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DEFESA CIVIL NACIONAL
MIDR atualiza Atlas Digital de Desastres com dados consolidados até 2025
Ferramenta é estratégica para gestores públicos, pois contribui com evidências concretas para a formulação de políticas e a priorização de investimentos (Foto: divulgação/MIDR)
Brasília (DF) - Referência nacional na catalogação de eventos climáticos registrados ao longo dos anos, ampliando a capacidade de resposta e prevenção, o Atlas Digital de Desastres passou por nova atualização. Com isso, o documento contará com dados do período de 1991 a 2025, organizados em gráficos, tabelas e mapas por município.
A atualização anual é feita pela Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec), do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), após a finalização dos processos de tramitação das ocorrências do ano anterior.
A ferramenta reúne, em um único ambiente interativo, dados registrados pelos municípios no Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD). Após o recebimento das informações, a equipe da Defesa Civil Nacional realiza um processo rigoroso de verificação e padronização das ocorrências, que inclui a identificação de erros de preenchimento, a remoção de registros duplicados e a checagem de valores extremos.
“Nosso objetivo é garantir que as informações disponibilizadas no Atlas sejam as mais consistentes e úteis possíveis. O trabalho de análise é minucioso e envolve protocolos específicos para tratar a diversidade dos desastres registrados ao longo dos anos”, afirma o chefe de projetos da Defesa Civil Nacional, Lucas Mikosz. “Além de apoiar pesquisadores e cidadãos, a ferramenta é estratégica para gestores públicos, pois contribui com evidências concretas para a formulação de políticas e a priorização de investimentos”, completa.
De acordo com Lucas, “o Atlas vem se consolidando como uma referência nacional e a versão digital permite atualizações constantes e a ampliação da base de dados com novas fontes e registros revisados, o que fortalece a capacidade de resposta e prevenção aos desastres”.
Histórico e digitalização
O Atlas foi inicialmente desenvolvido por meio de uma cooperação técnica entre o Banco Mundial e a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), por meio do Centro de Estudos e Pesquisas em Engenharia e Defesa Civil (Ceped/UFSC). A manutenção da base de dados ficou sob responsabilidade da UFSC, em parceria com a FAPEU, até o ano de 2021.

- O acesso à plataforma é aberto, gratuito e não requer cadastro ou login (Foto: reprodução)
Consultas interativas
Além de reunir todos os dados históricos em um só lugar, o formato digital permite consultas interativas, com filtros por município, tipo de desastre, período de ocorrência e categoria de impacto. A plataforma também possibilita o acesso integral à base de dados, ampliando seu uso por gestores públicos, pesquisadores, jornalistas e qualquer cidadão interessado. “É uma ferramenta estratégica para a gestão do risco de desastres no país. Ao consolidar uma base única e pública de dados, o Atlas contribui para a prevenção, a mitigação e a resposta mais eficiente a essas situações, com foco na proteção da população”, finalizou Mikosz.
Como acessar o Atlas Digital de Desastres
O acesso à plataforma é aberto, gratuito e não requer cadastro ou login, permitindo que qualquer pessoa possa consultar e explorar os dados disponíveis.
É possível acessar o Atlas Digital de Desastres no endereço atlasdigital.mdr.gov.br e clicar em dashboard para conferir os dados consolidados de desastres no Brasil de 1991 a 2024, ou por meio de uma busca por data, estado, município, tipo de desastres e categoria de impacto.
A visualização oferece mapas interativos, tabelas e gráficos com possibilidade de download, manual explicativo sobre metodologia de análise.
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