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DESENVOLVIMENTO REGIONAL
MIDR busca parcerias e investimentos internacionais em fórum da América Latina e Caribe
Participação brasileira em encontro da Cepal, no Chile, mira cooperação e troca de experiências (Foto: Divulgação/MIDR)
Brasília (DF) – A busca por parcerias internacionais e novos investimentos para o desenvolvimento regional brasileiro está no centro da participação do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) no Fórum dos Países da América Latina e do Caribe sobre Desenvolvimento Sustentável 2026, realizado pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), de 13 a 16 de abril, em Santiago. Representando a Secretaria Nacional de Desenvolvimento Regional e Territorial (SDR), o chefe de gabinete, Lucas Miotti, acompanha a programação estratégica na troca de experiências, na prospecção de parcerias e no fortalecimento do posicionamento institucional do ministério no cenário internacional.
O fórum é uma das principais instâncias regionais de monitoramento da Agenda 2030 e dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), reunindo governos, organismos internacionais, sociedade civil e especialistas para debater avanços, desafios e soluções para o desenvolvimento sustentável na América Latina e no Caribe.
Troca de experiências e soluções para os ODS
Um dos destaques da participação do MIDR é a sessão sobre experiências nacionais bem-sucedidas na aceleração da implementação dos ODS. A agenda busca identificar iniciativas que possam ser adaptadas ao contexto brasileiro, além de abrir caminho para que projetos conduzidos pelo ministério sejam apresentados em futuras edições do evento.
Segundo Lucas Miotti, a missão internacional também tem caráter estratégico para ampliar oportunidades ao país. “Nós do MIDR temos buscado cada vez mais atuações em organismos internacionais para que possamos trazer mais benefícios para o Brasil, para as nossas atuações e para os nossos produtores”, afirmou.
Ele destaca que a agenda está estruturada em dois objetivos principais. “Nossa missão se caracteriza hoje em dois objetivos muito claros. O primeiro é continuar as negociações e buscar concretizar o primeiro edital específico para beneficiamento de produtores da área da bioeconomia e da economia circular, com fundos e recursos internacionais. E o segundo é marcar a presença do Ministério nessas altas discussões globais e regionais sobre o desenvolvimento sustentável”, explicou.
Posicionamento institucional e Agenda 2030
Durante o evento, o MIDR reforça seu posicionamento como referência em desenvolvimento regional integrado, articulação federativa e inclusão produtiva territorial. A atuação está alinhada à Agenda 2030, considerando que todas as iniciativas da pasta dialogam com os ODS. “Temos hoje inúmeras ações que convergem com os objetivos do mundo para o a sustentabilidade. Vamos apresentar e mostrar todas as nossas ações e os benefícios que estamos tendo ao longo desse processo”, ressaltou Miotti.
A programação inclui ainda a apresentação do relatório regional sobre os avanços da Agenda 2030, além de mesas temáticas voltadas a temas estratégicos como o ODS 9 (Indústria, Inovação e Infraestrutura) e o ODS 17 (Parcerias para os Objetivos), áreas diretamente relacionadas às políticas do ministério.
Parcerias, editais e impacto nos territórios
Outro eixo central da participação brasileira é a prospecção de parcerias, especialmente no âmbito do ODS 17. A agenda inclui interlocução com bancos multilaterais, agências de cooperação internacional e governos da região, além de instituições como o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), o Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe (CAF) e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
De acordo com o chefe de gabinete, a expectativa é que os resultados do fórum impactem diretamente políticas e programas do ministério. “Hoje a nossa maior marca é o Rotas, voltado aos arranjos produtivos locais, mas também temos iniciativas como o Bioregio, ações para cidades intermediadoras e programas de desenvolvimento em regiões como o Xingu. Todos esses programas podem ser beneficiados direta ou indiretamente por esse tipo de edital”, destacou.
Inserção internacional e resultados esperados
A participação no fórum também abre oportunidades para ampliar a presença do MIDR em redes internacionais, além de identificar possibilidades de projetos conjuntos e participação em novos eventos globais voltados ao desenvolvimento sustentável.
Ao comentar as expectativas com a missão, Miotti foi direto: “Quero voltar e poder dizer que conseguimos avançar, especialmente na construção desse edital com recursos internacionais. Mas também que conseguimos marcar o nome da Secretaria e do Ministério como referência nas discussões sobre arranjos produtivos locais, desenvolvimento regional e desenvolvimento sustentável”.
Ao integrar o debate regional, o MIDR busca fortalecer sua atuação estratégica, incorporar boas práticas internacionais e contribuir para a construção de soluções mais eficientes e inclusivas para os desafios do desenvolvimento regional brasileiro.
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