Rota da Economia Circular
A Rota da Economia Circular constitui uma iniciativa estratégica do Ministério da Integração e do
Desenvolvimento Regional (MIDR), no âmbito das Rotas de Integração Nacional, com o objetivo de incorporar o conceito de circularidade produtiva à agenda de desenvolvimento regional sustentável.
Sua criação amplia o escopo territorial e temático das Rotas – historicamente voltadas a cadeias produtivas específicas, como, por exemplo, leite, mel e cordeiro – ao integrar dinâmicas produtivas e ambientais próprias dos espaços urbanos, promovendo a convergência entre políticas de desenvolvimento regional e urbano.
Idealizada em 2019, a Rota da Economia Circular emergiu do processo de integração institucional entre as políticas de desenvolvimento regional e de desenvolvimento urbano, permitindo articular, de forma inédita, a dimensão produtiva, associada à inclusão econômica e à geração de renda, e a dimensão urbana, voltada à gestão de resíduos, à inovação e à adaptação às mudanças climáticas.
Inspirada em referências internacionais, como a abordagem difundida pela Ellen MacArthur Foundation, a Rota consolida-se como um eixo transversal de inovação e sustentabilidade, estimulando novos modelos de produção e consumo baseados no reaproveitamento de materiais, na redução de desperdícios e na valorização dos resíduos como insumos produtivos.
Atualmente, a Rota da Economia Circular encontra-se organizada em dois polos: o Polo Cerrado Circular e o Polo Paraíba Circular, que, conjuntamente, abrangem 108 municípios. O Polo Paraíba Circular compreende 74 municípios distribuídos em diferentes regiões do estado da Paraíba, articulando territórios com múltiplas vocações produtivas e desafios socioambientais, com ênfase na gestão de resíduos, na valorização de subprodutos e na promoção da inclusão produtiva. O Polo
Cerrado Circular, por sua vez, abrange 34 municípios localizados no Distrito Federal e nos estados de Goiás e Minas Gerais, tendo como núcleo estruturante a Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (RIDE-DF), ao mesmo tempo em que incorpora municípios do entorno ampliado, definidos a partir de critérios de integração territorial, logística, produtiva e ambiental associados ao bioma Cerrado.
Destacam-se, nesse contexto, iniciativas voltadas à gestão sustentável de resíduos orgânicos por meio da biodigestão, à recuperação e conservação de solos em áreas de reforma agrária e à estruturação de redes de pesquisa, desenvolvimento e inovação para a gestão de resíduos eletroeletrônicos.
De forma complementar, os convênios celebrados pelo MIDR, que totalizam R$ 938.170,51, direcionam-se ao fortalecimento da base produtiva local, à melhoria da infraestrutura operacional e à capacitação de cooperativas, associações e organizações de catadores de materiais recicláveis, além do apoio à produção de estudos diagnósticos voltados à formulação de políticas públicas.
Essas iniciativas contribuem para a agregação de valor a produtos e subprodutos, a melhoria das condições de trabalho, a geração de renda e a inclusão socioeconômica, reforçando o papel da economia circular como vetor de desenvolvimento territorial.
Ademais, o MIDR tem recorrido aos Projetos de Cooperação Técnica Internacional (PCT) como instrumento complementar de apoio técnico, planejamento estratégico e fortalecimento institucional da agenda de Economia Circular. Assim, destaca-se o projeto desenvolvido no âmbito do PCT BRA/IICA/13/001 (Projeto Interáguas), em parceria com o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), voltado à elaboração de diagnóstico e de Plano de Ação para o fortalecimento da Rota da Economia Circular no Distrito Federal, com ênfase no aperfeiçoamento da gestão do processamento de resíduos sólidos realizada por cooperativas. A iniciativa envolveu a produção de estudos técnicos, benchmarking nacional e internacional, proposição de soluções para centrais de triagem e reciclagem, análises de viabilidade econômico-financeira e jurídico-normativa, bem como a construção de instrumentos estratégicos para captação de recursos, contribuindo para o fortalecimento da governança, da eficiência operacional e da sustentabilidade econômica das cadeias da reciclagem. O projeto contou com valor limite de investimento de até R$ 750.000,00, destinado à contratação de consultoria especializada para a execução dos produtos previstos no Termo de Referência.
As potencialidades de mercado associadas à Rota da Economia Circular abrangem um amplo espectro de atividades, incluindo a gestão e valorização de resíduos urbanos e comerciais, a circularidade de resíduos orgânicos, a produção de bioinsumos, a reciclagem de materiais como papel, plástico, vidro e metais e o reaproveitamento de resíduos eletroeletrônicos. Essas cadeias apresentam elevado potencial de escalabilidade, especialmente quando articuladas a instrumentos de compras públicas sustentáveis, parcerias com o setor produtivo, acordos setoriais e políticas de incentivo à inovação.
No que diz respeito às potencialidades de inserção em mercados nacionais e internacionais, a Rota da Economia Circular apresenta oportunidades crescentes associadas à oferta de materiais reciclados com maior grau de padronização, qualidade e rastreabilidade, bem como de soluções tecnológicas e modelos de negócio vinculados à gestão de resíduos, à bioenergia e à economia de baixo carbono. A consolidação dessas oportunidades depende do atendimento a requisitos técnicos, ambientais e regulatórios, mas pode representar uma vantagem competitiva relevante para os territórios envolvidos, especialmente em um contexto de crescente demanda global por cadeias produtivas alinhadas a critérios ambientais, sociais e de governança.
Dessa forma, a Rota da Economia Circular consolida-se como um instrumento estratégico de integração entre políticas públicas, inovação produtiva e sustentabilidade ambiental, contribuindo de maneira direta para a implementação da Estratégia Nacional de Economia Circular (ENEC) e para o fortalecimento de modelos de desenvolvimento regional mais resilientes, inclusivos e alinhados aos desafios contemporâneos.
• Polo Paraíba Circular (Partes Interessadas)
Alagoa Grande (PB), Alagoa Nova (PB), Alcantil (PB), Algodão de Jandaíra (PB), Alhandra (PB), Areia (PB), Areial (PB), Aroeiras (PB), Assunção (PB), Barra de Santana (PB), Barra de São Miguel (PB), Bayeux (PB), Boa Vista (PB), Boqueirão (PB), Caaporã (PB), Cabeceiras (PB), Cabedelo (PB), Caldas Brandão (PB), Campina Grande (PB), Caraúbas (PB), Caturité (PB), Conde (PB), Cruz do Espirito Santo (PB), Cubati (PB), Cuité de Mamanguape (PB), Esperança (PB), Fagundes (PB), Gado Bravo (PB), Gurinhém (PB), Gurjão (PB), Ingá (PB), Itabaiana (PB), Itatuba (PB), João Pessoa (PB), Juarez Távora (PB), Juazeirinho (PB), Junco do Seridó (PB), Juripiranga (PB), Lagoa Seca (PB), Lucena (PB), Mari (PB), Massaranduba (PB), Matinhas (PB), Mogeiro (PB), Montadas (PB), Natuba (PB), Olivedos (PB), Pedras de Fogo (PB), Pilar (PB), Pitimbu (PB), Pocinhos (PB), Puxinanã (PB), Remígio (PB), Riachão do Bacamarte (PB), Riachão do Poço (PB), Riacho de Santo Antônio (PB), Salgado de São Félix (PB), Santa Cecilia (PB), Santa Rita (PB), Santo André (PB), São Domingos do Cariri (PB), São João do Cariri (PB), São José dos Ramos (PB), São Miguel de Taipu (PB), São Sebastião de Lagoa de Roça (PB), Sapé (PB), São Vicente do Seridó (PB), Serra Redonda (PB), Sobrado (PB), Soledade (PB), Taperoá (PB), Tenório (PB), Umbuzeiro (PB)
Área de Atuação

- Polo Paraíba Circular
• Polo Cerrado Circular (Partes Interessadas)
Arinos (MG), Buritis (MG), Cabeceira Grande (MG), Unaí (MG), Abadiânia (GO), Água Fria de Goiás (GO), Águas Lindas de Goiás (GO), Alexânia (GO), Alto Paraíso de Goiás (GO), Alvorada do Norte (GO), Barro Alto (GO), Cabeceiras (GO), Cavalcante (GO), Cidade Ocidental (GO), Cocalzinho de Goiás (GO), Corumbá de Goiás (GO), Cristalina (GO), Flores de Goiás (GO), Formosa (GO), Goianésia (GO), Luziânia (GO), Mimoso de Goiás (GO), Niquelândia (GO), Novo Gama (GO), Padre Bernardo (GO), Pirenópolis (GO), Planaltina (GO), Santo Antônio do Descoberto (GO), São João d'Aliança (GO), Simolândia (GO), Valparaíso de Goiás (GO), Vila Boa (GO), Vila Propício (GO), Brasília (DF)
Área de Atuação

- Polo Cerrado Circular