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SEGURANÇA HÍDRICA
MIDR e Governo do Rio Grande do Norte alinham andamento de obras no estado
Natal (RN) – O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) acompanhou, nesta terça-feira (11), o andamento de obras de segurança hídrica no Rio Grande do Norte. O secretário Nacional de Segurança Hídrica do MIDR, Giuseppe Vieira, se reuniu com a governadora do estado, Fátima Bezerra, para tratar do Projeto Seridó, da Adutora do Agreste Potiguar e do Ramal do Apodi. As três iniciativas integram um conjunto de ações voltadas à ampliação e à segurança do abastecimento hídrico no estado e estão incluídas no Novo PAC. A agenda contou também com a participação de representantes da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) e da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh).
Conclusão do Projeto Seridó
Durante a reunião, Giuseppe Vieira destacou a previsão de conclusão do Projeto Seridó até dezembro de 2026. A obra atende uma região com histórico de déficit hídrico e está integrada a outras estruturas que ampliam a disponibilidade de água no estado, como a Barragem de Oiticica, que recebe águas do Projeto de Transposição do Rio São Francisco (PISF) por meio do Eixo Norte.
“O Seridó é uma região que enfrenta um grande déficit de segurança hídrica, e os investimentos do Projeto Seridó estão integrados a outras iniciativas já realizadas na região, como a Barragem de Oiticica, que recebe águas do Rio São Francisco por meio do Eixo Norte do PISF. A previsão apresentada aqui é de que o Projeto seja concluído até dezembro deste ano”, explicou o secretário.
Executadas pela Codevasf, vinculada ao MIDR, as obras têm por objetivo garantir segurança hídrica ao Seridó com a implantação de sistemas adutores para captação em reservatórios já existentes no sul da região, atendendo a pequenas demandas, e para retirada e transferências de água armazenada nas barragens de Oiticica e Armando Ribeiro Gonçalves. O empreendimento é composto por seis sistemas adutores divididos em dois eixos (Norte e Sul), cada um separado em cinco etapas construtivas.
Adutora do Agreste Potiguar
Outro ponto tratado foi a execução da Adutora do Agreste Potiguar. Com cerca de 170 quilômetros de extensão, o sistema está em obras e prevê a implantação de uma rede de adutoras para ampliar a oferta de água na região do Agreste do estado. Segundo a Codevasf, o assentamento da tubulação no trecho 5, entre Nova Cruz e a região de Passa e Fica, já teve início. Em seguida, será iniciada a mobilização para o trecho 1, correspondente à estrutura de captação de água no rio.
A governadora Fátima Bezerra ressaltou a importância da obra para ampliar a segurança hídrica da região e destacou o avanço da implantação da rede de tubulações. “A Adutora, graças a Deus, já está em andamento. São 170 quilômetros de extensão da rede de adutoras para beneficiar toda essa região do Agreste. Já temos obras em andamento, com quilômetros de tubulação sendo assentados. A próxima etapa é trabalhar justamente na área da captação, para garantir que toda essa rede de tubulação, que já vai sendo assentada, em breve já comece a receber água”, afirmou.
De acordo com o diretor de Desenvolvimento e Infraestrutura da Codevasf, Márcio Adalberto, a companhia monitora a execução dos trechos da obra e trabalha para avançar nas próximas etapas. “Com relação à Adutora do Agreste Potiguar, mostramos que já temos o início do assentamento de tubulação no trecho 5, que vai de Nova Cruz a Passa e Fica e, além disso, anunciamos que, nos próximos dias, devemos começar o trecho 1, que é o trecho de captação da obra”, explicou.
Ramal do Apodi
A reunião também abordou o andamento do Ramal do Apodi, estrutura que integra o Projeto de Transposição do Rio São Francisco e tem como objetivo levar as águas do Velho Chico à região Oeste do Rio Grande do Norte. Segundo Giuseppe Vieira, o empreendimento está em fase de testes de carga. As águas do São Francisco já chegaram aos reservatórios de Angicos e Flechas, seguindo o percurso em direção ao reservatório de Pau dos Ferros, destino final do sistema no estado.
“A expectativa é de estar liberando um volume de 15 milhões de metros cúbicos a título de teste para poder garantir também a segurança hídrica para toda essa região. Então, em tempos de alterações climáticas, com tendência de um forte El Niño, os investimentos de segurança hídrica vão garantir a estabilidade para toda a população dessa região, que vai ter água à disposição para o abastecimento”, destacou o secretário.
A chegada das águas do Projeto de Integração do Rio São Francisco ao Rio Grande do Norte amplia a integração entre diferentes estruturas hídricas e contribui para aumentar a capacidade de armazenamento e distribuição de água no estado.
Segurança hídrica no Rio Grande do Norte
As três iniciativas fazem parte de um conjunto de investimentos em infraestrutura hídrica no Rio Grande do Norte. A articulação entre as obras permite ampliar a oferta de água, reforçar sistemas de abastecimento e reduzir a vulnerabilidade de municípios diante de períodos de estiagem e de eventos climáticos extremos.
Na avaliação da governadora Fátima Bezerra, a execução da Adutora do Agreste Potiguar representa uma demanda histórica da população da região. “Eu quero, como sempre, por dever de justiça, mais uma vez agradecer ao Governo Federal, ao presidente Lula, pela sensibilidade que ele teve de acolher a nossa reivindicação e incluir a Adutora do Agreste no PAC do Governo Federal, o que fez com que esse sonho de décadas de Nova Cruz e daquela região se tornasse realidade”, afirmou.