que terminarmos a faculdade, a gente saiba lidar com esse público”, pontua. Além dos conhecimentos práticos e do espaço de networking acadêmico, a estudante compreende a dimensão social da iniciativa que busca aumentar o trabalho cooperado, a produtividade agrícola e, acima de tudo, valorizar a agricultura familiar.
Nascida em uma família de agricultores no Assentamento do Munguba, Mikeliny cresceu em contato com a produção de açaí e da farinha de mandioca. Incentivada pelo pai, a jovem buscou uma formação na área de agronomia e se mudou para a cidade de Porto Grande, onde está localizado o campus rural do IFAP. Participando da pesquisa aplicada, a estudante ganhou uma bolsa de estudos que ajuda a custear o novo domicílio. “Essa pesquisa vai me ajudar de várias formas, desde a minha comunicação até a sair mais do ambiente da faculdade e ir para o campo, trabalhar diretamente com as pessoas. São experiências que vão mudar minha trajetória no curso”, celebra.
Formação profissional
A Ação de Biofertilizantes é uma das iniciativas de formação profissional promovidas pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) em parceria com o IFAP, como parte do Programa Acelera Amapá. O programa reúne projetos voltados à comunicação pública institucional, formação técnica, cursos de idiomas e empreendedorismo sustentável em áreas de fronteira, com participação de servidores e estudantes. Nesta primeira etapa, mais de 600 alunos estão sendo capacitados. As formações do Acelera Amapá combinam qualificação profissional, acesso ao crédito, inovação e desenvolvimento sustentável.
As aulas começaram oficialmente em 28 de março, com um evento inaugural no campus Macapá que reuniu cerca de 300 estudantes e contou com a presença do ministro Waldez Góes. “Estamos investindo em formação e qualificação profissional para preparar a população do Amapá para as oportunidades que surgirão com o desenvolvimento econômico do estado, especialmente na cadeia de óleo e gás. Essa é apenas a primeira de uma série de ações voltadas ao fortalecimento da região”, destacou o ministro.
Acelera Amapá
Além dos cursos ofertados pelo IFAP, o programa Acelera Amapá fortalece as Rotas de Integração Nacional presentes no estado — moda, mel, açaí, pescado e bioeconomia — e amplia o acesso ao crédito por meio do microcrédito “Pertinho da Gente”. A proposta é preparar a população para um novo ciclo econômico no Amapá, conectando educação, produção local e oportunidades concretas de geração de renda.
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