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INPI lança Radar Tecnológico sobre a biotecnologia no Brasil
O INPI lançou o Radar Tecnológico “Biotecnologia: Panorama de patentes no contexto da bioeconomia no Brasil”, que apresenta a evolução do volume de depósitos de patentes nos últimos 15 anos, identifica os principais atores do setor e destaca as áreas tecnológicas e de aplicação mais relevantes.
Desde 2010, foram depositados 58.738 pedidos de patente no Brasil no campo da biotecnologia. O volume permaneceu estável entre 2010 e 2017, mas voltou a crescer a partir de 2018. Entre 2019 e 2022, a participação da biotecnologia no total de depósitos do país ultrapassou 17%, refletindo o dinamismo inovador do setor. Os depositantes estrangeiros seguem predominando, com 86% dos depósitos. Os Estados Unidos lideram, seguidos por Brasil, Suíça e Alemanha.
Os depositantes brasileiros foram responsáveis por 8.209 depósitos no período analisado (14% do total). As universidades públicas concentram a maior parte (59%), com destaque para a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), principal depositante nacional em biotecnologia. Entre empresas brasileiras, a Embrapa e a Petrobras lideram os pedidos de depósitos.
O documento mostra ainda que o perfil tecnológico nacional difere do estrangeiro: enquanto os pedidos internacionais se concentram em biotecnologia avançada, os brasileiros focam em métodos e processos biológicos aplicados a plantas, agricultura, análise e medição e cosméticos.
O Radar situa a biotecnologia como área transversal e estratégica para a geração de inovações em diversos setores industriais, alinhando-se às missões da Nova Indústria Brasil (NIB), como cadeias agroindustriais sustentáveis, fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde e promoção da bioeconomia.
A publicação é acompanhada por um painel de dados interativo, que permite visualizar todas as informações do estudo e explorar análises personalizadas a partir dos parâmetros empregados.
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