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GESTÃO DE RISCOS DE DESASTRES
Brasil participa de articulação para criar Rede Ibero-Americana de Proteção Civil
Reunião na Guatemala avança na criação de rede ibero-americana contra desastres (Foto: Comunicación CF La Antigua)
Brasília (DF) – Para avançar na criação de uma Rede Ibero-Americana de Proteção Civil e Redução do Risco de Desastres, representantes da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec) participaram, nesta quarta-feira (4), de uma reunião com autoridades e especialistas da área na cidade de La Antígua, na Guatemala. Integrantes da Agência Brasileira de Cooperação Técnica (ABC), do Ministério das Relações Exteriores (MRE) também estavam presentes.
Com patrocínio da Secretaria-Geral Ibero-Americana (Segib) e apoio do Banco de Desenvolvimento da América Latina e do Caribe (CAF) e da Fundação para a Internacionalização das Administrações Públicas (FIAPP), a rede vai reforçar a colaboração e a coordenação institucional entre os países, além de facilitar o acesso a fundos de cooperação, otimizando a mobilização de recursos. A criação de uma plataforma ibero-americana permanente, com governança clara, como base para a cooperação regional em proteção e defesa civil também ajudará a fomentar a articulação com outras redes temáticas afins (água e mudança do clima, entre outras).
A assinatura do documento durante o encontro representa, na prática, o compromisso formal do Brasil e de outros 13 países com a criação da rede e com a colaboração política dentro da iniciativa. Como próximos passos, serão criados grupos de trabalho para detalhar o funcionamento da estrutura. Também estão previstas reuniões em Montevidéu, no meio do ano, e em Madri, no final do ano, quando deverá ocorrer o primeiro encontro formal da rede.Representando o secretário Nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff, o diretor do Departamento de Obras de Proteção e Defesa Civil, Paulo Roberto Falcão, falou sobre a reunião. “Tivemos a chance de discutir como será a organização dessa nova rede e eventuais sobreposições sobre outras iniciativas que existem. A tentativa é tentar mitigar riscos de sobreposições e criar convergências e sinergias para que os diversos organismos atuantes na região não venham a sobrepor esforços, mas, sim, trabalhar de forma conjunta dentro dessa temática”, ressaltou.
Histórico de desastres
A América Latina e o Caribe constituem uma das regiões mais expostas e vulneráveis a desastres no mundo. Eventos extremos, como furacões, incêndios florestais, secas e inundações, cuja frequência, intensidade e impacto são agravados pela mudança no clima e urbanização desordenada, se somam a outros, de caráter geodinâmico, como terremotos, erupções vulcânicas e movimentos de massa, gerando impactos socioeconômicos profundos que, por vezes, extrapolam as fronteiras nacionais.
Diante do cenário, a Segib acredita que a região carece de uma plataforma ibero-americana integral, permanente e dotada de arquitetura de governança clara, capaz de exercer coordenação estratégica eficaz entre os países, promover o intercâmbio sistemático de conhecimentos e mobilizar recursos conjuntos perante grandes desastres.
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