Rota do Leite
A estruturação da cadeia produtiva do leite é estratégica sob a perspectiva do desenvolvimento regional, tendo em conta que é um dos setores que mais emprega no país, com grande potencial de crescimento. O setor contempla grande número de pequenos produtores rurais em regiões de baixa renda, que tem a atividade como de subsistência e com baixa profissionalização da produção. Destarte, o aproveitamento pleno do potencial do setor importa em um conjunto integrado de iniciativas estruturantes, públicas e privadas, que justificaram a criação do Projeto Rota do Leite.
Atualmente a Rota do Leite está em seis polos produtivos, sendo dois na região centro-oeste, dois na região sul e dois na região nordeste, total de 122 municípios participantes. Esses polos convergem quanto a importância produtiva e regiões prioritárias da PNDR, com o intuito de promover o desenvolvimento territorial e regional por meio do fortalecimento da atividade leiteira.
Objetivo da Rota do Leite:
O objetivo da rota do leite é criar estratégias para a estruturação do setor produtivo, com o desenvolvimento de tecnologias, melhoria de práticas de manejo, implementação de unidades agroindustriais, diversificação de produtos derivados, capacitação dos produtores rurais, estudos e pesquisas para o desenvolvimento da cadeia produtiva, buscando o desenvolvimento econômico, social e ambiental.
Principais investimentos na cadeia:
Os investimentos e esforços institucionais direcionados à Rota do Leite, concentram-se na estruturação da cadeia produtiva de forma integrada, articulando ações de planejamento, governança, produção e acesso a mercados.
Potencialidades de mercado:
O Brasil está entre os maiores produtores mundiais de leite, com uma produção que ultrapassa 34 bilhões de litros por ano e o consumo vai continuar crescendo. Grande parte da produção vem de pequenas propriedades familiares espalhadas pelo interior do país. Além de ser essencial para a alimentação dos brasileiros, o leite representa um dos setores que mais movimentam a economia rural. São milhares de empregos diretos e indiretos, desde o tratorista da fazenda até o engenheiro de alimentos do laticínio. O leite ainda é base para diversos outros produtos que consumimos no dia a dia, como queijos, manteiga, creme de leite e iogurtes — itens indispensáveis na vida de milhões de pessoas.
Potencialidades de exportação e mercados nacionais e internacionais:
O mercado internacional está com preços mais firmes, com baixo crescimento da produção mundial. A União Europeia, por exemplo, está com produção recuando neste início de 2025. Da mesma forma, a China também tem apresentado produção mais fraca, com importações subindo novamente. Os preços de leite em pó integral, no último leilão GDT, atingiram US$ 4.300 por tonelada. Caso estes preços se mantenham mais altos, espera-se uma maior sustentação nos preços também no mercado brasileiro, já que reduz a competitividade das importações.
Verifica-se uma forte tendência de mercado, que está voltado especialmente para a Ásia, em que o consumo antes era baixo devido à falta de hábito e de renda da população. No entanto, essa região, que abriga 51% da população mundial, está se tornando uma grande compradora de leite. Com o crescimento da renda per capita, o consumo de proteína animal, especialmente o leite, que é o mais barato, está aumentando. Nesse sentido, o indicador de oportunidade pode favorecer essa balança comercial entre
Brasil e Ásia, além dos demais produtos derivados do leite.
O consumo de leite no Brasil é de cerca de 170 litros por habitante ao ano, mas há potencial para aumentar esse número para 270 litros nos próximos anos. A indústria láctea tem respondido a essa demanda com novas soluções, como o whey, que é o soro do leite e tem sido amplamente aceito pelos jovens devido aos seus diversos usos industriais e benefícios nutricionais. As mudanças nos hábitos alimentares também estão impulsionando a demanda por derivados lácteos. Os jovens adotam cada vez mais bebidas lácteas, enquanto os adultos continuam a preferir o leite fluído.
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Polo do Leite APL Lácteo da Região de São Luís de Montes Belos (Partes Interessadas)
Adelândia (GO), Anicuns (GO), Aurilândia (GO), Buriti de Goiás (GO), Cachoeira de Goiás (GO), Córrego do Ouro (GO), Faina (GO), Fazenda Nova (GO), Firminópolis (GO), Cidade de Goiás (GO), Itaberaí (GO), Ivolândia (GO), Jandaia (GO), Moiporá (GO), Mossâmedes (GO), Nazário (GO), Novo Brasil (GO), Palminópolis (GO), Paraúna (GO), Sanclerlândia (GO), São João da Paraúna (GO), São Luís de Montes Belos (GO), Turvânia (GO)
Área de Atuação

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Polo do Leite APL Fronteira Noroeste (Partes Interessadas)
Alecrim (RS), Alegria (RS), Boa Vista do Buricá (RS), Campina das Missões (RS), Cândido Godói (RS), Doutor Maurício Cardoso (RS), Giruá (RS), Horizontina (RS), Independência (RS), Nova Candelária (RS), Novo Machado (RS), Porto Lucena (RS), Porto Mauá (RS), Porto Vera Cruz (RS), Santa Rosa (RS), Santo Cristo (RS), São José do Inhacorá (RS), São Paulo das Missões (RS), Senador Salgado Filho (RS), Três de Maio (RS), Tucunduva (RS), Tuparendi (RS), Ubiretama (RS)
Área de Atuação

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Polo do Leite Centro Sul do Mato Grosso do Sul (Partes Interessadas)
Aquidauana (MS), Bandeirantes (MS), Caarapó (MS), Campo Grande (MS), Dois Irmãos do Buriti (MS), Dourados (MS), Fátima do Sul (MS), Glória de Dourados (MS), Iguatemi (MS), Itaquiraí (MS), Jaraguari (MS), Juti (MS), Laguna Carapã (MS), Nova Alvorada do Sul (MS), Ponta Porã (MS), Rio Brilhante (MS), Sidrolândia (MS), Terenos (MS), Vicentina (MS)
Área de Atuação

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Polo do Leite Sertão Central e Vale Jaguaribe (Partes Interessadas)
Banabuiú (CE), Boa Viagem (CE), Deputado Irapuan Pinheiro (CE), Ibaretama (CE), Jaguaretama (CE), Jaguaribara (CE), Jaguaribe (CE), Madalena (CE), Milhã (CE), Mombaça (CE), Pedra Branca (CE), Piquet Carneiro (CE), Quixadá (CE), Quixeramobim (CE), Santa Quitéria (CE), Senador Pompeu (CE), Solonópole (CE)
Área de Atuação

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Polo do Leite do Queijo Potiguar (Partes Interessadas)
Caicó (RN), Cruzeta (RN), Florânia (RN), Jardim de Piranhas (RN), Jardim do Seridó (RN), Jucurutu (RN), São Fernando (RN), São José do Seridó (RN), Tenente Laurentino Cruz (RN), Timbaúba dos Batistas (RN)
Área de Atuação

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Polo do Leite Vialacto da Região da Produção (Partes Interessadas)
Alpestre (RS), Ametista do Sul (RS), Caiçara (RS), Chapada (RS), Constantina (RS), Cristal do Sul (RS), Erval Seco (RS), Frederico Westphalen (RS), Ibirapuitã (RS), Iraí (RS), Jaboticaba (RS), Lajeado do Bugre (RS), Nicolau Vergueiro (RS), Palmitinho (RS), Pinhal (RS), Pinheirinho do Vale (RS), Planalto (RS), Pontão (RS), Rodeio Bonito (RS), Ronda Alta (RS), Rondinha (RS), Sagrada Família (RS), São José das Missões (RS), São Pedro das Missões (RS), Sarandi (RS), Seberi (RS), Taquaruçu do Sul (RS), Vicente Dutra (RS), Vista Alegre (RS), Vista Gaúcha (RS)
Área de Atuação
